sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Quércia: ‘PMDB não vai entregar a mercadoria a Lula’

Orestes Quércia classifica de “arbitrária” a decisão da cúpula do PMDB de firmar um pré-acordo nupcial com a presidenciável petista Dilma Rousseff.

“Estão fazendo uma pressão sobre os diretórios estaduais, de cima pra baixo, uma coisa arbitrária. Mesmo assim, eles vão perder na convenção”.

Presidente diretório do PMDB de São Paulo, Quércia falou ao blog. Disse que a direção do PMDB mercadeja algo que não está disponível na gôndola.

Fechado com a candidatura presidencial do tucano José Serra , Quércia declarou: “Eles estão vendendo para o Lula uma mercadoria que não vão entregar”.
Há 18 dias, Quércia reunira-se, em Brasília, com Michel Temer (SP), presidente da Câmara e presidente licenciado do PMDB.

Fora a Temer acompanhado de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Ibsen Pinheiro (PMDB-RS). Pregaram contra a formalização do “noivado” com Dilma.
Foram desatendidos. Estima-se que o acordo será celebrado dentro de duas semanas, com as bênçãos de Lula, padrinho da união.

Quércia atribui a pressa a dois grão-pemedebês: José Sarney e Renan Calheiros. Vai abaixo a entrevista:

- Michel Temer não atendeu ao vosso apelo. Por quê?
Estivemos com ele –o Jarbas, o Ibsen e eu. Dissemos que a antecipação do processo era um erro, uma precipitação. Ficou combinado que haveria outra reunião, mais ampla.

- Por que não houve a segunda conversa?
Eles estão fazendo uma pressão sobre os diretórios estaduais, de cima pra baixo, uma coisa arbitrária. Mesmo assim, eles vão perder na convenção. Não estão ouvindo a base do partido.

- Por que chama a decisão de arbitrária?
Isso nunca aconteceu no PMDB. Mesmo no tempo do doutor Ulysses [Guimarães]. Por isso conversamos com o Michel. Nós dissemos: ‘Michel, é preciso ouvir os Estados. Não se pode simplesmente fazer o jogo do governo’. Eu sou membro da Executiva do partido. A Executiva nunca discutiu isso. Mas há toda essa pressão.

- Quem faz a pressão?
Essa pressão é coisa do Renan e do Sarney.

- Temer lidera o movimento, não?
Sim, claro, porque ele está com a expectativa de ser o vice da Dilma. O Sarney e o Renan se aproveitam disso.

- Eles afirmam que a maioria da convenção é pró-Dilma.
Não podem dizer o contrário. Mas tenho sérias dúvidas disso. Eles estão vendendo para o Lula uma mercadoria que não vão entregar.

- O apoio a Dilma não virá por conta da dificuldade de decolar nas pesquisas?
Também por isso, mas não é só isso. O quadro de alguns Estados deverá se definir numa posição contra o PT.

- Que Estados são esses?
São Estados importantes, com muito peso na convenção nacional: São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco e outros do Nordeste. Há dificuldades no Mato Grosso do Sul, em Minas Gerais...

- Crê que será possível formar uma maioria pró-Serra?
Muitos companheiros acham que eles já perderiam na convenção agora. Pessoalmente, acho que, hoje, eles podem até ganhar. Mas esse quadro vai mudar. Vários diretórios ainda não querem mostrar a cara. Têm interesses a defender no governo. Acham que o Lula vai atender o que eles querem. Mais à frente essa coisa muda.

- Em que momento o PMDB deveria tomar uma decisão?
A decisão final só ocorrerá em junho, na convenção. Acho que tudo deve ser muito bem discutido. Deveríamos começar a preparar a convenção no início do ano que vem.

- O PMDB tem seis ministérios. Não deveria deixar o governo?
Se ficar decidido que o partido ficará com o governo, pode conservar os ministérios. Se o partido decidir apoiar o Serra, aí deve sair do governo. Isso a partir do momento da definição, que não é agora. É na convenção.

- Acha que o PMDB, dividido, pode não fechar com nenhum candidato?
Existe essa possibilidade de ocorrer um impasse. É uma hipótese possível. Eu trabalho pela formalização do apoio ao Serra.

- Por que Serra e não Dilma?
O Serra tem condições de governar melhor o país. Tem um projeto de crescimento econômico para o Brasil, coisa que o Lula não fez. A continuidade desse governo não seria boa para o país.

- Por quê?
Porque é um governo que não fez nada.

- Como explica a popularidade do presidente?
A situação do Lula é muito boa não porque ele está governando bem, mas porque as coisas vão indo bem a despeito do governo. Aquilo que o governo tinha que fazer não fez. O PAC, a grande proposta do governo, eles só conseguiram fazer 7% até hoje. O governo não está investindo nada.

- Não vê méritos na área social?
Houve uma ampliação do orçamento social, uma coisa positiva. Mas a questão fundamental para o crescimento são as obras de infraestrutra. Qual é a obra importante que o Lula fez depois de sete anos? Nenhuma.

- O governo não se portou bem na crise?
O Lula teve muita sorte. O mundo inteiro cresceu, não foi só o Brasil. Depois, houve essa crise. O Brasil não foi muito atingido. Mas outros países também não foram. A China e a Índia, por exemplo.

- O bom desempenho veio por inércia?
Isso se deve à política econômica, que foi herdada do governo anterior. O mérito do Lula foi o de ter aproveitado essa política econômica. Manteve a macroeconomia, o combate à inflação. Isso foi positivo. Mas são coisas que ele apenas deu continuidade. Outras coisas, que o governo deveria ter feito, ele não fez.

- O que não foi feito?
As reformas política, tributária e previdenciária não foram feitas. Ele não melhorou os portos, os aeroportos, as estradas. Não fez nada na infraestrutura. É um governo completamente inábil. Não tem projeto. O Serra, por sua experiência, pela forma como vem governando São Paulo, por ter sido ministro, tem condições de fazer.

- Apoia o Serra por que deseja disputar uma cadeira no Senado?
Essa questão de ser candidato ao Senado é relativa.

- Não Há um acordo?
Tem um acordo de o PMDB lançar o candidato. O meu nome é o que mais surge. Mas o que eu quero mesmo é evitar a continuidade do PT no governo.

- Que candidato vai apoiar para o governo de São Paulo?
Sou amigo do Aloisio [Nunes Ferreira]. Me dou bem com o [Geraldo] Alckmin também. Mas quem vai decidir isso é o PSDB e o Serra. Aquele que for o escolhido nós estaremos junto. Por ora, existem duas candidaturas. Escrito por Josias de Souza às 04h12, Blog do Josias de Souza, UOL.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Missão da OEA deixa Honduras sem garantias sobre o fim da crise política

Repórter da TV Globo relata confrontos em Tegucigalpa nesta quinta.
Presidente deposto está há 17 dias abrigado na Embaixada do Brasil.
Do G1, com agências internacionais


Militantes favoráveis ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, insatisfeitos com o resultado das negociações comandadas pela missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) para pôr fim à crise política em Honduras fizeram nesta quinta-feira (8) um protesto em frente ao hotel onde ocorreram as reuniões, relata, de Tegucigalpa, o repórter da TV Globo José Roberto Burnier.

