sexta-feira, 31 de julho de 2009

Guerra de pizza

O Senado começa a resolver um dos grandes problemas na crise política: a falta de um substituto para José Sarney na presidência da Casa. Procura-se daqui, procura-se dali e não se achava um senador com estatura política, apoio do governo, aval da oposição e capaz, simultaneamente, de passar pelo crivo ético. Leia-se: pelas reportagens investigativas.

Pois começa a ser trabalhado um nome para a presidência: o do senador Francisco Dornelles, do PP do Rio. Sobrinho e braço-direito de Tancredo Neves, ex-ministro do Trabalho de FHC, ex-ministro da Fazenda do governo Sarney, ex-secretário da Receita Federal ainda nos governos militares e cheio de títulos universitários no currículo.

Técnico, Dornelles seria o homem certo, na hora certa, para dar um choque administrativo no Senado, botando a Casa para funcionar com menos apadrinhados e menos diretores do nada para o nada. Político, ele tem bom trânsito no governo, conversa bem com PSDB, DEM, PT e PMDB. Principalmente, não incomoda ninguém. E, até onde se saiba, ele nunca se envolveu com denúncia cabeluda.

Sarney, hoje, só precisa dizer uma palavra para sair do cargo. Aliás, para bom entendedor, qualquer meia palavra já basta. Até porque o velho senador, ex-presidente da República, três vezes presidente do Senado, ex-governador do Maranhão e membro da Academia Brasileira de Letras, já não é mais, na prática, presidente de coisa nenhuma. Sua passagens pelo Senado estão solitárias, constrangedoras.

Aos 79 anos, Sarney se diz cansado, alquebrado pelas notícias, todo santo dia, envolvendo filhos, noras, netos, namorados de netas, assessores e amigos. Onde a Polícia Federal e a Receita põem o dedo, de lá arrancam uma manchete para os jornais. Enquanto Sarney estiver no cargo, a onda não vai parar. Ele sabe disso.

Até o pretexto para se licenciar ele já tem: com Dona Marly internada em São Paulo, depois da cirurgia para corrigir várias fraturas no ombro produzidas por uma queda em São Luiz, ele bem pode dizer que sua prioridade é cuidar da companheira de meio século de vida. Só assim ele terá sossego.

Inacreditavelmente mais realista do que o próprio rei, Renan Calheiros falou duas vezes ao telefone com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, deixando no ar uma ameaça, ou aviso: se os tucanos forem para cima de Sarney no Conselho de Ética, o PMDB vai reagir contra Arthur Virgílio. Com o telefone desligado, incluiu mais um na ameaça: Tasso Jereissatti.

Aí, não é mais pizza. É guerra de pizza na cara. Sarney tem duas opções: ou vai assistir de camarote em casa, ao lado de Dona Marly, ou vai presidir o espetáculo. E a guerra.
Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, Folha Online, UOL.

O problema é do Lula, sim!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o futuro do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), não é problema seu.
Questionado se discutiria com o aliado peemedebista seu futuro à frente do comando do Senado, Lula disparou: "Não é um problema meu [a permanência de Sarney]. Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado nem votei para ele ser senador do Maranhão (sic)", confundindo o Estado pelo qual o peemedebista foi eleito, o Amapá.

Com todo respeito, nada mais falso. Verdade que, votar, ele realmente não votou em Sarney. Mas que trabalhou pela eleição do aliado, ah, isso ele fez. Que o diga o senador petista Tião Viana, derrotado por Sarney na disputa pelo comando do Senado. Na época, o petista reclamou da falta de apoio do Palácio do Planalto.

Ao dizer ontem publicamente que Sarney não é problema seu, Lula não foi fiel ao que vinha dizendo em particular. Ao próprio presidente do Senado e demais aliados peemedebistas, Lula mais de uma vez defendeu a permanência de Sarney no cargo. Reiterou esse apelo nessa semana, durante conversa por telefone.

O mesmo presidente que ontem disse que Sarney não é problema seu comandou uma operação para enquadrar os senadores petistas antes do recesso parlamentar, quando a bancada do PT no Senado ensaiou abandonar o peemedebista. Foi um rolo compressor, constrangedor para os senadores. Na época, ele foram obrigados a desdizer o que já haviam dito sobre Sarney.

Agora mesmo, na reta final do recesso, Lula entrou em ação para solicitar a seus companheiros que maneirassem no tom em relação ao presidente do Senado. E prometeu ao PMDB trabalhar, mais uma vez, para que nem todos os 12 senadores do PT abandonem José Sarney em seu momento mais delicado.

O fato é que Lula já defendeu publicamente Sarney várias vezes. Estava pegando mal junto ao eleitorado. Daí que ele já havia avisado que passaria a ser econômico nas palavras em relação ao presidente do Senado, evitando novas declarações públicas de apoio. Mas não se furtaria a trabalhar nos bastidores em nome do peemedebista.

E dificilmente Lula poderá abandonar totalmente Sarney. Afinal, ele sabe muito bem o problema que criará se assim o fizer. Um PMDB abandonado no Senado pode dar o troco nos trabalhos da Casa, mais precisamente na CPI da Petrobras. Tudo que Lula não deseja.

A dúvida é sobre a resistência de Sarney diante do agravamento da crise que enfrenta desde sua posse, em fevereiro. Familiares dizem que estão pressionando pela sua saída. Mas os aliados mais próximos no PMDB garantem que ele está firme no posto e comandando a estratégia de sobrevivência, que passa pela representação no Conselho de Ética contra o líder tucano no Senado, Arthur Virgílio.

A verdade é que o cenário está um pouco nebuloso nessa semana. Na próxima, com a volta dos trabalhos do Congresso, tende a ficar mais claro. Até lá, nada deve acontecer.
Valdo Cruz, 48, é repórter especial da Folha. Folha Online, UOL.

Lula cria a Bolsa-Circo

Lula ajudou a dar o pão, ao ampliar (corretamente, diga-se), o Bolsa-Família. Agora, na reta final de seu governo, está querendo dar o circo, batizado de Vale-Cultura. É um risco de desperdício de bilhões que só explica pelo clima de eleições para agradar trabalhadores, artistas e empresários. No final, quem paga quase toda a conta é o contribuinte.
O empresário terá abatimento de imposto ao dar o Vale-Cultura para seus trabalhadores que, por sua vez, pagam a menor parte; o governo, ou seja, o contribuinte entra com o resto. É absolutamente previsível que o dinheiro público, tão escasso num país pobre e deseducado, vai acabar patrocinando shows e eventos populares, mas sem conteúdo educativo.
Participo da experiência batizada de Catraca Livre (www.catracalivre.com.br), um banco de dados sobre o que existe de graça ou a preço popular na cidade de São Paulo. É gigantesco o número de ofertas culturais de alta qualidade, mas com baixa frequência dos mais pobres o que já é um monumental desperdício.
Não é elitismo querer que dinheiro público não patrocine espetáculos de shows de música funk, sertaneja ou pagode. Ou que vá para autores de livros de autoajuda ou filmes de violência. Assim como obviamente, não tem nada de errado que as pessoas se divirtam como quiserem. E não temos nada a ver com isso.
Considero, sim, importantíssimo aumentar o repertório cultural do brasileiro.
O desperdício está no fato de que, se é para gastar esse valor, muito melhor seria deixá-lo nas mãos dos estudantes de escolas públicas, capacitadas a fazer a ponte entre a cultura e o currículo. Educação ficaria mais interessante e se formariam, de fato, plateias. Gilberto Dimenstein, Folha Online, UOL.

PMDB e PSDB tentam evitar que crise no Senado afete alianças

Por Fernando Exman
BRASÍLIA (Reuters) - Preocupados com o potencial estrago da crise no Senado nas relações entre os dois partidos em um ano pré-eleitoral, lideranças do PMDB e do PSDB deram início a um movimento para evitar que as hostilidades na Casa contaminem alianças nos Estados e conversas em âmbito nacional para 2010.
A crise tomou um caráter partidário na terça-feira, quando o PSDB protocolou no Conselho de Ética do Senado três representações por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Casa, o peemedebista José Sarney (AP).
O PMDB, por sua vez, prometeu fazer o mesmo contra o líder tucano, senador Arthur Virgílio (AM), também por supostas irregularidades.
Para diminuir a temperatura, o presidente licenciado do PMDB, deputado Michel Temer (SP), conversou por telefone nesta quinta-feira com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), sobre a necessidade de "pacificar" as relações entre as legendas. O PSDB gostaria de ter o PMDB, hoje aliado do governo Lula, como parceiro na campanha de 2010.
"A questão do Senado não é uma questão do PMDB, não é uma questão do PSDB. É uma questão do Senado", disse à Reuters Sérgio Guerra, após a conversa com Temer.
"Nossa posição não é contra ninguém nem a favor de ninguém (...) Trata-se de fazer o Conselho de Ética funcionar e de dar rigorosamente satisfação à opinião pública", acrescentou.
Antes da decisão do PSDB agira contra Sarney no Conselho de Ética, o líder tucano no Senado vinha apresentando individualmente denúncias contra o peemedebista. Foi exatamente esse o estopim da crise entre as duas legendas.
Para o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB), que tenta patrocinar uma aliança nacional entre seu partido e o PSDB, a crise no Senado não afetará as negociações para as eleições.
"Acho que isso vai ser superado. O Senado acaba se alinhando, não vai haver radicalismo", apostou.
"Há um espaço de tempo muito grande para as coisas se estabilizarem. Acho isso não vai afetar 2010", complementou, lembrando que o governador tucano José Serra (SP) só deve formalizar sua intenção de disputar a Presidência no ano que vem.
Nas últimas o bloco de apoio a Sarney vem sofrendo contínuas defecções. Além de parte da bancada do PT e de posições até então individuais do PSDB, o próprio DEM, que ajudou a colocar o peemedebista no comando do Senado, já retirou seu apoio.
Isso aprofundou o desgaste de Sarney, um dos principais aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso e da pré-candidatura a presidente da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Sarney é acusado de cometer irregularidades na administração do Senado, empregar pessoas ligadas à sua família e desviar dinheiro público por meio de uma fundação que leva o seu nome.
Por enquanto, ele poderá enfrentar cinco representações por quebra de decoro parlamentar --três de autoria do PSDB e duas do PSOL--, todas com risco de resultar em cassação do seu mandato. As ações começarão a ser analisadas na semana que vem, depois do recesso parlamentar, junto com as outras seis denúncias individuais apresentadas por Virgílio e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
PARTIDO AMIGO
Embora seja um aliado estratégico do governo, um estremecimento entre o PMDB e o PSDB não interessa aos pré-candidatos tucanos à Presidência, os governadores Serra e Aécio Neves (MG). Eles sabem quão importante seria o apoio do PMDB, maior partido do país, nas eleições do ano que vem.
"O PMDB é um partido amigo e eu o trato como um partido amigo", destacou Guerra.
A magnitude do impacto dessa disputa, entretanto, ainda é incerta.
"Temos que ver até que ponto essa história vai ferir o PMDB", disse o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), aliado incondicional de Sarney e integrante titular do Conselho de Ética da Casa.
"No momento em que se parte para o ataque partidário contra uma pessoa com a importância do presidente Sarney, isso pode ferir o brio do peemedebista."

