terça-feira, 18 de agosto de 2009

A dois dias das eleições, atentados deixam mortos no Afeganistão

Carro-bomba explodiu contra comboio de tropas estrangeiras em Cabul.
Na província de Uruzgan, um suicida matou cinco pessoas.
Do G1, com agências internacionais

A dois dias das eleições presidenciais, atentados provocaram pânico e mortes no Afeganistão. Na capital, Cabul, um suicida explodiu um carro-bomba contra um comboio de tropas estrangeiras. O número de mortos, segundo a agência Associated Press, é de sete (entre eles dois agentes da ONU), com mais de 50 feridos. Já de acordo com a Reuters, há dois mortos e 16 feridos. Horas antes do ataque, dois morteiros atingiram as proximidades do palácio presidencial em Cabul, segundo o Exército americano.

Também nesta terça-feira (18), um um suicida quebrou os portões de uma base militar na província de Uruzgan e se explodiu, matando três soldados afegãos e dois civis, segundo o chefe de polícia provincial, Juma Gul Hemat.

Os talibãs anunciaram um boicote às eleições e ameaçaram empreender atentados na quinta-feira. A Otan anunciou nesta terça que suas forças irão paralisar a ofensiva militar no dia do pleito e que só agirão se considerarem "muito necessário para a proteção da população". O nível de alerta está máximo nesses dias até as eleições.

Policial checa local de atentado nos arredores de Cabul,
nesta terça-feira (18) (Foto: David Guttenfelder/AP)
O atentado de Cabul deixou agentes da ONU feridos e veículos incendiados. A porta-voz do Exército americano Elizabeth Mathias não deu detalhes sobre o ataque nas proximidades do palácio presidencial, mas sabe-se que nem o presidente karzai nem outra pessoa ficou ferida.

EUA
Nesta segunda-feira, o presidente Barack Obama afirmou que a guerra no Afeganistão é uma "necessidade" e não uma "escolha" para os americanos.

Segundo a rede BBC, durante um discurso para veteranos de guerra no Estado americano do Arizona, Obama disse que a rede extremista Al-Qaeda planeja novos ataques contra os Estados Unidos, o que torna o combate à rede e ao grupo Talebã "fundamental para a defesa dos EUA".

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