Os integrantes da comissão da OEA já deixaram o país. Eles leram um comunicado dizendo que não houve acordo, mas que estão confiantes de que as negociações pelo fim da crise avancem.


Não há, no entanto, nenhuma indicação de que o governo interino de Roberto Micheletti concordará com os pontos e assinará o acordo, informa Burnier.


Victor Meza, ministro de governo de Zelaya, disse a jornalistas que, "até o momento", estão "satisfeitos com os resultados", porque foi elaborada uma agenda para o diálogo.


Meza, integrante da delegação de Zelaya no diálogo, enfatizou que o prazo para se chegar a um acordo dado ao presidente deposto venceem 15 de outubro. O país tem eleições marcadas para 29 de novembro.


O coordenador geral da Frente Nacional de Resistência contra o golpe de Estado, Juan Barahona, disse que o diálogo não teve avanços e "está em ponto morto".

Um dos membros da comissão negociadora de Micheletti, Arturo Corrales, afirmou que o diálogo "não está em ponto morto", porque uma agenda foi estabelecida.

Palestinos pedem intervenção da ONU para acalmar a tensão

NOVA YORK, EUA, 8 Out 2009 (AFP) - O ministro das Relações Exteriores da Autoridade Palestina, Riyad al-Malki, disse nesta quinta-feira ter pedido ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que intervenha para evitar uma escalada da tensão em Jerusalém.

"Informei ele sobre as medidas de escalada israelenses contra os palestinos em Jerusalém e os atos cometidos nos últimos dias por Israel contra a mesquita de Al-Aqsa", declarou Malki à imprensa.


"Solicitei sua intervenção imediata para evitar que Israel provoque novas escaladas" da tensão em Jerusalém, acrescentou.


O Fatah, do presidente palestino Mahmud Abbas, convocou para sexta-feira manifestações e uma greve geral nos territórios para "defender Jerusalém", num momento em que a Cidade Santa é novamente abalada por tensões religiosas.

Governo pode ter PAC para Copa e Olimpíadas, diz Dilma Rousseff

Vamos ter necessidade de fazer uma série de obras, afirmou ela.
Segundo Dilma, questão estratégica é a chegada nas cidades.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

A realização da Copa do Mundo de 2014, e das Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016, tem de ter um tratamento especial e o governo federal pode até decidir fazer um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a realização das obras necessárias, segundo afirmou nesta quinta-feira (8) a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.


"Podemos até chamar um PAC para as olimpíadas e um para a Copa. Para a Copa, a parte do RJ já integra o PAC das Olimpídas. Vamos ter, sem sombra de dúvidas, necessidade de fazer isso: uma série de obras que tem de ser previstas e executadas", disse a ministra a jornalistas.
 
Ao realizar um balanço do PAC nesta quinta-feira, o governo federal informou que, do total de R$ 635 bilhões previstos para o programa, R$ 338,4 bilhões em investimentos foram "realizados" de janeiro de 2007 até agosto deste ano, o equivalente a 53,6% do previsto.

Segundo ela, as Olimpídas tem "significado histórico". "É um momento de congraçamento do mundo essa celebração. Hoje, queremos que seja também a celebração do Brasil. De termos deixado de sermos o país do futuro e sermos o país do presente", acrescentou.


A ministra Dilma Rousseff disse ainda achar que, englobando todas as instâncias governamentais (governo, estados e municípios envolvidos), haverá condições totais de ter uma "efetiva política" de investimento que contemplem as diferentes áreas: turismo, mobilidade urbana e equipamentos esportivos.


"O governo federal, junto com governos estaduais e municipais, vai ter de ter uma política específica de esportes. Para mobilizar a sociedade para que possamos ter um maior número de atletas e deixarmos um legado em termos de desenvolvimento humano", disse a ministra-chefe da Casa Civil.


Ela avaliou ainda que, tanto para a Copa quanto as Olimpíadas, a questão estratégica seria a chegada nas cidades (portos, aeroporto e rodovias). "A entrada da cidade e a relação com os hotéis. Demos prioridade um aos aeroportos. O Galeão tem dupla prioridade por ser a entrada para a copa no Rio de Janeiro e, depois, para as Olimpíadas", disse ela.

Acrescentou o trem de alta velocidade também será importante, pois vai permitir uma outra entrada, no Rio de Janeiro, por meio de São Paulo. "Tudo isso o governo ainda vai considerar. Isso é uma prévia. Estamos nos preparando para ter essa posição do governo federal, mas ter uma relação com os governos dos estados e municípios", concluiu.

Maioria dos partidos evita reaver mandatos de parlamentares 'infiéis'

31 deputados e 4 senadores trocaram de legenda até sábado passado.
11 siglas perderam parlamentares, mas só 3 tentarão reaver mandatos.
Mariana Oliveira
Do G1, em São Paulo

Embora uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determine que os mandatos de deputados e senadores pertencem aos partidos, a maioria das legendas não demonstra interesse em reaver os cargos dos parlamentares que trocaram de sigla de olho nas eleições do ano que vem.

Desde maio deste ano, 31 deputados federais - por enquanto, só 17 notificaram a Câmara dos Deputados - e quatro senadores mudaram de legenda. A maior parte das mudanças ocorreu a partir de agosto e o prazo para se filiar terminou no último sábado (3).


Em 2007, o TSE decidiu que o mandato do parlamentar pertence ao partido e que o deputado poderia perder o cargo se mudasse de legenda sem justa causa (criar novo partido, mudança no programa partidário e perseguição).


No ano passado, uma comissão da Câmara aprovou uma legislação sobre o tema, que, embora puna casos de infidelidade partidária, dá prazo de 30 dias antes do fim do prazo para filiações para que ocorram mudanças partidárias. O projeto ainda precisa passar pelo plenário, depois ir ao Senado e, posteriormente, à sanção presidencial. Até lá, vale a regra do TSE.


Ao todo, onze partidos perderam parlamentares nos últimos meses: o PMDB, com maior número de desfiliações, perdeu oito deputados e um senador. Em seguida veio o DEM, que perdeu cinco deputados. PT, PSDB, PP, PTB, PDT, PV e PMN também tiveram baixas. O PR, perdeu dois deputados e um senador, mas ganhou, em contrapartida, oito novos deputados. O PSC também teve reforço considerável: cinco deputados.

Entre os partidos que perderam parlamentares, somente três informaram que já entraram ou pretendem entrar com ações na Justiça para reaver o cargo com base na resolução do TSE. São eles DEM, que vai tentar retomar quatro cadeiras; PDT, que planeja reaver três mandatos; e PTB, que pode entrar na Justiça por um cargo de deputado.

Dos demais partidos, porém, somente o PMN disse que ainda estuda a possibilidade. Os demais, no entanto, afirmaram que não têm nenhuma intenção de tentar reaver os cargos.

Ações na Justiça
O secretário nacional do PDT, Manoel Dias, afirma que a legenda tentará reaver os três mandatos e que pode ingressar com ações ainda nesta semana. Ele diz ainda que alguns partidos não se importam com o tema porque não valorizam tanto a questão ideológica.

"Alguns partidos não têm essa questão ideológica. Sem fidelidade, dificilmente se tem partido. Nessa crise política, se não houver fidelidade, se desmoralizam as instituições partidárias. Nosso estatuto é o único entre os partidos que prevê a fidelidade partidária", diz Dias.