Vazar grampos pela PF é prática do governo Lula, diz Mendes

O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na quinta-feira que a prática de a Polícia Federal vazar informações sigilosas de inquéritos foi adotada no governo Lula. Ele disse ainda que essa conduta foi orientada por uma "decisão política". As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
As afirmações de Mendes foram uma resposta às afirmações do ministro da Justiça, Tarso Genro, que, na terça-feira, disse que o sigilo de Justiça "praticamente terminou no País", ao comentar a divulgação pela imprensa de conversas entre o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o filho dele, Fernando Sarney e neta do presidente do Senado, Maria Beatriz Sarney, grampeados na Operação Boi Barrica da PF.
Tarso disse ainda que depois da aprovação de lei que permite ao investigado ter acesso ao processo, o sigilo da investigação acabou. Diante disso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou no STF um pedido de explicações a Tarso, por entender que suas afirmações atingiram diretamente a atuação dos advogados.
Mendes afirmou, por sua vez, que no modelo anterior à aprovação de lei, mesmo com o inquérito sendo puramente sigiloso,os vazamentos já existiam. "Aí não se pode dizer que era culpa dos advogados. Os advogados não tinham acesso. A Polícia Federal durante todo o governo Lula praticou com grande tranquilidade a prática do vazamento", disse, segundo o jornal.
O presidente do STF fez também menção a Paulo Lacerda, ex-diretor geral da PF. "Eu acho que é até uma marca da gestão Paulo Lacerda na PF. Era o vazamento, até vazamento para dadas emissoras de televisão", afirmou. Lacerda foi diretor-geral da PF de 2003 a 2007, período no qual as investigações da Operação Satiagraha começaram.
Redação Terra

Zelaya organiza "exército pacífico" na Nicarágua para tentar retornar a Honduras

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

O presidente hondurenho deposto, Manuel Zelaya, anunciou que está organizando na Nicarágua um "exército popular e pacífico" formado por seus militantes, com os quais pretende retornar ao cargo do qual foi deposto por um golpe em 28 de junho.

"Nos próximos dias, quero regressar a Tegucigalpa. É certo que quero um acordo político, mas quero regressar porque o povo ganhou a batalha", explicou o líder, na noite da quarta-feira, durante um comício com 300 militantes, na cidade fronteiriça de Ocotal. "Começaremos com a etapa de capacitação, de formação ideológica, formação política", anunciou Zelaya, que pediu aos milicianos que escolhessem para si um pseudônimo. "Será a milícia popular que vai cuidar do presidente em seu retorno, são os senhores, companheiros!".

Apesar de não esclarecer se haverá treinamento militar, o governante deposto declarou que sua luta será "pacífica" e que os membros do agrupamento "usarão as armas da inteligência e da razão". Zelaya também prometeu recompensar seus partidários quando regressar ao poder.
Personagens da crise: os protagonistas

Manuel Zelaya foi eleito presidente de Honduras pelo Partido Liberal (centro-direita) em 2005 e assumiu no ano seguinte, com mandato até 2010. Durante seu governo, aproximou-se dos governos de esquerda da região e Honduras passou a fazer parte da Aliança Bolivariana para as Américas (ALBA), bloco liderado por Venezuela e Cuba. Em junho deste ano, tentou promover um referendo para mudar a Constituição e permitir a reeleição presidencial, iniciativa que foi considerada ilegal pelo Parlamento e pelo poder Judiciário. No dia 28 de junho, quando iria levar adiante a votação, Zelaya, ainda de pijamas, foi expulso do país por militares e deposto do cargo de presidente

Roberto Micheletti, também do Partido Liberal, era presidente do Parlamento hondurenho quando Zelaya foi deposto. Assumiu a Presidência e defende que a manobra foi legítima, com o objetivo de proteger o país de um suposto golpe de Zelaya contra a democracia. Durante seu governo interino, que não foi reconhecido por nenhum outro governo, o país foi expulso da OEA e teve parte do financiamento externo congelado. Micheletti anunciou que Zelaya será preso caso volte ao pais.

Zelaya está em Ocotal desde a última sexta-feira, quando atravessou a fronteira com Honduras de modo simbólico por alguns instantes. Em território nicaraguense, o presidente deposto está sendo protegido por policiais locais e recebe alimentos e abrigo da Frente Sandinista, partido do atual presidente do país.

Os Estados Unidos já se manifestaram contrários à pressão feita por Zelaya na região de fronteira, defendendo uma resolução negociada e pacífica da situação. Setores do governo nicaraguense, incluindo o vice-presidente Jaime Morales, também criticaram as atividades do presidente deposto na fonteira.Ao mesmo tempo que organiza seu "exército", Zelaya trabalha no campo diplomático pedindo que a comunidade internacional pressione por seu retorno. Na tarde desta quinta-feira, o presidente deposto se reuniu na embaixada hondurenha em Manágua com representantes dos Estados Unidos, entre eles o embaixador em Tegucigalpa, Hugo Llores.

Congresso de Honduras adia decisão
Nesta quinta-feira o Congresso de Honduras adiou para a próxima segunda (2) sua decisão sobre o Acordo de San José, proposta de consenso apresentada na última semana pelo mediador Oscar Árias para superar a crise institucional hondurenha.

O Congresso formou uma comissão sobre o tema na segunda-feira e havia programado entregar a resposta oficial hoje, mas o plano ainda enfrenta resistência dos parlamentares, que recusam a ideia de restituir a presidência a Zelaya.

O presidente do Legislativo, Alfredo Saavedra, anunciou nesta quinta-feira que a próxima sessão acontecerá na segunda. O objetivo é realizar uma rodada de consultas com diferentes setores da sociedade civil e instituições -- uma proposta apresentada mais cedo por Micheletti.

"O importante é que todos os setores, como a Igreja Católica, a evangélica, o setor privado, as câmaras de comércio e a sociedade civil em todos os seus aspectos possam participar", disse Saavedra à imprensa."
Isto é o que quer o presidente Arias, acrescentou o parlamentar. "Uma manifestação que realmente seja fortalecida e respaldada pela maior parte do povo hondurenho".

O Tribunal Superior Eleitoral de Honduras já se manifestou contra um dos pontos do plano, que propunha antecipar em um mês as eleições gerais convocadas para o dia 29 de novembro, enquanto a Procuradoria Geral se opõe sobre a anistia dos crimes políticos de ambos os lados da crise.A comunidade internacional, que não reconhece o governo interino, já anunciou que não vai legitimar um presidente que seja eleito sem que Zelaya retorne ao país.

Protestos em TegucigalpaPelo menos seis pessoas ficaram feridas e 88 foram detidas nesta quinta-feira quando a polícia dispersou seguidores de Zelaya, que bloqueavam uma estrada perto da capital, Tegucigalpa.

Raio-X de Honduras

Nome oficial: República de Honduras
Capital: Tegucigalpa
Divisão política: 18 Estados
Línguas: espanhol, garifuna, dialetos ameríndios
Religião: católica 97%, protestantes 3%
Natureza do Estado: república presidencialista Independência: da Espanha, em 1821
Área: 112.088 km²
Fronteiras: com Guatemala (256 km), El Salvador (342 km), Nicarágua (922 km)
População: 7.792.854 de pessoas
Grupos étnicos: mestiços 90%, ameríndios 7%, negros 2%, brancos 1%
Economia: segundo país mais pobre da América Central; dependente de exportação de café e banana; principal parceiro econômico é EUA
Taxa de desemprego: 27,8%
População abaixo da linha da pobreza: 50,7%

O porta-voz da polícia Orlin Cerrato disse à imprensa que os feridos são seis, um dos quais está em estado grave, já que recebeu um tiro na cabeça.A imprensa local assegura que os feridos podem chegar a oito, e que alguns detidos já foram postos em liberdade em uma delegacia da capital hondurenha, onde permaneceram várias horas.
O porta-voz policial disse que hoje aconteceram ao menos dez bloqueios de estradas em todo o país, em algum dos quais a Polícia precisou usar a força para abrir caminho.
Em Tegucigalpa, "houve uma enorme repressão. Há feridos, há agredidos, atiraram bombas lacrimogêneas e pelo que sei há detidos", disse à Agência Efe o líder sindical e dirigente da Frente de Resistência contra o Golpe, Carlos H. Reyes, em meio aos distúrbios.
O dirigente do movimento contra o golpe, que também é candidato presidencial independente para as eleições de 29 de novembro, assegurou que a polícia e o exército utilizaram tanques e gás lacrimogêneo para expulsá-los do local.

Os seguidores de Zelaya vêm se manifestando diariamente desde 28 de junho passado, quando os militares o expulsaram do país e o Congresso nomeou para o posto o então legislador Roberto Micheletti, cujo governo não foi reconhecido internacionalmente.
Até o momento, as operações da polícia e do exército contra os manifestantes que exigem a restituição de Zelaya deixaram três mortos.
Com agências internacionais e Folha Online

RJ: Fundações que excluíram deficientes de concurso são condenadas

Uma decisão da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) obriga duas fundações a pagar R$ 20 mil de indenização, por danos morais, a duas pessoas impedidas de participar de um concurso público por serem portadoras de deficiência física.
Os candidatos Hilton da Silva e Deoclecio Rodrigues disputariam a 2ª fase do concurso público de técnico em manutenção de computadores, promovido pela Fundação Municipal de Educação de Niterói. De acordo com o tribunal, os candidatos foram impedidos pelos fiscais da Fundação Euclides da Cunha de realizar a prova prática, sob o argumento de que não havia vagas exclusivas, o que é garantido pela Constituição Federal.
Em depoimento, os organizadores disseram que na ausência dessas vagas, os candidatos disputariam as vagas de ampla concorrência. Contudo, Hilton e Deoclecio não teriam alcançado a pontuação necessária e estariam inabilitados para a prova prática.
"A decisão de impedir o candidato inscrito como deficiente físico de participar da segunda fase de concurso público, no momento da realização da prova prática para qual fora selecionado e convocado, obriga as rés, responsáveis pelo ato dos seus agentes, a reparar os danos morais dele decorrentes", escreveu, na decisão, o relator do processo, desembargador José Geraldo Antonio.
Para o magistrado, que acabou confirmando a sentença de 1º grau, a humilhação e o abalo emocional por que passaram os candidatos ao receberem tratamento diferenciado tornam clara a responsabilidade da Administração Pública no episódio

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sumaré confirma primeira morte pela nova gripe

Prefeitura do interior de SP recebeu confirmação por exame na quarta.
Mulher de 31 anos morreu dia 25 de julho, após dez dias internadas.
Do G1, em São Paulo

A Prefeitura de Sumaré, a 118 km de São Paulo, confirmou na manhã desta quinta-feira (30) a primeira morte pela nova gripe na cidade. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, uma mulher de 31 anos morreu com a doença na cidade no dia 25 de julho. O resultado do exame que confirmou a contaminação saiu no fim da tarde de quarta-feira (29). De acordo com a prefeitura, a mulher ficou dez dias internada no Hospital Estadual de Sumaré, desde o dia 15 de julho. A Vigilância Sanitária da cidade informou que a família da vítima não quis divulgar mais dados sobre ela. Além da mulher, outros três casos da Influenza A (H1N1) foram confirmados na cidade – todos estão fora de perigo. Além disso, a Prefeitura aguarda os resultados dos exames de mais oito pacientes suspeitos de terem a doença.

