terça-feira, 28 de julho de 2009

Acordo Brasil-Paraguai vai passar pelo Congresso

Postado por Cristiana Lôbo em 28 de julho de 2009 Blog da Cristiana Lobo, G1
O acordo firmado entre Brasil e Paraguai, pelo qual o Brasil vai pagar mais pela energia fornecida pelo país vizinho terá de passar pelo Congresso dos dois países, informou hoje o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Segundo ele, a fórmula a ser adotada, sem alterar o Tratado de Itaipu, prevê que o Brasil pagará US$ 240 milhões por ano, sem repassar o custo para o consumidor. O recurso sairá do Tesouro.
Segundo Paulo Bernardo, ao preço da energia comprada pelo Brasil de Itaipu é acrescido um adicional a partir do custo do processo da usina. É este valor que será aumentado para atender à reivindicação do Paraguai.
-O Paraguai nunca sairá dali, será sempre nosso vizinho; nós também não vamos sair daqui. Então, o melhor é uma boa convivência. Além disso, é bom para o Brasil que o Paraguai se desenvolva e possa consumir nossos produtos, são 6 milhões de paraguaios - disse Bernardo, antecipando a argumentação do governo ao Congresso quando propuser o aumento do pagamento pela energia do Paraguai. O DEM já se prepara para questionar este aumento.
Na conversa com o presidente Lugo, o presidente Lula disse que gostaria que o Paraguai se desenvolvesse tanto que não tivesse a disponibilidade de vender a energia para o Brasil - embora criasse um problema para o Brasil. Ele quis dizer que estava na torcida pelo desenvolvimento do Paraguai, mas isso demanda ao menos uma década.
A decisão dos dois presidentes de submeter o acordo ao Congresso tem o objetivo de selar um acordo de forma definitiva, sem riscos de as reivindicações ressurgirem de tempos em tempos. No Paraguai, Lugo tem sido criticado e o acordo firmado com o Brasil criticado pois o aumento tem sido considerado ínfimo. O Paraguai queria mais. O aumento só será pago após a aprovação do acordo pelos dois Congressos.
O Brasil é o credor do Paraguai porque comprou os títulos da dívida de Itaipu. Portanto, se o Paraguai reagir, poderia não fazer o pagamento. Por outro lado, o Paraguai não tem como vender essa energia a outro país, pois não existem linhas de transmissão.
- Só se vender a energia enlatada para a Argentina - brincou Bernardo.
O Brasil quer, ainda, com o acordo, se aproximar do Paraguai e ajudar no desenvolvimento do país vizinho. Uma autoridade do governo observou que hoje a economia paraguaia é dominada pela China e pela Coréia. O Brasil quer se aproximar do mercado.

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