O PDT diz, porém, não temer que o PR tente reaver o mandado do recém-filiado José Carlos Araújo, da Bahia. Segundo Manoel Dias, a mudança foi fruto de acordo entre o deputado e o PR.

E o PR afirmou que embora vá analisar todos os casos de parlamentares que saíram para outras legendas, não tem intenção de entrar na Justiça para reaver os cargos, de acordo com o deputado Lincoln Portela, vice-líder do PR na Câmara. "Não há disposição por parte do partido para entrar com ações."

A preocupação do PR é com dois deputados do DEM que ingressaram na legenda. A assessoria dos Democratas informou que o partido já pediu de volta dois mandatos e que prepara ações para ingressar contra outros dois - somente não entrará com ação contra Edmar Moreira, denunciado à Justiça por apropriação indevida de contribuições previdenciárias.

"O DEM é um partido que tem sofrido muito com a perda dos seus parlamentares. Está defendendo seus interesses partidários e tem todo direito de fazer isso. (...) É nossa preocupação os mandatos dos parlamentares que vieram e nós auxiliaremos. Eles vestiram as cores do partido e é mais do que justo que o partido os defenda."

Um dos deputados que mudou de legenda, Manoel Júnior (PB), que deixou o PSB pelo PMDB, disse que não foi infiel ao partido e não teme retaliações. O PSB anunciou que não tentará reaver o mandato porque o deputado saiu para fundar uma nova legenda, o PSR, o que configura justa causa. No entanto, Manoel Júnior acabou ingressando no PMDB.

"Chegou no fim do prazo para filiações e não tínhamos certeza do registro do partido. Por segurança, me filiei ao meu partido de origem. Fui prefeito pelo PMDB, deputado estadual."

Disse ainda que, embora tenha boas relações com o PSB nacional, suas relações com dirigentes no estado não permitiam a continuidade na sigla. "Eduardo Campos (presidente do PSB e governador de Pernambuco) sabe como fui fiel ao PSB. Mas na Paraíba, a infidelidade não foi minha e nem do PSB nacional. Saí por necessidade."

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'Inviável'
Para o deputado federal Flávio Dino (PC do B-MA), autor de projeto que tramita na Câmara sobre a infidelidade, os partidos contrariam a decisão do TSE porque "a rigidez inviabiliza o cumprimento".


"De fato, a resolução do TSE está sendo contrariada. Os fatos estão mostrando que não se pode pretender, em uma sociedade dinâmica, na qual os fatores regionais locais têm grande importância, congelar o quadro partidário. Não tem possibilidade de impedir mudanças partidárias nesse período (perto do fim do prazo para filiações visando as eleições do ano seguinte)", afirma Dino.

O deputado diz que os partidos ignoram a norma do TSE porque percebem que a "janela" de 30 dias para mudar de partido é inevitável. "A rigidez está condenada ao fracasso. A única solução é o Congresso editar uma norma sobre fidelidade, reafirmando a fidelidade, porém com a compreensão de que no final do mandato haja momento para realinhamento sem que isso seja considerado como oportunismo."


Ética
Para o professor de ética da Unicamp Roberto Romano, no entanto, a migração entre partidos mostra uma "descaracterização dos três poderes". "O Executivo está legislando com medidas provisórias. O Executivo está servindo como intermediário de verbas e alocação de recursos. O Judiciário cada vez mais ausente e não sendo ouvido pelos poderes."


Romano diz ainda que a mudança de partido ocorre porque, em algumas legendas, eles têm mais facilidade para negociar em termos de recursos.

Além disso, o professor de ética destaca que a base do governo se dilui para que o Executivo reduza a dependência de um único partido, como o PMDB. "Quanta confusão o presidente da República tem enfrentado para salvar o apoio dos peemedebistas na próxima eleição? Se tem conjunto de pequenos partidos que conseguem capilaridade, evidentemente que esses partidos serão valorizados."


Outras ações
Além dos partidos, a resolução do TSE determina que o Ministério Público Eleitoral e terceiros interessados, como os suplentes, também podem entrar com ações para que o "infiel" perca o cargo.


É o que acontece com a senadora Marina Silva, que deixou o PT pelo PV. Embora o partido não queira reaver o cargo, um grupo de advogados gaúchos ingressou com representação, que está sendo analisada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedindo que a cadeira seja devolvida ao PT. Ainda não há expectativa de Gurgel dar seu parecer.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

PM e funcionários encontram rastro de destruição em fazenda invadida

Integrantes do MST deixaram propriedade nesta quarta, após oito dias.
Além de 7 mil pés de laranja destruídos, há 28 tratores quebrados.
Roney Domingos
Do G1, em Borebi (SP)

Além de milhares de pés de laranja destruídos já mostrados em imagens aéreas, a polícia e funcionários da Fazenda Santo Henrique, invadida há oito dias pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) em Borebi, a 309 km de São Paulo, encontraram 28 tratores quebrados, caminhões e paredes pichados e até armários arrombados.

Os banheiros estavam com louças quebradas e tubulação entupida. Havia lixo e comida estragada em vários cômodos das residências. Paredes foram pichadas com palavras de ordem do MST. O Corpo de Bombeiros teve que usar uma escada para retirar a bandeira do movimento hasteada no lugar da bandeira do Brasil.



Integrantes do MST deixaram nesta terça-feira a fazenda após ação de reintegração de posse promovida pela Polícia Militar. Não houve conflito. O gerente de produção da fazenda, do grupo Cutrale, Claudinei Ferreti, disse que só deverá concluir o cálculo dos prejuízos em três dias. De acordo com ele, todos os tratores foram quebrados por meio de uma manobra que consiste em colocar terra dentro do motor e deixá-lo ligado até fundir.

Para ele, no entanto, a maior perda foi o tempo gasto em árvores que acabaram arrancadas pelos invasores. "O que mais lamentamos é a perda de pés de laranja com cinco anos de idade e em plena produção", afirmou Ferretti.



A empresa pretende retomar ainda nesta quarta-feira a produção, com parte dos colonos que foram expulsos pelos sem-terra na semana passada. Na próxima semana, todos os 400 funcionários deverão ter retornado ao trabalho. "Queremos trabalhar e voltar ao ritmo de antes", disse Ferreti.



Nesta quarta-feira, policiais civis deverão fazer a perícia de todos os danos constatados pela Polícia Militar e funcionários da fazenda. A polícia vai investigar a autoria dos danos.

Saída do MST
Após negociar com a Polícia Militar, o Movimento dos Sem-Terra (MST) deixou por volta das 10h15 desta quarta-feira (7) a fazenda que foi invadida por 250 famílias em 28 de setembro. A saída foi pacífica. A PM estava no local desde as 5h para cumprir o mandado de reintegração de posse de terra autorizado pela Justiça. Uma empresa do setor de sucos é proprietária do terreno.



Cerca de 85 homens da Polícia Militar acompanharam a retirada em frente à fazenda. Os invasores saíram em cinco caminhões e 30 carros. Muitos levaram objetos pessoais.