Em São Paulo, balanço da Secretaria de Estado da Saúde atualizado na última terça-feira (28) aponta 27 mortes pela doença no estado. A secretaria ainda não havia incluído a morte em Sumaré no balanço até a manhã desta quinta.

Mortes recentes
Apesar de a secretaria não ter atualizado o balanço, desde terça outras três cidades confirmaram mortes pela nova gripe, além de Sumaré. Na quarta, o município de Turiúba, a 546 km de São Paulo, teve a confirmação da primeira morte pela doença na cidade. O homem de 58 anos morreu no dia 21 de julho em um hospital particular de São José do Rio Preto, a 438 km da capital paulista. Também na quarta, a Prefeitura de São Caetano do Sul informou que um homem de 38 anos morreu durante a manhã no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, no ABC, vítima da nova gripe. No mesmo dia, Campinas, a 93 km da capital paulista, confirmou a terceira morte na cidade - uma mulher de 48 anos que estava internada desde 22 de julho e morreu segunda-feira (27).

'Não é problema meu', diz Lula sobre crise do Senado

Presidente diz que não cabe a ele decidir permanência de Sarney na Casa.
'Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado', afirmou em SP.
Mariana Oliveira Do G1, em São Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (30), que não cabe a ele decidir sobre a permanência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no cargo.

“Não é problema meu. Eu não votei para eleger Sarney presidente do Senado, nem votei para ele ser senador no Maranhão, nem votei no Temer, nem votei no Arthur Virgílio, não votei para ninguém. Votei nos senadores de São Paulo. Quem tem que decidir se ele continua presidente do Senado é o Senado, não sou eu", afirmou Lula.

O presidente concedeu coletiva à imprensa após o Seminário Empresarial Brasil-Chile, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). No evento, ele defendeu aliança comercial entre países emergentes.
O presidente Lula pediu que o Senado tome providências em relação à crise na Casa para não paralisar votações importantes.

“O Executivo depende muito das ações do Senado e não o Senado do Executivo. Todo mundo sabe que a paralisia do Congresso pode trazer problemas. Espero que agora com a cabeça fria, depois de dez dias de férias, eles se reúnam como homens adultos que são, todos com mais de 35 anos de idade, e se decidam a normalizar a situação do Senado.”

O presidente do Senado, José Sarney, é alvo de 11 representações no Conselho de Ética da Casa, a maioria com relação ao escândalo dos atos secretos. Além dos problemas no Conselho de Ética, Sarney também enfrenta problemas na Justiça. O Ministério Público Estadual do Maranhão (MPE-MA) reprovou as contas apresentadas pela Fundação José Sarney entre 2004 e 2007 e decidiu intervir na entidade, que tem Sarney como presidente vitalício.

Diversos senadores já pediram a renúncia do presidente da Casa após uma série de denúncias, inclusive parlamentares do PT.

Ao ser questionado sobre a divisão dentro do PT em relação à permanência de Sarney no cargo, Lula respondeu: "Faz três anos que eu não participo das reuniões do partido. Vocês devem ligar para o [Ricardo] Berzoini, (presidente do PT), para saber como o partido está vendo essa divisão."

Estados começam a receber tratamentos contra a influenza A

Medicamento foi produzido pelo laboratório brasileiro Farmanguinhos.
Ao todo, 2,1 milhões de cápsulas serão distribuídas, segundo ministério.
Do G1, em Brasília

O Ministério da Saúde informou que começou nesta quinta-feira (30) a entregar aos estados o primeiro lote produzido no Brasil do fosfato de osetalmivir, usado no tratamento da influenza A (H1N1). O medicamento foi fabricado pelo Laboratório Farmanguinhos, da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Segundo a instituição, o fosfato de oseltamivir foi registrado como similar do Tamiflu, também usado contra a doença.
Ao todo, 2,1 milhões de cápsulas serão distribuídas. Segundo o Ministério da Saúde, os tratamentos foram produzidos com matéria-prima comprada em 2006, como estoque de prevenção para enfrentar uma eventual epidemia de gripe aviária. De acordo com o ministério, o estoque da matéria-prima é suficiente para produzir 9 milhões de tratamentos.

O Ministério da Saúde informou que deve divulgar nesta sexta (31) os novos números da incidência da doença no Brasil. Os números deveriam ter sido divukgados na quarta (2), conforme calendário estabelecido pelo próprio ministério, mas os técnicos pediram mais tempo para consolidar os dados.

América Latina
AAmérica Latina é a região mais atingida pela nova gripe, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A região tem o maior número de contaminações e mortes. Cerca de dois terços das 816 mortes em decorrência da nova gripe confirmadas no mundo aconteceram na América Latina.

A Argentina tem a maior quantidade de vítimas fatais na região, com 165 mortes registradas. Em relação ao resto do mundo, o país só fica atrás dos Estados Unidos. Os demais países que encabeçam a lista latino-americana são México (138 mortes), Chile (79), Brasil (56) e Peru e Uruguai (ambos com 23).

A América Latina afeta especialmente as pessoas que estão no hemisfério Sul, que passa pelo inverno. A estação fria facilita a propagação do vírus.

Lula sanciona lei de presunção da paternidade

Homem que se recusar a fazer teste de DNA terá paternidade presumida.
Raciocínio já era jurisprudência em tribunais.
Do G1, em Brasília

O presidente Lula sancionou sem vetos nesta quinta-feira (30) lei que estabelece a presunção de paternidade nos casos em que o suposto pai se recusar a fazer o exame de DNA.

“A recusa do réu em se submeter ao exame do código genético (DNA) gerará a presunção da paternidade a ser apreciada em conjunto com o contexto probatório”, diz o parágrafo que estabelece a presunção.

A nova lei prevê ainda que "na ação de investigação de paternidade, todos os meios legais, bem como os moralmente legítimos, serão hábeis para provar a verdade dos fatos".
A presunção de paternidade em caso de recusa do exame já era praxe em decisões judiciais. Em maio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) passou a usar o mesmo raciocínio para a mãe que se recusa a submeter o filho ao exame. Na ocasião, o tribunal decidiu que o reconhecimento de paternidade será negado quando a mãe não aceitar colher o material genético da criança

Phelps elogia Cielo: "Quando o vi, tive a certeza de que eu não ganharia"

Bruno Doro
Em Roma (Itália)
O recorde mundial de César Cielo impressionou até mesmo o maior nadador de todos os tempos. Nesta quinta-feira, Michael Phelps estava na arquibancada do Foro Itálico, em Roma, para assistir á prova. E viu o brasileiro completar a distância em 46s91.
"Quando vi César Cielo eu tive certeza de que eu não ganharia esta prova. Ele é o melhor e ninguém o venceria", afirmou o fenômeno norte-americano. Após nadar em Pequim, Phelps afirmou que gostaria de se tornar um velocista e os 100m eram justamente a prova a que ele pretendia se dedicar.Na seletiva norte-americana, que definiu o time dos EUA no Campeonato Mundial, porém, ele não disputou a prova.
Alegou um torcicolo na manhã em que teria de nadar. Os dois representantes do país foram David Walters, quinto colocado nesta quinta-feira, e Nathan Adrian, que parou nas semifinais.Ao saber do elogio, Cielo minimizou a ausência de Phelps em Roma, pelo menos nos 100m livre. "Em momento nenhum a ausência dele na final fez com que eu ficasse mais relaxado. Ele estando dentro ou fora será sempre um atleta que deixará a gente preocupado", disse o brasileiro."É uma declaração que ele dá agora. Mas não sei o que ele vai fazer ano que vem. Então, eu tenho que continuar fazendo o meu trabalho. Tenho que fazer o meu melhor, nadar o que eu tenho que nadar. Se eu tiver que ganhar de novo, eu vou ganhar", completou.

Cielo bate Bernard, leva o ouro e quebra o recorde mundial dos 100m livre

Em Roma (Itália)
No domingo e na segunda-feira, César Cielo deu dicas do que poderia fazer nos 100m livre.
Nesta quinta-feira, assustou o mundo na prova mais nobre da natação. O brasileiro, campeão olímpico dos 50m livre, é hoje o homem mais rápido também dos 100m.
Nadando pela terceira vez seguida ao lado do francês Alain Bernard, que ficou com a prata, o paulista de 22 anos completou a prova em 46s91. A marca anterior era do australiano Eamon Sullivan, que, doente, não foi ao mundial. O homem mais rápido do planeta, no entanto, era Bernard e seus 46s94, da seletiva francesa, resultado que não foi homologado porque, na época, o Arena X-Glide ainda não tinha sido aprovado pela Fina (Federação Internacional de Natação).
Foi justamente esse o traje que Cielo usou nesta quarta. Com ele, bateu Bernard, que fez 47s12, e Frederick Bousquet, seu companheiro de treinos, com 47s25 - o outro brasileiro, Nicolas Oliveira, foi oitavo (48s01). Bernard e o brasileiro, inclusive, foram os grandes responsáveis pelo desenvolvimento do X-Glide. Patrocinado pela marca italiana desde o ano passado, o brasileiro recebeu uma série de protótipos da peça, pediu ajustes, cortes, modificações. Chegou a dizer que nadaria com o antigo, o R-Evolution, similar ao Speedo LZR, mas se rendeu ao poliuretano.

