quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Missão da OEA deixa Honduras sem garantias sobre o fim da crise política

Repórter da TV Globo relata confrontos em Tegucigalpa nesta quinta.
Presidente deposto está há 17 dias abrigado na Embaixada do Brasil.
Do G1, com agências internacionais


Militantes favoráveis ao presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, insatisfeitos com o resultado das negociações comandadas pela missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) para pôr fim à crise política em Honduras fizeram nesta quinta-feira (8) um protesto em frente ao hotel onde ocorreram as reuniões, relata, de Tegucigalpa, o repórter da TV Globo José Roberto Burnier.

Os integrantes da comissão da OEA já deixaram o país. Eles leram um comunicado dizendo que não houve acordo, mas que estão confiantes de que as negociações pelo fim da crise avancem.


Não há, no entanto, nenhuma indicação de que o governo interino de Roberto Micheletti concordará com os pontos e assinará o acordo, informa Burnier.


Victor Meza, ministro de governo de Zelaya, disse a jornalistas que, "até o momento", estão "satisfeitos com os resultados", porque foi elaborada uma agenda para o diálogo.


Meza, integrante da delegação de Zelaya no diálogo, enfatizou que o prazo para se chegar a um acordo dado ao presidente deposto venceem 15 de outubro. O país tem eleições marcadas para 29 de novembro.


O coordenador geral da Frente Nacional de Resistência contra o golpe de Estado, Juan Barahona, disse que o diálogo não teve avanços e "está em ponto morto".

Um dos membros da comissão negociadora de Micheletti, Arturo Corrales, afirmou que o diálogo "não está em ponto morto", porque uma agenda foi estabelecida.

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