Missão da OEA chega a Honduras para tentar por fim à crise; Zelaya exige voltar ao poder em uma semana

Do UOL Notícias*
Em São Paulo
Uma delegação de chanceleres da Organização dos Estados Americanos (OEA) chegou nesta quarta-feira (7) a Honduras com a intenção de estabelecer um acordo para pôr fim à crise política entre o governo golpista e o presidente deposto Manuel Zelaya.
Ainda nesta quarta-feira, Zelaya exigiu sua restituição à Presidência de Honduras em uma semana. De acordo com o assessor Rasel Tomé, Zelaya disse que se voltar ao poder até 15 de outubro, as eleições poderão ocorrer normalmente em 29 de novembro.

O presidente golpista, Roberto Micheletti, pediu a instauração do diálogo na noite de terça-feira, mas Zelaya exibiu outra vez seu ceticismo acerca das verdadeiras intenções do rival. Zelaya não abre mão de voltar à Presidência.

"Eu sou um homem de fé e acho que ainda há uma saída, mas não a vejo próxima", disse Zelaya à rádio HRN.

Em discurso em rede nacional de rádio e TV, sem citar o nome de Zelaya, Micheletti disse: "Meu governo convoca uma mesa de diálogo para abordar com novo espírito os temas que de alguma maneira já foram objeto de consideração em documentos de trabalho no diálogo de San José (uma tentativa anterior de mediação feita pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias)."
A fim de alcançar o chamado "Acordo de Guaymuras", Micheletti propôs que a mesa de diálogo - na qual participarão três representantes de cada lado em conflito - revisem alguns temas incluídos no acordo proposto por Arias.

"Em particular dois temas cruciais, que se referem ao respeito aos poderes do Estado e à anistia", disse o presidente de facto.

O representante do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), embaixador Ruy Casaes, afirmou que o retorno de Manuel Zelaya ao poder "é inegociável do ponto de vista da comunidade internacional".
Mas Micheletti não falou sobre a possibilidade de permitir a volta de Zelaya ao poder, algo que Arias previa no seu plano e que a comunidade internacional também tem defendido.
A proposta de Arias previa, além da restituição de Zelaya, a criação de um governo de unidade nacional e uma anistia geral a ser decretada pelo Congresso.

Zelaya voltou clandestinamente do exílio há mais de duas semanas, e desde então está refugiado na embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Ele diz que a convocação do governo de facto ao diálogo é uma manobra dos golpistas para ganhar tempo.
"Enquanto a ditadura que está estabelecida em Honduras não depositar a presidência da República nas mãos de quem o povo escolheu para governar, todo o resto é um show simplesmente para perpetuar suas ambições de poder", disse Zelaya ao canal 11 da TV.

Na quinta-feira, os integrantes da missão visitarão Zelaya dentro da embaixada brasileira, que se encontra rodeada por um cerco militar que pretende detê-lo por acusações de corrupção e de violar a Constituição.

A crise política em Honduras já dura mais de 100 dias. Zelaya foi deposto da Presidência e expulso do país no final de junho. Após percorrer uma série de países vizinhos, ele retornou a Tegucigalpa e se abrigou na embaixada brasileira, onde permanece.
*Com agências internacionais





Japão se prepara para chegada de tufão

O Japão prevê a chegada de um dos mais fortes tufões dos últimos anos. O Melor deve chegar amanhã à ilha de Honshu, a maior do arquipélago japonês. Será o primeiro a passar pela nação desde 2007. Temporais e ventos já interrompem o fornecimento de energia elétrica para milhares de pessoas e derrubaram telhados em construções nas ilhas do sul do país.

"Nós estamos emitindo advertências de tempestades e fortes ondas, pois o tufão é visto como o mais forte da última década", afirmou Shinichi Nakatsukasa, da Agência Meteorológica local. O fenômeno traz ventos de 216 quilômetros por hora, movendo-se até fim desta quarta-feira (hora local) em direção a Shikoku, uma das quatro maiores ilhas japonesas, segundo a agência.


O tufão deve chegar amanhã ao oeste do país antes do amanhecer e deve se dirigir para a densamente povoada ilha de Honshu, coração industrial da nação asiática. A Toyota suspende a produção em 12 de suas plantas no país, enquanto operadores de trens no oeste afirmaram que cancelariam alguns dos serviços dos trens especiais expressos.


A tempestade pode lançar 500 milímetros de chuva torrencial no sudoeste do Japão em apenas 24 horas, informou a agência meteorológica. O Melor pode atingir o arquipélago em um curso similar a um tufão de 1959 que deixou milhares de mortos. Desde então, houve muitos esforços para fortalecer as casas e equipar as áreas costeiras com barragens.

Sul
Um total de 10.600 residências estavam hoje sem eletricidade nas ilhas do sul japonês, segundo empresas locais do setor. Não havia registros de feridos nesta área. Mais de 200 voos não puderam partir em razão dos fortes ventos no oeste do país, afetando 15 mil passageiros. A maioria dos serviços de ferry também foram suspensos na região. Um surfista de 46 anos se afogou em Kanagawa, a sudoeste de Tóquio. A polícia ainda investiga se ele morreu por causa das fortes ondas. As informações são da Dow Jones.

Polícia apreende 137 filhotes de pássaros escondidos em assoalho de carro

Papagaios e araras eram transportados em veículo junto com família.
Denúncia fez polícia parar o carro em Jales; motorista foi liberado.
Do G1, com informações do Bom Dia São Paulo

A Polícia Ambiental apreendeu na madrugada desta quarta-feira (7) 137 filhotes de papagaio e arara em Jales, a 585 km de São Paulo. Os pássaros eram transportados no assoalho de um carro. Um homem foi detido e liberado em seguida.

Os 133 filhotes de papagaio e quatro de arara eram transportados junto com a família do suspeito, de 31 anos. Ele saiu de Cassilândia, no Mato Grosso do Sul, e ia para São José do Rio Preto, a 438 km de São Paulo.

A viagem terminou depois que a polícia recebeu uma denúncia anônima. Além da grande quantidade de aves, chamou a atenção o modo como elas eram levadas, no assoalho do veículo.

O motorista foi levado para a delegacia, onde foi ouvido e liberado. Ele vai responder pelos crimes de transporte ilegal e maus tratos a animais. A multa para esses crimes pode chegar a R$ 35 mil.

As aves devem ser levadas nesta manhã para o zoológico de São José do Rio Preto.

PM chega à fazenda invadida por MST para cumprir reintegração de posse

Ação ocorre nesta quarta-feira (7) em Borebi, a 309 km de SP.
85 policiais estão no local desde 5h30 para a retirada de 250 famílias.
Roney Domingos
Do G1, em Borebi

Cerca de 85 homens da Polícia Militar estão desde as 5h30 desta quarta-feira (7) em frente à Fazenda Santo Henrique, em Borebi, a 309 km de São Paulo, para cumprir uma reintegração de posse no local. A Justiça determinou na tarde de terça-feira (6) a retirada de 250 famílias ligadas ao Movimento dos Sem-Terra.

A fazenda foi invadida em 28 de setembro pelos sem-terra. Os manifestantes expulsaram colonos e usaram um trator para derrubar, segundo a polícia, cerca de 7 mil pés de laranja.

O juiz Mario Ramos dos Santos, da 2ª Vara Cível de Lençóis Paulista, determinou que a retirada fosse imediata.