CIELO: NA HISTÓRIA OUTRA VEZ

César Cielo deu seus famosos 'tapinhas' no corpo e bateu o Alain Bernard, com recorde
O recorde mundial era um desejo antigo de Cielo. Antes das Olimpíadas de Pequim, inclusive, ele chegou a afirmar que podia quebrar a marca. Não conseguiu, mas deixou as Olimpíadas de Pequim como o recordista olímpico e campeão dos 50m.
"Falei que estava guardando para esta final. Eu só foquei na minha raia, não olhei para os lados e é assim que consigo os meus melhores resultados. É meu primeiro recorde mundial e estou muito feliz com isso", comemorou o brasileiro, ainda sem fôlego. "Em dois anos, muita coisa aconteceu na minha vida. Dei um salto de um nadador que tentava alguma coisa para entrar para a história. Foram anos de muito trabalho, eu nunca trabalhei para nadar mais devagar do que ninguém. Eu sabia que podia fazer um tempo bom, espero que os brasileiros aprendam que o comprometimento leva a bons resultados", comentou ele.
Para o Mundial de Roma, ele repetiu sua preparação para a China. Mesmo sem poder nadar pela universidade, ele voltou para a cidade de Auburn, no Alabama. Isolado, fez toda a sua preparação nos EUA, ao lado de seu técnico, Brett Hawke. O australiano foi finalista olímpico, mas nunca foi ao pódio. Conseguiu levar o pupilo ao lugar mais alto do pódio olímpico e, agora, o ajudou a virar o mais rápido do mundo.
Segundo o técnico do brasileiro, a saída de bloco foi um dos segredos para o feito.
"O César é muito rápido na largada. E em provas rapidas, isso é muito importante. O Bernard não tem uma largada boa e acho que sofreu com isso", analisou ele.
Para Alain Bernard, nem tudo foi decepção. "É claro que não treinei para ser segundo. Mas não é por isso que a prata é uma decepção, deixei tudo na piscina e saio feliz com o que eu fiz", comentou Bernard, sobre o resultado.
13º recorde
O recorde de Cielo é o 13º recorde mundial da natação brasileira. Maria Lenk foi a primeira, em 1939, quando bateu o recorde dos 400m peito (6min15s80). Um mês depois, baixou o tempo dos 200m peito (2min56s90). Desde então, foram outras 11 marcas mundiais brasileiras, em piscina longa e curta.
O segundo recordista brasileiro foi Manoel dos Santos, nos 100m livre (53s6), em 1961. O terceiro foi José Fiolo, mais uma vez no nado peito, agora nos 100 m, com 1min06s4 de 1968. Ricardo Prado foi o primeiro a conseguir a marca fora do Brasil, justamente no Mundial de Guaiquil, em que foi campeão mundial dos 400m medley.
Em maio, Felipe França se tornou o 12º desse lista. No Troféu Maria Lenk, válido como seletiva para o Mundial, o nadador bateu o recorde dos 50m peito. A marca caiu duas vezes em Roma, nas semifinais e final. Felipe acabou com a prata na Itália.
As outras seis marcas são em piscina curta (25 m). Em 1993, Gustavo Borges bateu o recorde mundial dos 100 m livre, com 47s94. Uma semana depois, ao lado de Fernando Scherer, então com 18 anos, João Carlos Júnior e Teófilo Ferreira, Borges liderou o time brasileiro do revezamento 4x100 m livre que virou o mais rápido do mundo, com 3min13s97. O revezamento do Brasil quebrou mais uma vez a marca em dezembro do mesmo ano (3min12s11) e outra, em 1998 (3min10s45).
Os dois últimos recordes mundiais brasileiros são da nova geração. Kaio Márcio quebrou a marca dos 50m borboleta em 2005, com 22s60. Em 2007, depois de ser o grande destaque do Pan-Americano do Rio, Thiago Pereira bateu a marca dos 200 m medley, com 1min53s14.
Além de César Cielo, o Brasil já teve duas outras medalhas no Mundial de Desportos Aquáticos em Roma. A primeira veio nas águas abertas, quando Poliana Okimoto conquistou o bronze nos 5 km da maratona aquática. Na quarta-feira, foi a vez de Felipe França quebrar um tabu das piscinas. Após 14 anos o Brasil voltou ao pódio no Mundial de natação, com a prata do brasileiro nos 50 m peito, em prova na qual nadou com tempo melhor que seu antigo recorde mundial, mas viu a marca ser superada mais uma vez.

Tropa de choque de Sarney no Conselho de Ética é a mesma que defendeu Renan

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Os integrantes do Conselho de Ética do Senado escalados para fazer a defesa do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), são os mesmos personagens que integraram a chamada "tropa de choque" do ex-senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no colegiado em 2007. Os senadores Wellington Salgado (PMDB-RJ), Almeida Lima (PMDB-SE) e Gilvam Borges (PMDB-AP), que ganharam destaque como fiéis defensores de Renan, continuam a integrar o conselho.

Salgado vem defendendo Sarney publicamente com o argumento de que o peemedebista, assim como Renan, foi perseguido pela imprensa. Lima, por sua vez, afirma que só vai tomar posição sobre as denúncias contra o presidente do Senado depois de conhecer os processos com profundidade.

"Eu não sei se vou votar a favor dele ou contra. Seria irresponsabilidade minha falar isso agora. Eu posso até ser designado para ser relator do processo, não posso emitir nenhum julgamento de mérito", afirmou Lima à Folha Online.

Lima, que relatou um dos processos contra Renan em 2007, disse que não se arrepende de ter defendido o peemedebista durante as investigações. "Eu inocentei o senador Renan e ele acabou inocentado pela Procuradoria Geral da República, que não o denunciou até o presente momento. Estou confortado com o julgamento que fiz do senador Renan", afirmou Lima.

Salgado disse à Folha Online que ainda vai analisar as representações para se posicionar em relação às denúncias. Mas disse que Sarney não pode ser responsabilizado sozinho pelos atos secretos editados na Casa nos últimos 14 anos.

"Entrar com representação por atos secretos que ninguém nem sabe dizer quantos são? O PSOL [autor de representações contra Sarney] só aparece na hora em que tem sangue, parece um morceguinho. Já que ninguém bate no Lula porque teme perder votos, há essa auto-flagelação no Senado", afirmou.

Borges não foi encontrado pela reportagem para comentar o teor das denúncias contra Renan. O peemedebista ainda não manifestou publicamente sua posição sobre as denúncias contra Sarney, mas nos processos contra Renan votou favoravelmente ao peemedebista nas representações apresentadas no conselho.

O quarto senador peemedebista que integra o conselho, Paulo Duque (RJ), foi eleito para presidir o colegiado --mas só profere seu voto em caso de desempate. Duque, por outro lado, tem a prerrogativa de arquivar sumariamente as denúncias contra Sarney se considerar que as acusações não cumprem os critérios previstos para tramitarem no órgão --como serem referentes a fatos que ocorreram durante a legislatura do atual mandato parlamentar.

Em 2007, Renan enfrentou cinco representações no Conselho de Ética do Senado. O parlamentar, que na época presidia ao Senado, foi inocentado pelo plenário das acusações por quebra de decoro parlamentar --mas renunciou ao cargo de presidente em meio às investigações.

Base aliada
Aliados de Sarney calculam que, dos 15 titulares do Conselho de Ética, pelo menos oito vão ser favoráveis ao peemedebista. Integram a base aliada governista no colegiado, além dos quatro senadores do PMDB, os senadores Gim Argello (PTB-DF), Inácio Arruda (PC do B-CE), João Pedro (PT-AM) e duas vagas abertas com a saída dos senadores João Ribeiro (PR-TO) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) do conselho--este último que ainda precisa formalizar a retirada do seu nome.

Os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Ideli Salvatti (PT-SC) são os suplentes que devem assumir as vagas abertas com a saída de Valadares e Ribeiro. Aliados de Renan apostam que os senadores da base aliada vão votar a favor de Sarney no conselho. Porém, o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), emitiu nota defendendo a renúncia de Sarney.

O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) desautorizou Mercadante ao afirmar que a posição do líder petista não reflete integralmente o conjunto da bancada --o que abre caminho para que senadores do PT votem favoravelmente ao presidente do Senado.

A oposição, por sua vez, promete votar unida contra Sarney no Conselho de Ética. DEM e PSDB reúnem cinco vagas no colegiado. Senadores do PDT, que tem como representante o senador João Durval (BA), também defendem o afastamento do presidente da Casa.

Passo Fundo quebra protocolo e trata casos suspeitos de gripe suína com Tamiflu

Do UOL Notícias
Em São Paulo
Os hospitais e postos de saúde da cidade de Passo Fundo, no Rio Grande Sul, vão quebrar o protocolo de atendimento do Ministério da Saúde e criar suas próprias regras no combate à gripe suína. Entre as novas normas, estão o atendimento 24 horas e o tratamento dos pacientes com suspeita da doença com Tamiflu, assim que forem detectados os primeiros sintomas. A medida foi anunciada nesta quinta-feira pelo Comitê Gestor da Gripe A na cidade. As informações são do jornal "Zero Hora".
O Ministério da Saúde orienta que apenas os pacientes com agravamento do estado de saúde nas primeiras 48 horas, desde o início dos sintomas, e as pessoas com maior risco de apresentar quadro clínico grave devem ser medicados. Segundo conta ao jornal o vice-diretor clínico do Hospital São Vicente de Paulo, Júlio Stobbe, testes feitos em pacientes que apresentaram sintomas, usando medicação imediata, já apresentam resultados. Destes pacientes todos se recuperaram e passam bem, estão fora de risco, de acordo com o médico. Sete pessoas já morreram de gripe suína na cidade. Os dois últimos casos foram confirmados pela Secretaria Estadual da Saúde na tarde de ontem. Trata-se de uma mulher de 28 anos, portadora de síndrome de Down, e um homem de 42 anos, auxiliar de escritório. Eles não apresentavam nenhuma outra doença que comprometesse o sistema imunológico. Os óbitos ocorreram no dia 22 deste mês, no Hospital São Vicente de Paulo.
Com informações da Folha Online

Gilmar Mendes nega pedido de avó brasileira no caso Sean Goldman

Do UOL Notícias
Em São Paulo
O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o habeas corpus impetrado pela avó do menino Sean Goldman, Silvana Bianchi Ribeiro, que pretendia que o garoto fosse ouvido pela Justiça Federal sobre sua vontade de viver no Brasil ou nos Estados Unidos - onde mora seu pai biológico, David Goldman.
Segundo o ministro, o habeas corpus não é o meio adequado para atingir o objetivo buscado por Silvana Bianchi. Gilmar Mendes lembrou que o habeas corpus tem a natureza de proteger contra arbitrariedades no âmbito penal e processual penal e serve também como correção de atos que atentam contra a liberdade de ir e vir. No caso da avó de Sean Goldman, no entanto, está "ausente a hipótese de ilegalidade ou abuso de poder", justifica.
No pedido de habeas corpus, a avó do garoto de nove anos afirmava que ele deveria ter sua vontade conhecida antes de ser transferido para os Estados Unidos, como determinou a 16ª Vara Federal no Rio de Janeiro, para quem a criança deve permanecer com o pai americano. A execução desta decisão, no entanto, está suspensa temporariamente.
Silvana alega que uma gravação feita pela assistente técnica mostra que por pelo menos sete vezes o garoto teria mostrado vontade de permanecer no Brasil, mas o juiz desconsiderou a gravação por não tê-la autorizado.
Caso começou em 2004
O caso Sean se remonta a 2004, quando a brasileira Bruna Bianchi, então casada com David Goldman e residente nos EUA, viajou com o garoto ao Brasil durante supostas férias.
Garoto Sean Goldman diz a psicólogos que não deseja voltar aos Estados Unidos
Bruna não voltou, se divorciou de Goldman no Brasil e se casou algum tempo depois com Lins e Silva.
No ano passado, a mãe de Sean faleceu após complicações em um parto e o menino vive desde então com seu padrasto, que reivindicou judicialmente a tutela do menor, algo pelo que o pai luta há pelo menos quatro anos.
O litígio pela custódia de Sean chegou a ser tratado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a visita oficial dele a Washington em março passado, quando se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Obama defendeu David Goldman, com quem se comprometeu a seguir o caso de perto desde o início do ano passado, quando ainda não era candidato oficial do Partido Democrata à Presidência americana.
Após o encontro com Obama, Lula afirmou ainda em Washington que o governo acatará a decisão que vier a ser tomada na Justiça, em respeito à separação de poderes.

