Duas irmãs, a vendedora A.C.P.L., 32, e a analista de crédito K.F.P.L., 26, vão entrar na segunda-feira com queixa-crime na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) contra uma loja autorizada da operadora de telefonia celular Claro, no Shopping Piracicaba. Elas já registraram um Boletim de Ocorrência, de número 4.728/09, por injúria, às 21h15 de quinta-feira. Tudo começou na tarde de quinta-feira, quando as duas decidiram comprar um novo celular. "Logo que chegamos, percebemos uma coisa diferente por parte de dois vendedores, que ficaram reprimindo meus filhos e da minha irmã, que estavam junto com a gente. Eles falavam que não podiam mexer, como se estivessem incomodados", conta A. A situação piorou quando elas apresentaram comprovantes de residência com data de janeiro, que não foram aceitos. "Minha irmã ficou nervosa, mas eu disse para a gente ir à Vivo. Foi pior, porque outra vendedora falou `vão mesmo, suas pretas'. Aí eu me senti ofendida", diz. A. admite que a irmã se excedeu e chutou um banner da loja, mas explica que foi por causa da situação do momento. "Eu fiquei com ódio. Já tinha sentido racismo, mas disfarçado e não relevante", diz a vendedora. No B.O. constam dois vendedores, C.S.C., 23, e C.B., 21, e a justificativa é que as clientes não apresentaram documentação atualizada. Porém, A. conta que ontem de manhã, usando os mesmos documentos, comprou um celular em outra loja autorizada da Claro, localizada à rua Rangel Pestana, no Centro. "Fiz isso para ver se era verdade a argumentação deles, mas não tive empecilho nenhum e fui muito bem atendida", revela. A assessoria de imprensa da Claro afirma que está investigando o que aconteceu. "A Claro informa que está apurando os fatos ocorridos na loja em Piracicaba, e que tomará as providências cabíveis. A Claro esclarece que tem por política não aceitar qualquer tipo de discriminação e reafirma seu compromisso com a qualidade do atendimento e de seus serviços", destaca a nota oficial.
sábado, 30 de maio de 2009
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