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sábado, 20 de junho de 2009

O que faz a diferença entre Sarney e Muricy?

Os dois dominaram a área de comentários dos leitores do Balaio esta semana (ver números dos assuntos mais comentados no final deste post).
Um é José Sarney, ex-presidente da República, ex-quase tudo na vida política e, atualmente, pela terceira vez, presidente do Senado Federal, posição que o deixa no centro do tiroteio de denúncias contra o Congresso Nacional.
O outro é Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro pelo São Paulo, eleito quatro vezes seguidas o melhor técnico do país, demitido do clube esta semana, após a derrota contra o Cruzeiro, que eliminou o tricolor da Libertadores.
Os dois terminam em situações bem diferentes esta semana difícil em suas vidas. Sarney continua no cargo, mas foi duramente condenado pela quase unanimidade dos leitores do Balaio. Muricy caiu, depois do seu time dar vexame no Morumbi e, mesmo assim, recebeu o apoio da maioria dos comentaristas do blog.
Fora a origem, a idade, o ofício e a história de vida, enfim, de cada um destes brasileiros, o que faz a diferença entre o maranhense José Sarney, com 60 anos de vida pública e prestes a completar 80 de idade, e o paulistano Muricy Ramalho, que não tinha nascido quando o presidente do Senado entrou na política, é a forma de encarar as críticas que recebem e as dificuldades que enfrentam.
Sarney se sentiu ofendido com a saraivada de denúncias contra ele nas ultimas semanas, chegando a afirmar em discurso na tribuna do Senado que não merecia este julgamento do povo por tudo que já fez em sua carreira política. Negou tudo, não assumiu responsabilidade nenhuma e disse que a crise não é dele, mas do Senado. Em razão disso, escrevi-lhe uma carta aberta aqui no Balaio.
Muricy ficou calado no canto dele, assistindo à conspiração de cartolas e jogadores contra a a sua permanência no cargo e, embora demitido, saiu de cabeça erguida, aplaudido e apoiado pelos mesmos torcedores/eleitores/comentaristas que condenaram Sarney e querem vê-lo fora da cena política brasileira.
No sobe e desce da vida de cada um de nós, Sarney continua no alto da gangorra presidindo o Senado, mas cada vez mais fragilizado, enquanto Muricy, que caiu, sai de férias com a certeza do dever cumprido e o julgamento favorável da sua torcida, que espera a sua volta.
Política e futebol, mais uma vez, dominaram a semana no Balaio, com os leitores alternando comentários sobre um e outro tema ao longo dos últimos dias. O futebol ganhou por pouco. Ricardo Kotscho, Portal Ig.

sábado, 13 de junho de 2009

Superfaturamento no Pan

A vila construída para os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro teve um superfaturamento de 1,8 milhão de reais, anunciou o Tribunal de Contas da União, na quarta-feira 10. O relatório do ministro Marcos Vinicios Vilaça apontou irregularidades na contratação de serviços de hotelaria, da instalação de aparelhos de ar-condicionado ao fornecimento de colchões. Os responsáveis pelo superfaturamento têm 15 dias para apresentar defesa ou devolver o valor corrigido, hoje equivalente a 2,7 milhões de reais, aos cofres da União. Entre os citados no relatório do TCU estão integrantes da secretaria-executiva do comitê organizador do Pan no Ministério do Esporte, além do Consórcio Interamericano, liderado pela empresa JZ Engenharia. Da Redação da Revista Carta Capital.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

PT cogita sacrificar petistas nos Estados por apoio a Dilma

O comando do PT fixou como estratégia para consolidar a ampla coligação em apoio a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a costura de alianças nos seis principais Estados do País para as eleições de 2010. Com isso, os próprios pré-candidatos petistas devem ser sacrificados. As informações são do jornal Folha de S.Paulo. Dilma é a provável candidata do partido à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, confirma que, em São Paulo, o PT pode abrir mão do candidato para criar uma situação de expansão da aliança. "Se o Ciro (Ciro Gomes, do PSB) quiser ser candidato ao governo, se o (presidente do PMDB, Orestes) Quércia quiser, o PT pode discutir. Em Minas, seria bem mais fácil", afirmou.
Vaccarezza refere-se ao apoio ao peemedebista Hélio Costa em Minas, em detrimento de dois petistas: o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e o ex-prefeito Fernando Pimentel. Segundo a Folha, Hélio Costa poderia ser convidado hoje para vice de Dilma, caso o atual governador Aécio Neves (PSDB) ocupe a posição de vice de José Serra (PSDB) na corrida presidencial. Caso contrário, a cúpula petista pretende lançar Costa para o governo.
Além de São Paulo e Minas, o PT estaria tecendo acordos considerados fundamentais para a eleição de Dilma no Rio de Janeiro, no Paraná, no Rio Grande do Sul e na Bahia.
Redação Terra