E tem um alerta da gripe suína mandando por um chargista que eu vou repassar aos monkeynautas

Charge do Monkey News,
Coluna do José Simão, Portal UOL



















Temos o flagrante do Lula se desculpando aos pizzaiolos

Charge tirada do Monkey News, José Simão, Portal UOL.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

POUCAS PALAVRAS: CONTAGEM REGRESSIVA






















Enviado por Gabriel Souza, Blog do Ancelmo.com. O Globo.

POUCAS PALAVRAS: NÃO ESTOU ENXERGANDO....















Enviado por Gabriel Souza, Blog do Ancelmo.com. O Globo.

Pedido para Sarney sair é de Mercadante, diz Dirceu

Em blog, ex-ministro da Casa Civil faz coro com Berzoini e diz que pedido contra senador 'é do líder' Mercadante

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, reafirmou nesta quarta-feira, 29, em seu blog, a posição do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que questiona que o pedido de licença de José Sarney tenha sido feita por todos os 12 senadores do partido.

Para Dirceu, a opinião é do líder do partido no Senado, Aloizio Mercadante (SP).
"O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), deixou claro a postura do partido: o pedido é do líder e não da bancada petista, e também que o PT não assinará representação contra o presidente da Câmara Alta", escreveu Dirceu.
Blog do Ricardo Noblat, O Globo.

Sarney, Lula e o preço que for preciso

A nota escrita pelo senador Aloizio Mercadante, líder do governo no Senado, pedindo o afastamento de José Sarney da presidência da “mui leal e valorosa” câmara alta da república, fez recordar ao país que existe uma queda de braço na interna do PT.

A presidência explicitamente desautorizou seu líder mantendo o apoio ao senador pelo Amapá.

Duas moedas estão em jogo.

Uma é de ordem tática, visando garantir a “blindagem” do governo perante a CPI da Petrobrás.

Outra, estratégica, mira no projeto eleitoral de 2010 e a complexa rede de alianças com as diversas facetas do PMDB que ocupam parcelas importantes de controle do Estado brasileiro.

No final das contas, o presidente mais popular da história do país se atira nos braços dos ex-inimigos políticos e isola qualquer voz discordante.

Uma mensagem é explícita. Não importa o motivo da discrepância entre políticos petistas e seu símbolo maior, para Lula e seu núcleo duro, nada pode estar acima das lealdades do governo para com quem o sustenta.

Este é um dilema clássico da política, ocorrendo quando um operador político paira acima de qualquer organicidade partidária.

Por fazer cálculos próprios, este líder tende a preferir bases de apoio para a chamada governabilidade e a projeção de continuidade do mandato pelo sucessor.

Embora soe estranho, é como abrir mão das metas originais para manter uma parcela do poder do Estado, concentrado no Brasil no caixa da União e nas prerrogativas do Executivo.

Nada disso é novidade na trajetória recente de Luiz Inácio. Este processo já se faz notar desde, pelo menos, a difusão da Carta ao Povo Brasileiro e a aliança com José Alencar para vice em 2002.

Naquele momento, o pouco que restara do projeto político da década de ‘80 se perdeu na planície. Restaria então a aliança orgânica com as correntes internas do PT e os partidos de esquerda eleitoral.

Como meta de governo, Lula e sua equipe tentariam ao menos a execução dos planos setoriais, sendo a reforma agrária e a retomada do poder de compra do salário mínimo as bandeiras históricas.

Fez-se apenas um arremedo de ambas, mas Lula provou ser duro na queda, superando a dissidência que formara o PSOL e posteriormente, sobrevivendo à crise do Mensalão.
Faltando exatos doze meses do início da campanha presidencial de 2010, o Planalto não vai arriscar nada.

Isto implica em pagar o preço necessário para evitar que José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e cia. não venham a se tornar uma versão peemedebista do irado Roberto Jefferson de 2005.

Para evitar esse risco e manter altas as chances de Dilma Roussef, Lula vai pagar o preço que for preciso.

Artigo: Bruno Lima Rocha é cientista político (www.estrategiaeanalise.com.br / blimarocha@via-rs.net), Blog do Ricardo Noblat, O Globo.

Três Estados e DF prorrogam férias de 8,5 mi de alunos pela gripe

Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre
O reinício das aulas na rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul foi adiado por causa da gripe suína. A decisão foi anunciada nesta manhã pelos secretários de Educação, Mariza Abreu, e de Saúde, Osmar Terra. São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal adotaram a mesma medida. Com isso, 8,5 milhões de estudantes serão afetados.

"A medida de evitar aglomerações nas escolas nesse período de muito frio pode reduzir a velocidade do vírus, embora não impeça a transmissão em casa ou no shopping. Mas ela não muda os números finais. As pessoas que tiverem de ser contaminadas, serão", disse Terra.
Os alunos que deveriam retornar às salas de aula na próxima segunda-feira no Rio Grande do Sul, dia 3 de agosto, só deverão voltar no dia 17. Serão afetados pela medida 1,2 milhão de estudantes em 2607 escolas estaduais. O assunto ainda está sendo discutido pela rede particular.
Em São Paulo, os 5,3 milhões de estudantes retornariam das férias no dia 3 de agosto, mas com a prorrogação, as aulas recomeçarão no dia 17. No Rio de Janeiro, as aulas também voltariam no dia 3 de agosto, mas foram adiadas para o dia 10. A rede estadual do Rio tem 1,5 milhão de estudantes. No Distrito Federal, as férias de 520 mil alunos iriam terminar no dia 27 de julho e foram adiadas para o dia 3 de agosto.

Mortes chegam a 56
Na terça-feira, as cidades gaúchas de Uruguaiana e Caxias do Sul confirmaram três mortes. Em São Paulo, a Secretaria de Saúde do Estado contabilizou mais sete vítimas fatais. Na Paraíba, foi registrado o primeiro óbito pela doença no Nordeste. Com as confirmações, o total de mortes pelo influenza A (H1N1) no País chega a 56.
Redação Terra

ITAIPU, BRASIL & PARAGUAI

A reportagem que faltou

Por Rolf Kuntz em 28/7/2009, Observatório da Imprensa, Portal IG.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou em triplicar o preço pago ao Paraguai pela energia de Itaipu – de 120 milhões de dólares para 360 milhões de dólares anuais – e, além disso, decidiu permitir a venda direta de eletricidade no mercado brasileiro, num processo gradual, sem intermediação da Eletrobrás. Será preciso submeter as duas decisões aos Congressos dos dois países. Lula transmitiu ao colega Fernando Lugo, na sexta-feira (24/7), a disposição de oferecer melhores condições para a comercialização da eletricidade não consumida pelos paraguaios. O entendimento básico foi sacramentado no dia seguinte, depois de concluída a reunião de cúpula do Mercosul. Uma comissão terá 60 dias para dar a forma final à proposta de mudanças.

A imprensa brasileira cuidou do tema durante a semana toda. Acompanhou as conversas preliminares entre diplomatas e caçou detalhes a respeito de preços e de como os consumidores brasileiros serão afetados. Mostrou o empenho da diplomacia brasileira em fortalecer politicamente o presidente paraguaio. Mas o esforço de reportagem falhou num detalhe: ninguém tratou seriamente, pelo menos até o fim de semana, de confrontar a autorização oferecida ao Paraguai com as disposições do Tratado de Itaipu. Ainda na sexta-feira, o assessor especial da presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, havia chamado a atenção para uma dificuldade: os negociadores estavam procurando uma forma de não mexer no Tratado.

Ninguém parece ter tido o cuidado de perguntar onde estava o risco. A explicação não apareceu nas edições de sábado (25/7). No domingo (26), nenhum jornal explicou por que será preciso submeter inovações ao Congresso dos respectivos países.

Fontes à disposição
Se alguém tivesse tido curiosidade suficiente para ler o Tratado, poderia ter formulado algumas perguntas interessantes. O documento, assinado em 26 de abril de 1973, regula em dois artigos a divisão da energia produzida pela usina de Itaipu e as condições de comercialização do excedente.
Pelo artigo XIII, a energia "será dividida em partes iguais entre os dois países, sendo reconhecido a cada um deles o direito de aquisição, na forma estabelecida no artigo XIV", da parcela não utilizada pelo outro país para o próprio consumo. Segundo o artigo XIV, "a aquisição dos serviços de eletricidade da Itaipu será realizada pela Eletrobrás e pela Ande [Administración Nacional de Electricidad], que também poderão fazê-la por intermédio das empresas ou entidades brasileiras ou paraguaias que indicarem".

O texto parece claro: a compra e a venda serão sempre realizadas pela Ande e pela Eletrobrás, diretamente ou "por intermédio" de empresas ou entidades indicadas. Em outras palavras: quem comprar comprará em nome de uma das duas entidades estatais.

Perguntas evidentes:

1. É possível conciliar essas disposições com a venda de energia no mercado livre?
2. O simples fato de o Tratado não proibir expressamente esse tipo de venda corresponde a uma autorização?

3. Se a resposta à pergunta anterior for positiva, por que o artigo XIV designa explicitamente duas entidades vendedoras e compradoras?

Se o governo brasileiro decidiu aceitar a atuação da Ande como vendedora no mercado livre, algum assessor presidencial deve ter apontado uma base legal para essa decisão. Qual pode ser essa base? Pauteiros, editores e repórteres deveriam ter pensado em explorar esse tópico, procurando fontes oficiais e especialistas em direito internacional. Há alguns muito bons tanto em escritórios de advocacia quanto nas universidades.

O leitor dança
Nenhuma dessas perguntas é irrelevante. Durante muito tempo, o governo brasileiro, pressionado pelo paraguaio, aceitou em princípio discutir a elevação do preço pago pela energia, mas sempre rejeitou mexer no Tratado. Teria mudado de ideia?

À primeira vista, a autorização para a Ande ingressar no mercado, embora de forma gradual, colide com as disposições do artigo XIV. Especialistas podem propor uma interpretação diferente e mais favorável à decisão negociada entre os dois governos, mas seria preciso ouvi-los. Nesta, como em muitas outras coberturas, faltou a repórteres, pauteiros e editores aquela preocupação simples e elementar: examinar os textos.

Essa falha ocorre não só em coberturas de eventos internacionais, mas também no acompanhamento rotineiro de projetos em tramitação no Congresso. Os jornais publicam as opiniões de políticos e técnicos favoráveis e contrários ao projeto, mas com frequência deixam de cumprir a tarefa elementar publicar o texto ou um bom resumo de seus pontos mais polêmicos. O leitor acaba acompanhando o assunto por meio das palavras das pessoas interessadas, mas não tem a informação mínima e básica sobre o tema em discussão.

