quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Julgamento de Marcola por morte de juiz começa hoje à tarde sem o acusado

Já o outro acusado, Julinho Carambola, estará no Tribunal do Júri.
Juiz-corregedor de Presidente Prudente foi morto em emboscada em 2003.
Thiago Reis Do G1, em São Paulo
O julgamento dos dois acusados de mandar assassinar o juiz-corregedor Antônio José Machado Dias em 2003 terá início na tarde desta quinta-feira (1º), por volta das 13h, no 1º Tribunal do Júri, no fórum da Barra Funda, na Zona Oeste da capital. Um deles, no entanto, não estará presente à sessão.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado o chefe da facção criminosa que age de dentro dos presídios paulistas, é ausência certa.

Mas o outro acusado de ter ordenado o crime, Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, participará do júri popular. Ele também é tido como um dos chefes da facção de Marcola. Os dois estão presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau.

O juiz-corregedor de Presidente Prudente Antônio José Machado Dias foi morto em uma emboscada, em 14 de março de 2003, quando deixava o fórum da cidade, a 558 km de São Paulo. Ele fiscalizava o CRP (Centro de Readaptação Penitenciária) de Presidente Bernardes, apontado, na época, como o presídio mais rígido do país.

Machado também era conhecido pelo rigor como juiz. No CRP, além das celas individuais, eram permitidas apenas duas horas diárias de banho de sol e não era possível ter acesso a jornais, rádio e televisão nem a visita íntima.

Marcola e Carambola foram denunciados pelo Ministério Público com base em depoimentos de outros acusados, que afirmaram que a ordem foi dada pelos dois em razão da rigidez do juiz na concessão de benefícios a presos da região. Os dois negam. Além de Marcola e Carambola, outras quatro pessoas foram denunciadas pelo assassinato três já condenadas.

Marcola não viajará a São Paulo porque não conseguiu se reunir com seu advogado, que fez o aviso à Justiça. O julgamento, no entanto, foi mantido.

Marcola foi condenado a quase 40 anos de prisão por vários roubos. Ele também responde a outros processos, alguns decorrentes da onda de ataques a bases da PM em 2006. Naquele ano, ônibus também foram incendiados e policiais foram mortos em diversas ações pelo Estado.

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