O caso iria ser encaminhado à Justiça Federal já que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) declarou interesse em participar do processo.


O juiz da 2ª Vara de Lençóis Paulista entendeu que o assunto deveria prosseguir na esfera estadual. A multa pelo descumprimento da determinação é diária, de R$ 500 por pessoa.

Expulsão

Funcionários da fazenda produtora de laranjas foram expulsos da propriedade. Imagens mostram o momento em que os trabalhadores eram retirados do local, invadido pelo grupo.

Os invasores afirmam que destruíram os pés de laranja para plantar feijão.


"Até 7 mil pés de laranja foram destruídos o que demonstra que não se trata tão somente de uma pequena área para plantar feijão e sim de uma área enorme para destruição efetivamente”, disse o coronel Benedito Meira.

Segundo o vice-presidente da Federação Paulista de Agricultura, outras culturas podem ser cultivadas com a laranja. “Não seria necessário derrubar os pés de laranja para plantar o tal feijão”, disse Maurício Lima Verde.


A Cutrale uma das maiores empresas de suco de laranja do mundo, se considera dona da área e plantou no local um milhão de pés da fruta. Em nota, a empresa informou que a fazenda é extremamente produtiva e gera centenas de empregos. Afirmou também que algumas famílias de funcionários, inclusive com crianças, foram expulsas de forma intimidatória pelos invasores - o que prejudica o acesso dos menores à escola.

A fazenda faz parte do núcleo colonial Moção de Iaras, criado há 100 anos. O Incra considera a ocupação irregular e disse, em nota, que aguarda uma decisão da Justiça para retomar a área e destiná-la à reforma agrária- como reivindica o MST.


Durante a noite de segunda-feira, a polícia apreendeu um caminhão em Iaras, a 285 km da capital paulista, com uniformes, peças e equipamentos de proteção que pertencem à empresa proprietária das plantações destruídas.


Duas pessoas foram detidas. Policiais investigam se houve participação dos invasores, que negam ligação com o caso.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Presidente interino anuncia o fim do estado de sítio em Honduras

Estado de exceção vigorava desde 27 de setembro.
Presidente deposto ainda está abrigado na Embaixada do Brasil.
Do G1, com agências internacionais

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, anunciou nesta segunda-feira (5) o fim do estado de sítio que vigorava no país desde 27 de setembro. O decreto que suprimia liberdades civis deixa de valer imediatamente, disse Micheletti em entrevista.


O decreto seguiu-se a uma série de protestos de rua em apoio ao presidente deposto do país, Manuel Zelaya. Ele havia suspendido liberdades civis e autorizado o governo a fechar empresas de comunicação.

O estado de sítio o permitiu ao governo interino fechar a Rádio Globo e o Canal 36 de TV, que mantinham uma postura crítica ao golpe de Estado de 28 de junho


O país passa por uma grave crise política e diplomática, acirrada desde que Zelaya voltou ao país e se abrigou na Embaixada Brasileira, em Tegucigalpa, que está desde então cercada por tropas fiéis ao governo interino.

Presa suspeita de decapitar mulher em quarto de hotel em SP

A Polícia Militar prendeu, por volta das 12h desta segunda-feira, a suspeita de decapitar uma mulher de 22 anos em um quarto de hotel da Aclimação, zona sul de São Paulo, no último dia 1º. A presa seria a mulher que foi ao hotel acompanhada da vítima.

Segundo investigações, Raquel Oliveira de Mello e a suspeita foram ao estabelecimento e solicitaram um quarto por um período de três horas. Uma das jovens deixou o dormitório antes do fim do tempo previsto. Após as três horas, os funcionários forçaram a entrada do quarto e encontraram o corpo de Raquel.

Segundo o tenente Rafael Palazzo, da Polícia Militar, a prisão da suspeita aconteceu após denúncia anônima. Ela foi encontrada nas esquinas das ruas Major Diogo e Santo Antônio, na Bela Vista, região central. Segundo o PM, três testemunhas a reconheceram como sendo a mulher que chegou ao hotel com a vítima.

Ela foi encaminhada para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A polícia ainda não divulgou o nome da suspeita.
Redação Terra

Segurança confessou fraude no Enem, diz advogado de empresário

O advogado Luiz Vicente Bezinelli - que representa o empresário e publicitário Luciano Rodrigues, um dos suspeitos de envolvimento no vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - afirmou que o segurança Felipe Pradella teria confessado o crime e apontado outros dois envolvidos. Felipe Pradella, terceiro suspeito do crime, foi ouvido pela Polícia Federal de São Paulo nesta segunda-feira.

"Vou tentar a exclusão do Luciano do inquérito, até porque já apareceu quem assumisse tudo", afirmou o advogado. Bezinelli, que foi à Polícia Federal pedir esclarecimentos sobre o inquérito, afirmou que essa informação foi passada pela delegada responsável pelo caso, cujo nome não foi divulgado.

Também de acordo com o advogado, Felipe Pradella teria sido indiciado nos artigos 312 (Peculato), 325 (Violação do Sigilo Funcional) e 327 (Funcionário Público, para efeitos penais) do Código Penal brasileiro.

Os outros dois suspeitos de fraude no Enem já indiciados pela Polícia Federal foram o cliente de Luiz Bezinelli, Luciano Rodrigues, e o DJ Gregory Camillo de Olveira Craid. Segundo informações do jornal Estado de S.Paulo, a Polícia Federal está convencida do envolvimento de ambos no vazamento das provas, que motivou o cancelamento do exame que seria realizado no último final de semana.

O empresário e o DJ foram interrogados pela Polícia Federal na tarde de sábado, na sede da Superintendência Regional, em São Paulo. Eles teriam sido liberados após os depoimentos, pois a Polícia não veria necessidade de pedir a sua prisão.
O objetivo da Polícia Federal é concluir as investigações até o início da próxima semana.

Cancelamento
O exame de Ensino Médio, que seria realizado no último sábado e domingo, foi cancelado após suspeitas de vazamento de questões. As suspeitas de fraude no exame ocorreram após um homem ter telefonado para o jornal O Estado de S. Paulo informando que tinha em mãos duas das provas que seriam aplicadas no sábado pelo Ministério da Educação.
Nas provas havia questões com o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias, uma tirinha da personagem argentina Mafalda e um exercício sobre índices de desmatamento na Amazônia.
Redação Terra




Motorista morre em ataque de abelhas dentro de carro em MS

Abelhas entraram pela janela com veículo em movimento.
Vítima perdeu controle do carro e capotou na pista da MS-080.
Do G1, em São Paulo, com informações da TV Morena

Uma pessoa morreu e duas ficaram feridas em um acidente provocado por um enxame de abelhas, na tarde deste domingo (4), na rodovia MS-080, perto de Rochedo (MS). Segundo o Corpo de Bombeiros, as abelhas entraram pela janela do carro, que estava em movimento. O motorista perdeu o controle do veículo e capotou na pista.

Segundo informações da Polícia Militar, um grupo de dez motociclistas, que passava pelo local, parou para ajudar as três pessoas que estavam no veículo. Como usavam luvas e jaquetas de couro, além do capacete, conseguiram retirar as vítimas do carro, embora estivessem sendo atacados pelas abelhas.