Metade da Câmara de SP já pensa na eleição de 2010

Alvo de ataques e processos entre partidos e políticos, a antecipação da campanha eleitoral não é um fenômeno restrito à sucessão presidencial. Apenas seis meses após o início do mandato na Câmara Municipal de São Paulo, já tem parlamentar na rua "costurando" apoio para uma candidatura em 2010. Segundo levantamento do Jornal da Tarde com lideranças na Casa, metade dos 55 vereadores pode encarar novamente as urnas no ano que vem e abandonar o mandato no meio.
São 28 vereadores que foram citados pelos colegas como provável candidato a deputado estadual ou federal e até mesmo a senador. Destes, 17 são tidos como nomes certos para a próxima eleição. Há desde os que estão empolgados com a votação obtida em 2008 ou que veem conjuntura favorável dentro do partido até os que só vão só chamar voto para a legenda. Todos, porém, com o pensamento de que não há nada a perder, pois não precisam se afastar da Câmara para concorrer.
Pré-candidato assumido, o presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PR), acredita numa debandada sem precedentes em 2010. Há um incentivo muito forte do prefeito (Gilberto Kassab) para que muitos vereadores saiam (candidatos). Devemos ter uma Câmara bem diferente em 2011, afirma Rodrigues. Estou aguardando o quadro partidário para ver se saio a estadual ou federal. As informações são do Jornal da Tarde, por Jornal de Piracicaba.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Blog do Josias: Governo pede a Renan que levante veto a Jucá na CPI da Petrobras

da Folha Online
O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), provocou o adiamento da instalação da CPI da Petrobras, informa o blog do Josias. A comissão deveria ter sido instalada nesta terça (2). Mas Renan vetou o nome de Romero Jucá (PMDB-RR), que o Planalto escolhera para a relatoria da comissão.
De acordo com o blog, o governo tentou resolver o impasse sobre a relatoria em várias reuniões. Mas Renan, embora convidado, não compareceu. No terceiro ele apareceu.
Sem acordo, ficou acertado que os líderes governistas orientaram seus pares a não comparecer na hora marcada para instalar a CPI. Só o governista Paulo Duque (PMDB-RJ), aliado de Renan, apareceu e comandou a sessão inaugural da CPI. Orientado por celular por Renan, Duque encerrou a sessão por falta de quorum 15 minutos depois de seu início.
De acordo com o blog, Renan atribuiu a aversão a Jucá a uma interferência de Aloizio Mercadante (SP), líder do PT. O blog diz que Renan torce o nariz para Jucá porque o considera mais alinhado aos interesses do Planalto do que às conveniências do PMDB.
Uma reunião ontem à noite no gabinete de Gim Argello (PTB), líder do PTB, tentou convencer Renan a retirar seu veto a Jucá. Rena ficou de dar uma resposta hoje, mesmo dia em que o presidente Lula retorna de viagem ao exterior

segunda-feira, 1 de junho de 2009

“A propaganda é a alma do negócio”

Cristiana Lôbo
“A propaganda é a alma do negócio”, diz o ditado popular que parece estar valendo também para a política. Pesquisa feita pelo Instituto Datafolha publicada neste domingo mostra que o presidente Lula está recuperando a já alta popularidade e, mais importante para os petistas, mostra também que Dilma Roussef é sim competitiva na disputa presidencial, mesmo depois de revelar ao país que está sendo submetida a tratamento para cura de câncer linfático.
Na mesma edição, a Folha publica reportagem mostrando que o governo Lula está regionalizando a publicidade do governo, em alta escala, e que isso tem mostrado bom resultado. Até pouco tempo atrás, quando começou a regionalização da publicidade, isso era feito de forma mais incipiente. Agora, a propaganda do governo chega a 5.297 veículos - uma alta de 961%, segundo a reportagem assinada por Fernando Rodrigues -, em relação aos 499 de 2003, quando Lula assumiu pela primeira vez.
A pesquisa DataFolha mostra que Lula continua um excelente comunicador. E, assim, ele já definiu o seu discurso: Dilma é a continuidade do governo dele. A pesquisa mostra que subiu a consideravalemente o contingente dos que aceitam a idéia de terceiro mandato para Lula - de 31% para 47%. Isso acompanha o crescimento da popularidade dele que voltou ao patamar de 69%, atingido antes da crise financeira. Ou seja, a recuperação da popularidade leva à idéia de aceitação de um terceiro mandato. Como não há, até agora, a possibilidade de ser aprovada emenda para garantir-lhe o terceiro mandato, Lula transforma isso em intenção de votos para Dilma Roussef.
Quando o assunto é a sucessão do ano que vem, Dilma sobe de 11% para 16%; enquanto José Serra cai de 41% para 38%. E assim, encurta em 8 pontos porcentuais a diferença entre eles, num eventual primeiro turno de eleição. Dilma se mostra competitiva porque ultrapassa Ciro Gomes (PSB), que seria uma alternativa para Lula e fica com 15%; assim como já havia ultrapassado Aécio Neves.
A pendência que fica é: se Dilma por razões de saúde não puder ser a candidata do PT, o partido vai praticamente para a estaca zero. As outras alternativas estão bem fracas - Antonio Palocci com 3% das intenções de votos e Patrus Ananias, com 2%.
Ou seja, para o PT é Dilma ou Dilma. Já que é difícil ter o terceiro mandato para Lula