Lula sanciona hoje lei que regulamenta profissões de mototaxista e motofrete

CHRISTIAN BAINES
colaboração para a Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona hoje a lei que regulamenta as profissões de mototaxista e de motofrete no Brasil. O projeto estabelece que o condutor tenha no mínimo 21 anos para exercer a profissão.
Além disso, os profissionais vão ter que ser aprovados em um curso especializado sob os termos do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), ter pelo menos dois anos de carteira de habilitação de motocicleta e usar o colete de segurança com dispositivo refletivo.
A lei também prevê a instalação de equipamentos de segurança nas motocicletas, como o protetor mata-cachorro, para proteger a moto e a perna do motociclista, e a antena contra linhas de pipa.
Os condutores terão 365 dias para se ajustar às novas normas. O conselho ainda vai decidir o formato do curso profissional e as punições aos condutores que não cumprirem as exigências.
"A motivação dessa lei é não fechar os olhos à realidade. Essas atividades, tanto o mototaxi, como o motofrete, já existem no país inteiro. A melhor maneira de prevenção é regulamentá-las", disse o ministro Márcio Fortes (Cidades) ao sair de reunião com o presidente Lula.
O parágrafo que tratava do serviço comunitário de motoseguranças foi retirado do projeto. Segundo o diretor-geral do Denatran, Alfredo Peres, o texto estava mais ligado a questões de segurança pública do que de trânsito.
"Vai ser sancionado o projeto, com veto ao parágrafo que tratava de serviço comunitário de rua. Ele estava com uma definição de atividades que deve estar enquadrado mais em contratos privados, de questões de segurança, obrigações como observar o movimento de moradores de residência, o fechamento de portões ou comunicar à polícia sobre a presença de estranhos, atitudes suspeitas", afirmou Fortes.

Schumacher deixa a aposentadoria e confirma volta à F-1 no lugar de Massa

da Folha Online
Michael Schumacher, 40, único heptacampeão mundial de F-1, que se aposentou da categoria em 2006, anunciou nesta quarta-feira que vai voltar a guiar a Ferrari em substituição ao brasileiro Felipe Massa, que sofreu um acidente no último sábado durante o treino classificatório para o GP da Hungria e está se recuperando.
A informação foi divulgada pelo próprio alemão em seu site oficial e confirmada pela escuderia italiana. Segundo a equipe, Schumacher iniciará nos próximos dias o período de preparação e voltará às pistas já no GP da Europa, na cidade espanhola de Valência, no dia 23 de agosto.
"A escuderia Ferrari-Marlboro decidiu confiar a Michael Schumacher o carro de Felipe Massa até que o piloto brasileiro possa voltar a correr", anunciou a equipe.
Schumacher vinha atuando como "conselheiro" da Ferrari desde que deixou as pistas.
"Eu estive reunido com Stefano Domenicali e Luca di Montezemolo e juntos decidimos que eu ocuparei a vaga de Felipe. Apesar de ser verdade que o capítulo F-1 foi fechado completamente para mim há muito tempo, também é verdade que por lealdade ao time eu não posso ignorar essa situação desafortunada. Como competidor que sou, espero ansiosamente para encarar isso", disse Schumacher em seu site.
Outros cotados para assumir o lugar do brasileiro eram o italiano Luca Badoer e o espanhol Marc Gené, pilotos de testes da Ferrari.

Recuperação de Massa
Massa está internado desde sábado no Hospital Militar de Budapeste. Ele foi atingido no capacete por uma mola que se soltou da Brawn dirigida por Rubens Barrichello e colidiu contra uma proteção de pneus durante o treino classificatório para o GP da Hungria.
O acidente causou fratura no crânio e concussão cerebral. O ferrarista precisou passar por uma cirurgia para retirada de fragmentos ósseos.
O brasileiro passou por novos exames nesta quarta, que atestaram a melhora. Massa já consegue sentar, andar pelo hospital e irá deixar a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) ainda nesta quarta.
Apesar da evolução do quadro médico do piloto, Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da F-1, disse duvidar da póssibilidade de ver o brasileiro na pista ainda nesta temporada, mas afirmou que tem certeza que Massa correrá no próximo ano.
"É difícil dizer se ele estará ou não em posição de competir ainda este ano. Para o ano que vem não tenho dúvida, mas duvido que o veremos neste ano", afirmou Ecclestone.
A família Massa espera que o piloto possa deixar o hospital húngaro já nesta quinta-feira. Ele será transferido para Paris, onde dará sequência ao processo de recuperação. Depois disso, deve ir para Montecarlo ou São Paulo, cidades onde tem residência.

Número de feridos em ataque na Espanha chega a 60; governo culpa ETA

da Folha Online
Chegou a 60 o número de pessoas feridas no ataque com carro-bomba que foi realizado contra um prédio da Guarda Civil de Burgos, na Espanha, nesta quarta-feira. Grande parte das vítimas ficou ferida por estilhaços de vidro. Do total, 38 precisaram ir ao hospital, e elas não correm risco de morrer, informou o Ministério do Interior. Houve danos na região.
Para o governo espanhol, o ataque foi realizado pelo grupo separatista basco ETA, embora não tenha havido nenhum telefonema de alerta sobre o ataque --o que é uma característica do modus operandi dos separatistas. Para o ministro, não houve telefonema por o alvo ser a Guarda Civil. "Dormiam nos andares quase 120 pessoas, das quais 41 eram crianças, o que ressalta o caráter canalha do atentado", disse Rubalcaba.
De acordo com a investigação, os criminosos estacionaram uma Mercedes Vito de cor branca cerca de 16 metros da fachada da frente do edifício, na tarde desta terça-feira (horário local). A explosão ocorreu por volta das 4h (23h desta terça-feira no horário de Brasília). Fontes de segurança dizem que o carro continha cerca de 200 quilos de explosivos.
Conforme o "El Pais", o atentado deixou uma grande cratera --de sete metros de largura e um metro e meio de profundidade- no solo. A detonação foi de tal magnitude que destruiu a fachada de alguns dos imóveis da área, além de marquises e janelas. Os danos provocados a edifícios próximos foram tamanhos que provocaram a desocupação preventiva deles.
A polícia local habilitou suas próprias instalações e um ginásio de esportes para alojar provisoriamente os moradores afetados, segundo fontes municipais.


ETA
"Nós, democratas espanhóis, sabemos que enfrentamos um grupo de assassinos. Sabemos que são assassinatos selvagens e enlouquecidos, o que os faz mais perigosos, mas não mais fortes", afirmou Rubalcaba, citado pelo jornal espanhol "El Pais".
O último atentado assumido pelo grupo basco foi em 3 de dezembro passado, quando um atirador do ETA matou o empresário Ignacio Uría Mendizábal, em Guipúzcoa. O último assassinado a bomba, como o do agente Garcia, foi realizado em 30 de maio de 2003, em Navarra. No dia, dois policiais morreram.
O grupo terrorista usa a violência há 40 anos para tentar conseguir a independência do País Basco, período no qual ao menos 850 pessoas morreram.

Ministério Público reprova contas da Fundação José Sarney

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O Ministério Público do Maranhão reprovou esta semana as contas da Fundação José Sarney entre os anos de 2004 e 2007. Resolução publicada no "Diário Oficial" do Maranhão reprova as contas da entidade, que tem o senador José Sarney (PMDB-AP) como presidente vitalício.
Na resolução, a promotora Sandra Lúcia Mendes Alves Elouf afirma que o Ministério Público estadual decidiu reprovar as contas da fundação depois de auditoria que analisou as prestações de contas da entidade --que teve início no ano passado.
"Considerando que, após análise da documentação anexada aos autos e do pedido de reconsideração formulado pelo representante do aludido ente fundacional, emitiu-se parecer ponderando sobre os argumentos levantados, concluindo, ao final, pela reprovação", diz a promotora.
A auditoria realizada pelo Ministério Público estadual identificou irregularidades como o uso incorreto de parte da verba da Petrobras encaminhada à fundação --que se transformou em aplicações bancárias.
O Ministério Público Federal no Maranhão também decidiu investigar a Fundação José Sarney após a denúncia de que ao menos R$ 500 mil dos recursos repassados pela Petrobras para patrocinar um projeto cultural da fundação teriam sido desviados para empresas fantasmas e empresas da família do presidente do Senado.
Os trabalhos serão conduzidos interinamente pelo procurador da República Tiago Carneiro, mas quem vai assumir o caso é o procurador Régis Richael Primo da Silva, atualmente em férias.
A Procuradoria encaminhou ao Ministério da Cultura e à Fundação José Sarney uma relação de documentos com data para serem entregues. A Cultura terá dez dias corridos para enviar os papéis, enquanto o prazo para a fundação é de cinco dias úteis.
Foram pedidos documentos de prestação de contas --mesmo que parcial--, o estatuto da Fundação e a cópia do projeto para saber o que estava previsto e o que foi cumprido. À Petrobras, foram pedidas apenas informações bancárias.
Após o recebimento da documentação, o procurador vai avaliar e determinar as próximas medidas. Caso seja constatada fraude, a Procuradoria pode oferecer uma denúncia à Polícia Federal ou à Justiça Federal.

José Alencar deve viajar na próxima terça-feira aos EUA para continuar tratamento

da Folha Online
O vice-presidente da República, José Alencar, deve viajar na próxima terça-feira aos Estados Unidos para continuar um tratamento experimental no Centro Oncológico MD Anderson.
Antes, porém, ele precisa receber alta médica do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Na última sexta-feira, ele foi submetido a uma cirurgia para tratar uma obstrução no intestino grosso. O vice-presidente evolui bem da cirurgia e já caminha e se alimenta.
Vice-presidente José Alencar deve viajar na próxima terça-feira aos Estados Unidos para continuar tratamento.
Alencar passou por uma colostomia --procedimento no qual se faz uma abertura no abdômen para a drenagem das fezes. O procedimento já havia sido sugerido em cirurgia anterior, mas Alencar preferiu não fazê-lo.
Essa foi a segunda intervenção cirúrgica do vice em apenas um mês e a 15ª dos últimos 12 anos em tratamentos contra o câncer, descoberto em 1997.
Segundo os médicos, a colostomia foi necessária em razão da presença de tumores na região pélvica que impediam o funcionamento normal do intestino.
Na sexta-feira, o médico Raul Cutait, um dos responsáveis pela intervenção, disse que Alencar "se comportou muito bem durante a cirurgia". "Mais uma vez, ele foi um bravo e um forte."

