Mundo enfrenta ameaça de crise social, diz presidente do Banco Mundial
da Folha Online
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, declarou que há o risco de uma "grave crise humana e social", por causa da crise econômica atual, se não forem tomadas as medidas adequadas a tempo.
"Se não tomarmos medidas, há o risco de que ocorra uma grave crise humana e social, com implicações políticas muito importantes", disse ele, em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal espanhol "El País".
O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, advertiu para riscos sociais
O titular do Banco Mundial alertou que o cenário atual ainda é imprevisível e que é melhor "estar preparado". "O que começou como uma grande crise financeira e se converteu em profunda crise econômica, agora está derivando para uma grande crise de desemprego".
"Se criarmos infraestruturas que ponham essas pessoas para trabalhar, isso pode ser uma forma de unir planos de curto prazo com estratégias de longo prazo", avaliou.
Zoellick teme por "zonas de penumbra", como o risco de aumento do protecionismo e problemas de dívida privada em economias emergentes. "E ainda há o que eu chamo de fator X, algo que nunca se vê acontecendo, como a gripe A [a gripe suína]", acrescentou.
Retomada
O titular do Banco Mundial não rechaçou a hipótese de uma retomada da economia mundial, como várias autoridades dos países mais desenvolvidos têm sugerido. Mas advertiu que "será uma recuperação de baixa intensidade, durante um tempo prolongado", e acrescentou: "o desemprego vai continuar crescendo".
"A probabilidade de uma grande depressão é baixa, porém nunca nula
domingo, 24 de maio de 2009
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