Quando os policiais chegaram ao local se depararam com o motorista, ainda vivo, mas coberto pelas abelhas. Como os policiais estavam desprotegidos contra as abelhas, voltaram para a cidade em busca de uma roupa adequada.

O Corpo de Bombeiros foi até o local e prestou o atendimento às vítimas, que foram levadas para o Posto de Saúde de Rochedo

Presidente interino admite possibilidade de restituir Zelaya ao poder em Honduras

Volta precisaria ser respaldada pela Justiça, diz Micheletti.
Mais cedo, ele prometeu levantar o estado de sítio no país.
Do G1, com agências internacionais

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, disse nesta segunda-feira (5) que admite a possibilidade de restituir o presidente deposto do país, Manuel Zelaya, ao cargo, em uma tentativa de acabar com a crise política e conduzir o país até as eleições de 29 de novembro.


"Se houver eleições no país, transparentes, e elegermos o novo presidente, daqui para lá podemos falar em qualquer cenário, qualquer solução", disse, questionado sobre o assunto.


"Creio que há um motivo para sentar e dialogar", disse. "A restituição é uma aspiração do senhor Zelaya, mas deve ser feita com bases legais."


Ele explicou que a decisão teria de ser respaldada pela Justiça, pois "não se pode restituir um senhor que tem problemas legais", disse Micheletti em entrevista à TV local.

A Justiça de Honduras tem um mandado de prisão contra Zelaya, que é acusado de traição e de tentar alterar a Constituição para obter uma nova reeleição. Ele nega as acusações.


A declaração de Micheletti mostra uma mudança de tom, pois, inicialmente, o presidente interino não admitia a volta do rival político ao poder.


Pressionado dentro e fora do país, Micheletti já havia dito nesta segunda que vai pedir a seu Conselho de Ministros que revogue o estado de sítio vigente no país há oito dias.

Honduras está imersa em uma crise política desde 28 de junho, quando Zelaya foi derrubado por um golpe de estado. A crise acirrou-se com a volta dele ao país e com seu abrigo na Embaixada do Brasil, que foi logo cercada por tropas leais ao governo interino.

Uma comissão de embaixadores sob a liderança da OEA (Organização dos Estados Americanos) deve começar nesta quarta-feira (7) uma nova rodada de negociações para tentar encerrar a crise.

Receita abre consultas ao 5º lote do IR 2009 na quarta-feira

Recursos poderão ser sacados a partir de 15 de outubro.
No lote, constam 1,17 milhão de contribuintes com restituição.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

Receita Federal recebe 5,1 milhões de declarações do ITR em 2009 Receita paga nesta semana restituições de lotes residuais de 2005, 2006 e 2007 Receita abre consultas a lote residual do IR 2006 nesta quinta Receita abre na quinta-feira consultas a lote residual do IR 2006 Receita abre consultas a lote residual do IR 2005 na quarta Receita restitui nesta semana R$ 50 mi a contribuintes que caíram na malha fina

A Receita Federal informou nesta segunda-feira (5) que serão abertas, a partir das 9h da próxima quarta-feira (7), as consultas ao quinto lote do Imposto de Renda Pessoa Física (2009), ano-base 2008.

As restituições, entretanto, serão pagas somente a partir de 15 de outubro. Neste lote, segundo a Receita Federal, constam 1,17 milhão de contribuintes com direito à restituição, no valor de R$ 1,11 bilhão. Os valores serão corrigidos em 4,7%.

Assim que abertas, as consultas poderão ser feitas por meio da página da página da Receita Federal na internet ou pelo telefone 146. Para saber se está no lote, o contribuinte deverá informar o número do seu CPF.
Lotes já pagos do IR 2009
As restituições do Imposto de Renda Pessoa Física são pagas em sete lotes mensais, entre junho e dezembro de cada ano, geralmente por volta do dia 15.

No primeiro lote do IR de 2009, que saiu em junho, a Receita pagou restituições a 1,26 milhão de contribuintes, sendo 1,07 milhão de idosos, com valor total de R$ 1,53 bilhão.

Já em julho, no segundo lote do IR 2009, 1,48 milhão de contribuintes receberam restituições, no montante de R$ 1,82 bilhão. Em agosto, foram pagos R$ 650 milhões em restituições a 620 mil contribuintes. Em setembro, foram pagas restituições a 376,5 mil contribuintes, no valor de R$ 386 milhões.
Lote de 2008
Além de abrir as consultas ao quinto lote do IR 2009, a Receita Federal informou que, na próxima quarta-feira, também poderão ser feitas consultas sobre o Imposto de Renda 2008, ano-base 2007.

Neste caso, trata-se de um lote da malha fina, ou seja, de contribuintes que caíram na malha fina do Fisco. No lote residual do IR de 2008, segundo a Receita Federal, as restituições totalizam R$ 30,5 milhões, com correção de 16,77%. Foram contemplados 10,6 contribuintes com restituição.

Pagamento de Darf
A Receita Federal informou ainda aos contribuintes que o pagamento de DARF sem código de barras também pode ser realizado através dos caixas de auto-atendimento, ou pela internet. A Receita informa que realiza este comunicado porque "inúmeros contribuintes" desconhecem esta possibilidade julgando, equivocadamente, ser necessário dirigir-se aos caixas das instituições financeiras para realizar tais pagamentos.

Marinha espanhola prende piratas somalis no mar

A marinha espanhola prendeu neste domingo dois piratas de um grupo criminoso somali que sequestrou um navio de pesca de atum espanhol no Oceano Índico na semana passada, informou a rádio estatal RNE.


A Espanha despachou a embarcação Canarias na sexta-feira, após descobrir que o navio Alakrana, com 26 tripulantes, havia sido capturado na costa da Somália.

O general Jaime Dominguez disse que um helicóptero da marinha interceptou um pequeno barco com dois piratas que tentavam chegar à terra após deixar o Alakrana ancorado a 135 milhas náuticas da costa somali.


"Durante a prisão, e como consequência da resposta ameaçadora de um dos piratas, ele foi ferido levemente", disse Dominguez à RNE. "Nós não vamos fazer nada que possa colocar o bem-estar dos pescadores em risco", ele adicionou.
 
A RNE informou que o juiz da Suprema Corte Baltasar Garzon acusou os dois homens de terrorismo e sequestro. Fonte: Terra

Amorim: País pode ajudar países pobres contra mudança climática

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou neste domingo que o Brasil não descarta ajudar financeiramente países mais pobres a combater as mudanças climáticas, mas que a maior parte destes custos devem recair sobre as economias mais ricas. "Não vamos excluir isso. Não é um problema para o Brasil contribuir com outros países. Agora, é claro que a carga principal não pode ficar para os países emergentes", afirmou Amorim durante visita a Bruxelas, na Bélgica.
 
As mudanças climáticas são um dos principais assuntos na agenda de discussões da cúpula bilateral Brasil-União Europeia, que acontece na próxima terça-feira em Estocolmo, capital da Suécia. Os líderes europeus querem o apoio do governo brasileiro para a proposta de fazer com que países ricos e emergentes contribuam financeiramente para o combate ao aquecimento global em países pobres. Estima-se que estas iniciativas necessitem de investimentos da ordem de 100 bilhões de euros.