Sarney é acusado de empregar funcionária fantasma no Senado

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Denúncias de envolvimento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), em contratações suspeitas de servidores para os quadros da Casa não param de surgir. Uma nova acusação afirma que Gabriela Aragão Guimarães Mendes, filha do ajudante de ordem de Sarney, Aluísio Mendes Filho, é funcionária fantasma do gabinete do peemedebista.
Segundo reportagem do jornal "O Estado de São Paulo", Gabriela, que é estudante, foi nomeada em 5 de janeiro de 2007 pelo ex-diretor-geral Agaciel Maia e recebe salário, mas não aparece para trabalhar.
A assessoria de imprensa do presidente do Senado informou à Folha Online que está apurando a denúncia e que uma nota deve ser divulgada para comentar o caso. A nossa reportagem ligou no gabinete de Sarney e o funcionário afirmou que não tinha informações para confirmar se Gabriela é ou não servidora do local.
O presidente do Senado foi denunciado ao Conselho de Ética da Casa pelo PSDB e pelo PSOL, entre outras acusações, por ter favorecido a nomeação de aliados e familiares por atos secretos. De acordo com o PSOL, 15 pessoas ligadas diretamente ao presidente do Senado teriam sido beneficiadas com os atos, entre eles o que nomeou seu neto João Fernando Sarney para o gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA).
A situação de Sarney ficou mais delicada depois que foram divulgadas gravações da Polícia Federal que indicaram que Sarney participou diretamente na contratação do ex-namorado de sua neta, nomeado por ato secreto. Trata-se de Henrique Bernardes, que tem cargo com salário de R$ 2.700 na Diretoria Geral, mas dá expediente no serviço médico do Senado.
O PSOL deve protocolar hoje nova representação. Com a reclamação, Sarney terá que enfrentar nove acusações por quebra de decoro parlamentar no colegiado. Ontem, ele foi denunciado em três representações do PSDB, além de já responder a outras quatro denúncias apresentadas pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).
As punições para Sarney vão desde uma simples advertência verbal até a cassação de seu mandato. A pena tem que ser decidida pela maioria dos conselheiros e em seguida referendada pela maioria do plenário.

Mais antiga "planta em vaso" do mundo ganha novo canteiro

Mais antiga "planta em vaso" do mundo ganha novo canteiro
29 de julho de 2009
Cicadófita com cerca de 240 anos é considerada a "mais antiga planta em vaso do mundo"
Uma árvore considerada como a "mais antiga planta em vaso do mundo" foi replantada em uma nova área do jardim botânico Kew Gardens, no sul de Londres, devido ao seu crescimento e necessidade de espaço. A raridade de 239 anos - um tipo de cicadófita com folhas parecidas com às das palmeiras - foi coletada no início dos anos 1770 na África do Sul pelo primeiro caçador de plantas Francis Masson.
As informações são da BBC.
A espécie, que mede 4,4 m de comprimento e cerca de 1 t, tem um crescimento anual de no mínimo 2,5 cm. As cicadófitas geralmente são compridas e crescem de forma lenta.
De uns tempos para cá, o exemplar do Kew Gardens passou a aumentar seu tamanho também para os lados. Por isso, uma equipe formada por cinco jardineiros se mobilizou para fazer o transporte da planta para um novo "vaso".
Apesar de terem existido em grande número no período Jurássico, antes do início da vida vegetal, as cicadófitas correm sério risco de extinção, principalmente as Microcycas, encontradas em Cuba. O lento crescimento da espécie e a destruição do habitat são as principais causas do desaparecimento.
As cicadófitas podem viver mais de 500 anos e os botânicos acreditam que elas forneçam pistas sobre a origem das primeiras plantas do planeta.
Redação Terra.

Pombo é flagrado com carregador e bateria de celular no RS

Ave foi atingida por tiros nas asas e deve passar por cirurgia.Segundo policiais, ela voava na direção do Presídio Central.
Do G1, em São Paulo, com informações do ClicRBS*
Foto: André Feltes/Diário Gaúcho/Ag. RBS
Pombo atingido por tiros levava bateria e carregador de celular.
Um pombo que transportava um carregador de celular e uma bateria foi encontrado, na tarde de terça-feira (28), por policiais militares de Porto Alegre no pátio do 4º Regimento de Polícia Montada da Brigada Militar. A ave foi atingida por tiros nas duas asas. Ela foi resgatada e deve ser operada na tarde desta quarta-feira, no Hospital de Clínicas Veterinárias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS). De acordo com o major João Diniz Prates de Godoy, os policiais conseguiram ver que a pomba voava na direção do Presídio Central. O motivo da queda foi confirmado na manhã desta quarta-feira (29) pelo diretor do Hospital de Clínicas, Marcelo Alievi. O pombo teve as asas atingidas por dois tiros de chumbinho. A autoria dos disparos é desconhecida.
O procedimento cirúrgico é delicado, segundo Alievi, e a sobrevivência do pombo não é garantida. O animal deve receber placas de titânio afixadas com pinos em suas asas para que a fratura seja corrigida.
A Brigada Militar suspeita que a ave tenha sido solta em alguma das vilas que circundam o presídio. O quartel onde a ave caiu fica a cerca de 400 metros do destino dela. O diretor disse que o caso é inédito no hospital. A 11ª Delegacia de Polícia deve investigar o caso.
(*Com informações do Zero Hora)

Traficantes transferidos para presídio do Rio são obrigados a voltar ao Paraná

da Folha Online
Três detentos cariocas que seriam transferidos da penitenciária de segurança máxima de Catanduvas (PR) para o presídio de Bangu 1, no Rio, foram impedidos de desembarcar na capital fluminense. Por determinação do Tribunal de Justiça do Rio, os criminosos foram enviados de volta para o presídio paranaense na noite desta terça-feira.
Apontados como chefes do tráfico de drogas em suas regiões, eles chegaram no aeroporto Santos Dumont sob forte esquema de segurança, por volta das 20h. Às 23h, o avião da Polícia Federal que trazia os detentos voltou para o Estado de origem.
Os três são Isaías Costa Rodrigues, o Isaías do Borel; Ricardo Chaves de Castro Lima, o Fu do morro da Mineira; e Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor do morro dos Prazeres.
A Justiça Federal havia determinado que os três retornassem ao Rio até o final do ano, devido ao fim do tempo de permanência de 120 dias determinado por lei para esse tipo de transferência. Os detentos estão no presídio de segurança máxima do Paraná há mais de dois anos.
Eles foram transferidos para Catanduvas em janeiro de 2007, junto com outros criminosos, como Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco.
A decisão sobre o retorno não havia agradado ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e à Justiça do Estado. De acordo com o desembargador Luiz Zveiter, presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio), o juiz da Vara de Execuções Penais do Estado, Rafael Estrela, afirma que há um conflito de competência no caso e os detentos representam perigo para o sistema prisional do Rio.
Mais cedo, o governo do Rio divulgou uma nota defendendo a permanência dos criminosos no PR. "Cabe lembrar que a primeira medida desta gestão foi, justamente, providenciar a transferência desses bandidos para longe do Rio, devido às suas ações terroristas no fim de 2006 como pôr fogo em ônibus e matar inocentes", informou a nota.
"Tal decisão, se confirmada, seria um retrocesso gravíssimo. O governo do Rio espera que o Superior Tribunal de Justiça atenda ao clamor da sociedade do Estado e reveja a decisão."
Outros quatro criminosos, entre eles Marcinho VP, deverão ser transferidos de volta ao Rio nos próximos meses.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Novas evidências põem médico de Michael no centro de investigação

FERNANDO MEXÍA
Los Angeles
AFP
A confirmação de que Michael Jackson recebeu um anestésico antes de morrer e uma segunda batida feita hoje nas propriedades do médico do cantor tornaram o cardiologista Conrad Murray o centro da investigação por homicídio.
Murray, de 51 anos, estava na casa de Michael em Los Angeles em 25 de junho, dia da morte do cantor, e foi o responsável pela primeira tentativa de reanimar o artista, que estava sem respiração.
O médico foi interrogado como testemunha em várias ocasiões pela Polícia, com quem se mostrou cooperativo. Porém, ainda não existe uma acusação formal contra ele, apesar de os agentes parecerem ter suspeitas de um possível comportamento criminoso de Murray em relação à morte de Michael.

Funcionários da agência americana antidrogas (DEA) entraram hoje com uma ordem judicial na casa do médico em Las Vegas, Nevada, para buscar evidências que permitam apresentar acusações contra Murray por homicídio sem premeditação.
É uma averiguação similar a que foi feita na quinta-feira passada nos escritórios do médico em Houston, Texas, onde foram apreendidos vários artigos, entre eles alguns documentos e um disco rígido (HD) de computador.
A revista de hoje aconteceu um dia depois de fontes policiais confirmarem que Murray tinha fornecido ao "rei do pop" o anestésico Propofol na noite antes de sua morte.
Uma informação desmentida depois pelo advogado do cardiologista, que assegurou que seu cliente não receitou nem administrou ao cantor as substâncias que acabaram o matando.
Segundo o site especializado em notícias de famosos "TMZ", o primeiro veículo a divulgar a morte do artista, foi o próprio Murray que confessou à Polícia que injetou o calmante em Michael na véspera de sua morte.
Depoimentos publicados pelo site indicam que Murray teria fornecido o remédio via intravenosa e com um conta-gotas e que teria ficado dormindo enquanto deveria supervisionar estado do cantor. Por isso, não se percebeu quando seu coração parou de bater.
O artista recebia habitualmente o potente remédio antes de se deitar, uma substância que as autoridades avaliam como causa de sua morte com base em resultados preliminares da autópsia.
O sedativo foi achado pelas autoridades na residência alugada do cantor em Los Angeles.
Um dos mais graves efeitos secundários do Propofol - medicamento disponível apenas para médicos e administrado por via intravenosa - é que pode provocar parada cardíaca caso fornecido em combinação com certos analgésicos, embora também possa chegar a causar tal problema sozinho em doses exageradas.
A família Jackson foi a primeira a lançar suspeitas sobre o comportamento de Murray e reiterou sua desconfiança nas pessoas que formavam o círculo mais próximo no dia a dia do artista.
A irmã do "rei do pop" La Toya Jackson chegou a afirmar que Michael tinha sido assassinado e que sabia quem eram os responsáveis.
A relação habitual do cantor com os calmantes e anestésicos já durava várias décadas, segundo as declarações das pessoas que estiveram a seu serviço. De acordo com elas, Michael usava pseudônimos como Omar Arnold, Joseph Scruz e Bill Bray para obter remédios com receita, uma prática contrária à lei.

As irregularidades sobre a aquisição de remédios por Michael Jackson levaram à participação da DEA na investigação policial, na qual além de Murray, os agentes estudam a conduta de outros médicos que tiveram relação com o cantor ao longo dos anos.

PSDB entra com três representações contra Sarney no Conselho de Ética

MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O PSDB decidiu protocolar na tarde desta terça-feira três novas representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética da Casa.

As ações tratam do suposto envolvimento do senador com os atos secretos, da suspeita de que teria interferido a favor de um neto que intermediava operações de crédito consignado para servidores do Senado e de ter usado o cargo a favor da fundação que leva seu nome e mentido sobre a responsabilidade administrativa pela fundação.

