Pessoas que viram Kaká crescer garantem: ele está sendo forçado a sair do Milan.
E magoado.
Ele está decepcionado com os rumos que a sua vida esportiva está tomando.
Nada contra o Real Madrid.
Tudo contra a diretoria do Milan.
Primeiro veio o devaneio dos árabes, com a chuva de petroeuros.
Valeu a pena a sensação de rasgar dinheiro para não jogar no Manchester City.
A Itália e o mundo compreenderam a sua dedicação, a vontade de fazer Milão sua casa.
Houve aqueles que acharam uma loucura virar as costas para a riqueza definitiva.
E acreditaram que ele deveria ganhar uma vaga no Vaticano.
Depois houve a despedida do eterno capitão milanês, Maldini.
Kaká tinha certeza que herdaria não só a faixa de capitão, mas a admiração dos torcedores.
Ficaria até encerrar a carreira vestindo vermelho e negro.
Nunca teve a ganância de ganhar o maior salário do mundo.
Estava feliz da vida com seus excepcionais rendimentos.
Com as fotos para a Armani.
Com o dizimo que reservava para a igreja que segue.
Com a perspectiva de educar seu filho em Milão.
Mas Silvio Berlusconi é Silvio Berlusconi.
Kaká pode pensar, agir e sentir como um italiano.
Mas Berlusconi não se esqueceu que ele é braziliano.
Nunca vestirá a camiseta azul da Seleção Italiana.
É um mero jogador de futebol.
Não uma entidade.
Um produto para dar lucro.
Por isso Kaká está sendo pressionado dentro do próprio Milan.
Ele percebeu que os abraços agora têm outra intenção.
O dinheiro do Real Madrid é mais importante que sua dedicação.
Seu amor ao clube.
Magoado, o braziliano Kaká já está arrumando sua mala.
E como escreveu um poeta...
Com a leve sensação de quem já vai tarde...
Escrito por Cosme Rímoli
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