De acordo com a proposta, o valor aportado por cada país seria calculado com base em suas emissões de gases causadores de efeito estufa e sua renda per capita, um cálculo pelo qual a contribuição europeia seria de entre 10% e 30% do total. "Cooperar nós estamos dispostos. Mas a carga principal, tanto no que diz respeito às obrigações em emissões, quanto no que diz respeito ao financiamento, tem que ser dos países mais ricos. Não se pode procurar transferir esse ônus", disse Amorim.

Contribuição

O ministro citou programas de reflorestamento que o governo brasileiro desenvolve no Haiti e no Timor Leste como exemplos da contribuição brasileira e ressaltou que o Brasil não tem "recursos sobrando como têm os países ricos". "O Brasil estará contribuindo com seu próprio esforço, em grande medida, para reduzir as emissões do nosso lado", completou.


Horas antes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo levará à conferência de Copenhague sobre o clima, em dezembro, "números que confirmam nossa contribuição efetiva para a redução das emissões de gases causadores de efeito estufa". "Assumimos uma posição de liderança que nos permitirá cobrar de todos, especialmente dos mais ricos, metas de redução claras e ambiciosas", disse Lula.
 
Honduras

Questionado sobre a situação em Honduras, o chanceler Amorim avaliou que o clima está "um pouco mais favorável", e lembrou que a missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), impedida de entrar no país no domingo passado, acabou sendo aceita pelo governo interino.
 
Segundo Amorim, as notícias que chegam da embaixada brasileira em Tegucigalpa e dos demais interlocutores do governo brasileiro "indicam disposição de negociar". "Espero que em breve se possa comprovar aquilo que nós sempre dissemos (...), que a presença do presidente (Manuel) Zelaya é fator que contribui para que haja diálogo para que se saia daquela estagnação que havia antes", disse. Fonte: Terra.



domingo, 4 de outubro de 2009

Meu retorno ao poder garante as eleições, diz Manuel Zelaya

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, disse hoje (4), em entrevista à Agência Brasil, dentro da embaixada brasileira em Tegulcigalpa, que só o retorno dele ao poder garante a legitimidade das eleições, marcadas para o dia 29 de novembro.
 
"Há eleições convocadas. A minha restituição garante as eleições. Minha restituição garante uma transição pacífica. Minha restituição permite a alternância de poder. Pelo contrário, a minha não restituição significaria o desconhecimento das eleições. Fraude nas eleições, mais repressão. Isso ninguém quer para a Honduras. Por isso, tenho fé, confiança de que o problema vai se resolver", afirmou Zelaya.


A Agência Brasil conseguiu entrar na embaixada neste domingo, após receber permissão do governo de Roberto Micheletti. Em cerca de uma hora de visita, foi possível perceber que, apesar das condições precárias, o clima neste momento é tranquilo na representação diplomática brasileira.

Zelaya admitiu que está pronto para fazer concessões, que garantam um resultado positivo para a missão de ministros de relações exteriores de dez países das Américas, prevista para a próxima quarta-feira (7). Segundo ele, a negociação tem "90% de chance de prosperar".

O presidente deposto explicou que não acredita que seja possível fazer, nos três meses que lhe restam de mandato, as mudanças exigidas pelos aliados dele, entre as quais, uma nova Constituição para Honduras. Por isso, o retorno seria simbólico.

"Meu retorno é um símbolo, para negar o golpe de Estado. Isso independe do processo político. Os processos políticos da sociedade não vão parar porque eu regressei ou porque eu não regressei. Os processos políticos continuam. O ato de retornar significa uma lição para quem quer dar um golpe de estado. Temos que dar um exemplo", analisa.

O presidente deposto de Honduras ainda descartou qualquer possibilidade de aceitar um acordo, no qual ele e Roberto Michelleti renunciem para que uma terceira pessoa assuma o poder. "Isso é outro golpe de estado. Os países do mundo estão lutando pela restituição do presidente. Colocar uma terceira pessoa seria legitimar o golpe de estado. Então, poderiam tirar todos os presidentes da América e trocar por outras pessoas. Isto não é possível. É inaceitável."

De acordo com o diplomata brasileiro Lineu Pupo de Paula, 66 pessoas prosseguem na embaixada do Brasil, entre familiares de Zelaya, apoiadores, jornalistas e representantes do corpo diplomático. As duas casas vizinhas à embaixada estão ocupadas por militares e policiais encapuzados e fortemente armados. Do lado de dentro, Zelaya também tem um grupo de segurança, formado por duas equipes que se revezam 24 horas por dia.

Todo o caminho até o portão é monitorado por tropas do Exército de Honduras, que controlam com rigidez toda movimentação no perímetro do prédio. O chefe da segurança de Zelaya, Hugo Suazon, não acredita que neste momento haja ameaça de invasão à embaixada, já que, segundo ele, a "pressão internacional" foi bastante efetiva para impedir qualquer ação violenta.

Os ocupantes do prédio dormem em colchonetes ou em pedaços de papelão. A distribuição de comida, a limpeza e até mesmo a lavagem de roupas seguem um esquema de divisão de tarefas, organizado pelos próprios ocupantes. Já houve dois surtos de infecção intestinal provocados, segundo os moradores, por comida estragada.

Lineu Pupo de Paula explicou como consegue manter o ambiente tranquilo, mesmo com muito mais gente do que o prédio é capaz de comportar. "Temos um código de conduta que é cumprido por todos. Por exemplo, bebida alcoólica não entra aqui", assegurou.
Agência Brasil, Terra.

Tufão "Parma" se aproxima da China com fortes chuvas e vendavais

O tufão "Parma", que deixou pelo menos 17 mortos em sua passagem pelas Filipinas, se aproxima do litoral oriental da China com fortes chuvas e vendavais, segundo anunciaram os serviços de meteorologia chineses.


Trata-se do 17º tufão que afeta este ano a costa chinesa, e está previsto que toque terra nesta segunda-feira na província oriental de Fujian, segundo dados do observatório provincial recolhidos pela agência de notícias "Xinhua".

Com ventos de 126 km/h no olho do furacão, o "Parma" avançava no domingo pela tarde a uma velocidade de 10 km/h em direção noroeste.

O "Parma" começou a perder intensidade no sábado de manhã, quando chegou à zona marítima da ilha filipina de Luzon.

O leste e sul da China se vêem afetados a cada verão pelos tufões e chuvas da monção tropical, provocando inundações, deslizamentos de terra e outros acidentes nos quais até julho morreram mais de 300 pessoas e outros 67 milhões foram afetadas.
Fonte: Terra

OEA diz que pode mudar acordo para resolver crise em Honduras

O Acordo de São José, que pleiteia a restituição do presidente deposto Manuel Zelaya como um dos pontos para retirar Honduras da atual crise política, poderia ser modificado para destravar o diálogo com o governo de facto, disse neste domingo um funcionário da Organização dos Estados Americanos (OEA).


O presidente deposto voltou ao país clandestinamente no dia 21 de setembro na tentativa de retornar ao poder e se refugiou na embaixada brasileira, que desde então está cercada por militares e policiais com ordens de prendê-lo. Zelaya foi derrubado em um golpe de Estado em 28 de junho, mesmo dia em que Roberto Micheletti foi colocado à frente da presidência.

