quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Taiwan desafia China e autoriza visita do Dalai Lama

Líder espiritual foi convidado para confortar famílias de vítimas de tufão.
China condenou a possibilidade da entrada de Dalai Lama na ilha.
Da Reuters, G1
O governo de Taiwan aprovou uma visita do Dalai Lama na próxima semana para confortar os familiares das vítimas do violento tufão Morakot, ameaçando prejudicar seus laços com a China em um momento de crescimento do comércio e investimentos entre os dois rivais políticos.
Pequim considerada o líder espiritual tibetano que vive no exílio um separatista e condena suas viagens pelo exterior. A China se manifestou condenando a possível visita: "Não importa sob qual seja a forma ou identidade usada por Dalai para entrar em Taiwan, nós definitivamente somos contrários a isso", disse um comunicado do escritório chinês para assuntos taiwaneses, divulgado pela agência chinesa Xinhua.

Um assessor do Dalai Lama na cidade indiana de Dharamsala disse que o líder espiritual gostaria de visitar Taiwan e ficou contente com a possibilidade, apesar de nenhuma data ter sido agendada.
De qualquer forma, autoridades afirmam que provavelmente a China não deve tomar nenhum passo contra Taiwan que possa prejudicar as crescentes relações econômicas entre os dois rivais. A ilha é uma região de governo próprio mas que a China afirma ser uma província rebelde.
"Pequim ficará desconfortável, mas se eles entendem como o desastre foi grave, eles vão mostrar algum respeito ao povo de Taiwan", disse à agência de notícias Reuters Wu Den-yih, secretário-geral do Partido Nacionalista de Taiwan, do governo.
Cerca de 650 pessoas podem ter morrido após a passagem do tufão Morakot entre 7 e 9 de agosto, o pior a atingir a ilha nos últimos 50 anos.
A China reclama soberania sobre Taiwan desde 1949, quando as forças de Mao Tsé-Tung ganharam a guerra civil chinesa e os derrotados escaparam para a ilha. Pequim promete recuperar o controle de Taiwan, mesmo que seja necessário usar a força.

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