segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Advogado apresenta ao STF pedido para libertar médico Roger Adbelmassih

da Folha Online
Após a Justiça paulista e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negarem o pedido de liberdade para o médico Roger Abdelmassih, a defesa recorreu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar a libertação do médico.

Segundo o advogado José Luís Oliveira Lima, o pedido de liberdade foi apresentado ao órgão no último sábado (22) e deve ser julgada entre hoje e amanhã (25). Enquanto aguarda a decisão, o médico permanece preso no 40º DP (Vila Santa Maria).

Um dos mais famosos especialistas em reprodução assistida do país, Abdelmassih, 65, é acusado de crimes sexuais contra ex-pacientes e está preso desde a última segunda-feira (17), quando o juiz Bruno Paes Stranforini, da 16ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e decretou a prisão preventiva.

Na quarta-feira (19), o Cremesp (Conselho Regional de Medicina de São Paulo) decidiu suspender o registro de Abdelmassih. Com a decisão, está proibido de exercer a medicina até que seu caso seja julgado pelos médicos conselheiros do Cremesp.
Acusação
O médico foi denunciado (acusado formalmente) pela Promotoria na última quinta-feira (13) sob acusação de 56 estupros. A denúncia foi feita com base em legislação que passou a vigorar no último dia 7, segundo a qual o antigo "ato libidinoso" passa a ser considerado como "estupro". Pela legislação anterior, seriam 53 atentados violentos ao pudor (atos libidinosos) e três estupros (quando há conjunção carnal).

Em geral, as mulheres o acusam de tentar beijá-las ou acariciá-las quando estavam sozinhas --sem o marido ou a enfermeira presente. Algumas disseram ter sido molestadas após a sedação.
Outro lado
Durante a investigação, o médico negou as acusações por diversas vezes.
O advogado José Luís Oliveira Lima, um dos defensores do médico afirma que a prisão é ilegal e mantém a afirmação de que o "[médico é inocente".

"Essa prisão não se justifica porque o dr. Roger é [réu] primário, permaneceu em liberdade durante todo o inquérito, se colocou à disposição da Justiça, tem residência fixa, continuava trabalhando normalmente [...]. Então qual é o motivo da prisão, em um país onde a liberdade é a regra?", questionou o advogado na última segunda, após a prisão do médico.

Lima disse que a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra seu cliente é fantasiosa. "Eu reafirmo que essa denúncia é fruto da criatividade intelectual do representante do Ministério do Público', disse. 'Não é verdade essa afirmação. Não há provas disso", afirmou, sobre as 56 acusações de estupro feitas pela Promotoria.

"Um homem que teve 20 mil clientes, mais de 7.000 clientes tiveram filhos, eu não tenho a menor dúvida que todo procedimento dele foi dentro da ética e da legalidade", afirmou o advogado do médico.

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