O retorno de Zelaya ao poder tem sido o ponto de maior polêmica do plano proposto pelo presidente da Costa Rica e mediador do conflito, Oscar Arias, a fim de chegar a uma solução para a crise gerada pela destituição do então presidente.

"Sem dúvida, se os próprios hondurenhos consideram que se pode modificar (o plano Arias), isso é absolutamente factível. Aqui não há nada escrito em pedra ou bronze", disse a jornalistas Víctor Rico, secretário de Assuntos Políticos da OEA.

Uma missão de representantes da OEA planeja chegar a Tegucigalpa na quarta-feira, buscando criar as condições para que as partes no conflito dialoguem. Rico lidera uma missão do organismo que prepara a visita.

O presidente de facto de Honduras afirma que o retorno de Zelaya ao poder não é negociável, e que este deveria ser preso por supostamente violar a Constituição do país ao tentar abrir caminho para a sua reeleição.
Fonte: Terra

Lula critica quem acredita em corrupção nos gastos olímpicos

Para presidente, falar em corrupção na organização dos Jogos Olímpicos de 2016 rebaixa o Brasil
Redação iG Esporte com agências
 
BRUXELAS (BÉLGICA) - Depois da vitória do Rio para sediar os Jogos Olímpicos de 2016, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou hoje (4) em Bruxelas (Bélgica) quem tem dito que haverá corrupção nos gastos das obras. Para ele, ficar com esse argumento agora seria colocar o Brasil outra vez no "papel pequeno que alguns querem colocar todo santo dia”. E completou: “Certamente, o povo brasileiro saberá fiscalizar o uso do dinheiro”.

Lula disse ainda que tem uma preocupação – de que falte rapidez para o início das obras e elas acabem ficando para serem feitas em cima da hora. “Tem gente que sabe que tem que votar numa época do ano, mas deixa para tirar o título faltando meia hora para fechar o cartório”, comparou. “Eu acho que agora nós temos apenas que levantar a cabeça e em vez de ficar de sapato alto, dizer: nós agora temos uma tarefa a mais, vai exigir mais trabalho, mais competência e temos que criar essas condições”.
 
Segundo o presidente, não se pode minimizar a Copa no Brasil agora que o país também vai sediar uma Olimpíada, porque as obras feitas para 2014 também vão servir para 2016. “Precisamos começar a trabalhar, sobretudo, a mobilização urbana, que é construir as obras necessárias para a Copa do Mundo e, obviamente, 80% do que fizermos para a Copa do Mundo vão servir para as Olimpíadas”, afirmou.
*Com informações da Agência Brasil


Gráfica do Enem vai entregar 1.200 horas de gravação para a PF, diz diretor

Três homens são suspeitos de terem vazado a prova do Enem.
Para ministro, segurança do novo exames depende de investigação.
Do G1, com informações do Fantástico

A gráfica Plural, que imprimiu as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entregará 1.200 horas de gravações de câmeras de segurança para a Polícia Federal, que investiga vazamento da prova. A informação é do diretor da empresa, Carlos Jacomine.



No começo da semana, o jornal “O Estado de S.Paulo” revelou indícios de fraude no Enem. Segundo o diário, dois homens tentaram vender uma cópia da prova por R$ 500 mil a uma repórter.



O governo federal decidiu suspender o exame, e a Polícia Federal começou a investigação. Com base em fotos publicadas pelo jornal, dois suspeitos foram identificados: Felipe Pradella e o DJ Gregory Camillo.

“Esse suspeito trabalhou à noite aqui, e eu entendo que sim, é muito possível que a gente tenha registrado isso em filme”, disse o diretor da gráfico sobre um dos homens apontados como responsáveis pelo vazamento.

Felipe Pradella, um dos suspeitos fotografados pelo jornal, era segurança contratado pelo Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel), formado pela entidade Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino e Assistência (Funrio), do Rio de Janeiro, e das empresas Cetro, de São Paulo, e Consultec, da Bahia. O consórcio é responsável pelo processo de produção e de distribuição do exame.



Segundo Jacomine, a segurança durante a impressão das provas também era de responsabilidade do consórcio. “Havia 40 pessoas da segurança do consórcio monitorando a produção em todas as etapas 24 horas por dia”, afirmou o diretor da gráfica.



Com um total de 800 funcionários, a empresa destacou 500 deles para o trabalho de impressão do Enem. Segundo o diretor, medidas extras de segurança foram tomadas para evitar vazamentos. Os funcionários chegaram a assinar um termo de sigilo e confidencialidade individual. “Nós orientamos os profissionais em relação à possibilidade de revista e nós utilizamos detector de metal pra que as pessoas não entrassem na gráfica com celulares, câmeras ou objetos metálicos”, disse.



O diretor da Plural foi contatado no sábado (3) pela PF para saber se um dos rapazes das fotos publicadas teria trabalhado na empresa durante a impressão do exame. “Após uma avaliação feita aqui na empresa, a gente concluiu que o suspeito não é nosso profissional (...) Após a polícia investigar, está se concluindo que ele pertenceu à segurança do consórcio”, explica.



O trabalho do segurança era impedir que os funcionários da gráfica se aproximassem desse setor no momento em que as provas eram empacotadas. A PF suspeita que ele tenha se aproveitado da situação para pegar um caderno com a prova do Enem, para depois tentar revender.

Consórcio
Procurado pelo Fantástico, o consórcio Connasel informou que Pradella tinha sido contratado como temporário pelo instituto Cetro para trabalhar na arrumação de caixas na gráfica. O consórcio repassou à Polícia Federal a identificação, o endereço e a ficha dele.

Camillo e Pradella foram indiciados. Eles vão responder pelos crimes de violação de sigilo funcional, porque revelaram informações obtidas graças ao cargo ocupado. Também foram enquadrados no artigo do código penal que prevê punição para crime cometido por quem exerce temporariamente cargo, emprego ou função públicos.

Terceiro elemento
Um terceiro envolvido seria Luciano Rodrigues, dono de uma pizzaria nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Ele teria sido procurado pelos dois rapazes para intermediar o contato com jornalistas.



O advogado de Rodrigues, Luiz Vicente Bezinelli, confirmou que ele e Camillo passaram a tarde de sábado (3) prestando depoimento na PF. Os dois saíram de lá indiciados. Segundo o advogado, Rodrigues não participou do esquema. “Na visão do Luciano, o culpado nessa história é o Felipe (...) O Felipe ou era ele ou ele estava representando alguém.”

Novo exame
Neste domingo, em Brasília, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que a segurança do novo processo de exames depende da conclusão das investigações sobre o vazamento. “Indiciando os responsáveis, colhendo os depoimentos, identificando a operação que foi feita, nós vamos poder fechar o diagnóstico, apresentar um mapeamento de processo e deflagrar a segunda edição da prova”, disse o ministro.

Sobre a eventual responsabilidade do consórcio no vazamento, o ministro disse apenas que haverá uma reunião para tratar do assunto na próxima segunda (5). “Amanhã nós temos uma reunião conclusiva com o consórcio. Há questões jurídicas a serem equacionadas.”



No sábado, o MEC anunciou que a prova já está pronta. O material é digital e está guardado em uma sala do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), em Brasília.