As punições para Sarney vão desde uma simples advertência verbal até a cassação de seu mandato. A pena tem que ser decidida pela maioria dos conselheiros e em seguida referendada pela maioria do plenário.

A estratégia de propor três representações é para tentar fortalecer a oposição porque, com essa movimentação, o DEM não precisaria representar contra o peemedebista e, com isso, um dos três senadores democratas do colegiado poderia ser sorteado para relatar algum dos processos.

O DEM vai se reunir na próxima semana para decidir se também vai representar contra o peemedebista no conselho. Ao todo, Sarney coleciona oito reclamações no colegiado por quebra de decoro parlamentar. Ele já foi alvo de quatro denúncias apresentadas pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), e uma representação do PSOL.

As denúncias podem ser apresentadas individualmente por parlamentares ou cidadãos e pedem apenas que o conselho investigue. Já a representação pede a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar e só pode ser oficializada por partidos.

Hoje, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que não existe mais espaço para uma conciliação. Guerra afirmou que a movimentação do partido foi provocada pela falta de "respostas claras" nas últimas semanas para as denúncias de nepotismo e tráfico de influência contra o peemedebista.

O tucano confirmou que recebeu um telefonema nesta segunda-feira do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), na tentativa de reverter a ideia dos tucanos de apresentar mais uma representação contra Sarney. A informação foi divulgada hoje pelo "Painel" da Folha.

O presidente do PSDB disse que, agora, a situação de Sarney precisa ser resolvida pelo Conselho de Ética. "Renan me disse que era um conciliador. Eu também sou um conciliador, mas acho que a conciliação deve ser feita no Conselho de Ética. Esse é o melhor caminho para o Senado resolver a crise que enfrenta", afirmou.

Segundo Guerra, a interferência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na crise política do Sendo gerou mal-estar e complicou a situação do presidente do Senado.

"O Senado já tinha resolvido a questão do presidente Sarney. O DEM, PT, PDT e PSDB já tinham defendido publicamente o afastamento do presidente do Senado. O governo não respeitou e a sustentação de Sarney foi feita pelo presidente e pela ministra. Houve uma ação política para instrumentalizar o Senado e manter unidade de forças na disputa eleitoral do ano que vem", disse.

Chávez anuncia que vai 'congelar' relações com a Colômbia

Presidente da Venezuela ordenou a saída de seu embaixador em Bogotá.
O caso do armamento sueco aumentou a tensão entre os países.
Do G1, com agências

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou nesta terça-feira (28) que decidiu "congelar as relações" com a Colômbia e que ordenou a saída de seu embaixador em Bogotá, devido às últimas declarações dos dirigentes colombianos sobre supostas ligações de Caracas com a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). "Diante desta nova agressão do governo da Colômbia, ordenei a retirada do nosso embaixador em Bogotá, do nosso pessoal diplomático. Vamos congelar as relações com a Colômbia", afirmou Chávez em mensagem na TV estatal.
"Este governo da vergonha está dirigido por irresponsáveis de um nível tão baixo que nunca vi", disse Chávez.
Segundo a agência de notícias "Reuters", o governo colombiano não comentou o caso.Bogotá anunciou recentemente a descoberta de armas de fabricação sueca em um acampamento da guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), que teriam sido vendidas, a princípio, ao governo venezuelano. Segundo a revista "Jane's", as armas são lança-foguetes antitanque AT4 fabricados pela Saab. O caso do armamento sueco aumentou a tensão entre Caracas e Bogotá, já elevada pelo novo acordo militar negociado entre Estados Unidos e Colômbia.

Equador
O governo equatoriano, que é partidário de Hugo Chávez, afirmou nessa terça que o desmentido que as Farc fizeram sobre o vídeo no qual um líder guerrilheiro fala de supostas contribuições à campanha do presidente Rafael Correa é "uma nova prova da patranha permanente contra" do Executivo colombiano. Para o ministro de Segurança Interna e Externa do Equador, Miguel Carvajal, o vídeo causou "um dano ao país". "Em nosso direito, vamos exigir que pelos mesmos meios se mostre e se divulgue a notícia de que este vídeo é parte das patranhas do governo colombiano, que se divulgue o comunicado das Farc e se mostrem as alterações do vídeo", disse.

Relatório final de atos secretos deve pedir a demissão de 100 no Senado

Análise inicial indicava que 218 perderiam o emprego.
Mas, de 663 atos anulados, 152 foram considerados válidos.
Robson Bonin Do G1, em Brasília

A comissão criada no Senado para analisar os chamados "atos secretos" deve pedir a demissão de cerca de 100 servidores, e não dos 218 inicialmente cogitados, de acordo com apuração da reportagem do G1. Os atos secretos são determinações que não foram publicadas durante 14 anos de gestão do diretor-geral do Senado Agaciel Maia,que foi afastado em março pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). No dia 13 de julho, Sarney determinou a anulação de todos os atos secretos. Uma primeira contagem indicou a existência de 663 desses atos. Mas a comissão criada para analisá-los diz ter localizado 152 medidas que haviam sido publicadas e, portanto, cumpriam os preceitos da Constituição. Entre as ações que tiveram divulgação, há uma parcela que trata da contração de servidores. O diretor-geral do Senado, Haroldo Tajra, deve divulgar os números na próxima segunda-feira (3), depois da liberação de Sarney, que deve analisar o documento no fim de semana. Sarney vai dar a última palavra sobre o trabalho dos técnicos.

Relatório assinado pelo advogado-geral, Luis Fernando Bandeira de Melo, no dia 20 de julho e entregue à Diretoria Geral apontava a contratação irregular de 218 funcionários. Depois de analisar cada um desses atos de nomeação, os técnicos elaboraram um gráfico de apenas uma página dividindo as nomeações entre casos de “exoneração” e “extinção de cargo”.

Até esta terça-feira (28), o suposto namorado da neta de Sarney, Henrique Dias Bernardes, estava entre os servidores nomeados por atos secretos que serão automaticamente desligados. Segundo a Diretoria Geral do Senado, os servidores que forem exonerados poderão ser recontratados depois da demissão. Mas, para isso, deverá ser publicada uma nova nomeação. O relatório divulgado no dia 20 também mostrou que, entre os 218 nomeados por atos secretos, havia casos de servidores fantasmas, servidores que já foram exonerados e funcionários que foram nomeados por ato secreto, mas trabalham normalmente. A nova parcial que reduz pela metade esse número faz a distinção entre esses casos.

USP, Unicamp e Unesp adiam início das aulas por causa da nova gripe

Aulas serão retomadas no dia 17 de agosto.
Medida foi tomada como prevenção contra doença.
Do G1, em São Paulo
A Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram adiar o início das aulas do segundo semestre para o dia 17 de agosto por causa da nova gripe. As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa da Unicamp nesta terça-feira (28).

A mudança no cronograma de aulas segue orientação da Secretaria Estadual de Saúde. Em nota, a instituição afirma que "a recomendação [da secretaria] visa reduzir a transmissão do vírus influenza A H1N1 no Estado de São Paulo e é válida para todos os estabelecimentos da rede pública de ensino, nos níveis fundamental, médio e superior."

Escolas públicas e particulares
Os 5,3 milhões de alunos de ensino fundamental e médio da rede estadual também voltarão às aulas somente em 17 de agosto. Segundo o secretário Paulo Renato de Souza, cerca de 20% das escolas estaduais tinham retomado as atividades na semana passada e nesta segunda-feira (27). No entanto, ele determinou que as aulas fossem suspensas.

A decisão vale também para os professores da rede estadual de ensino. “É o recesso escolar. A direção e a secretaria precisam estar funcionando, mas os professores não precisam comparecer nas escolas neste período", disse o secretário.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (SIEEESP) também fez a mesma recomendação nesta terça para que as escolas particulares adiem a volta às aulas até o dia 17 de agosto.

Agora, os palanques estaduais

Postado por Blog da Cristiana Lôbo, G1.
O presidente Lula está com a mão na massa da composição dos palanques dos Estados para a disputa eleitoral do ano que vem. Sempre de olhos voltados para a candidatura de Dilma Roussef, Lula já começou a conversar com petistas sobre a importância de manter a aliança nos Estados para vencer a disputa presidencial. Mas esta não é uma tarefa fácil. Em alguns lugares, o PT já avançou o sinal e lançou sua candidatura, como é o caso do Rio Grande do Sul, onde o ministro Tarso Genro venceu a disputa interna e se lançou como candidato ao governo.
O primeiro passo do presidente foi estabelecer uma espécie de critério básico: onde o PT tem o governo estadual, o partido, preferencialmente, vai disputar a reeleição. As alianças, então, seriam em torno de negociações pelas vagas do Senado. É o caso da Bahia. Na noite desta segunda-feira, o presidente Lula conversou com o governador Jacques Wagner e deve fazer o mesmo com o ministro Gedel Vieira Lima. Os dois estiveram juntos em 2006, mas agora estão se estranhando na política local.
Mas o que preocupa o presidente é, como sempre, o chamado “Triângulo das Bermudas” - São Paulo, Rio e Minas Gerais. Nestes, não há entendimento dentro do próprio PT e isso dificulta, ainda mais, a possibilidade de aliança com outros partidos.
Nesta quarta-feira, o presidente Lula teria um encontro com um grupo de petistas de São Paulo. Nesta tarde, no entanto, a reunião foi cancelada e poderá ser remarcada. São Paulo é o berço do PT, mas o partido não tem um candidato natural ao governo. O presidente Lula cogitou da candidatura de Antonio Palocci, mas ele ainda não foi julgado pelo STF. E, ainda, tem imagem marcada pelo episódio do caseira Francenildo Costa. Lula, então, defende aliança com o PSB para lançar a candidatura de Ciro Gomes. Setores do partido reagem e preferem um nome do próprio partido. Há, ainda, divergência na chapa para o Senado. Aloízio Mercadante é um nome e um grupo gostaria de lançar Marta Suplicy. Para o comando do partido, duas candidaturas petistas, já tendo um senador com mandato, que é Eduardo Suplicy, seria correr o risco de perder as duas.
Outro problema é o Rio. Lá, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindeberg Farias, quer disputar o governo. O presidente Lula quer o partido apoiando a reeleição do governador Sérgio Cabral. A Lindeberg caberia uma vaga para disputar o Senado.
Também em Minas Gerais o presidente Lula deve interferir. Lá tem divergências internas e, também, disputa com aliados. O ministro Patrus Ananias e o ex-prefeito Fernando Pimentel gostariam de disputar o governo, mas a pesquisa indica que na frente está o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB). Lula tenta resolver a equação. Já cogitou ter Hélio Costa como candidato a vice na chapa de Dilma Roussef, abrindo, assim, o caminho para o PT ter candidato ao governo de Minas, ou, então, ficar com vagas de candidato ao Senado.
Assim como interferiu diretamente para impor Dilma Roussef como candidata do PT à presidência da República no ano que vem, Lula usará sua força política para enquadrar o PT em muitos Estados.