Postado por Cristiana Lôbo em 04 de agosto de 2009 Blog da Cristiana Lôbo, G1.
A sessão do Senado na tarde desta terça-feira foi bem mais amena do que a da segunda-feira em que o comando do PMDB decidiu “partir para a guerra” e responder aos ataques desferidos pelos críticos de José Sarney. A expectativa agora é quanto à sessão desta quarta que vai acontecer depois da decisão do presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, sobre cinco representações apresentadas contra Sarney. As informações correntes no Senado indicam que Duque vai pedir o arquivamento das cinco. Daí, a temperatura deve subir novamente.
Pelo menos uma das representações - a que responsabiliza Sarney pelos atos secretos do Senado - será questionada pelos partidos de oposição, com o apoio do PT. Se isso acontecer, haverá maioria no Conselho de Ética e tudo indica que vencerá a proposta de abertura de processo contra o presidente do Senado. A partir daí, ele não poderá mais renunciar ao mandato para preservar os direitos políticos.
É de se prever que, se aberto processo contra Sarney, o PMDB vá, mais uma vez, partir para o ataque e, no limite, preparar retaliações aos senadores que votarem ou comandarem o processo contra José Sarney. Em outra ponta, o partido, que é o principal aliado do governo, aumente a pressão e a cobrança de contrapartida do PT ao aliado no Congresso.
Além da reunião do Conselho de Ética a quarta-feira deve ser quente com a promessa do discurso de José Sarney - que seria nesta terça-feira, mas foi transferido para esta quarta-feira. E, ainda, apresentada nota assinada por senadores do PSDB, DEM, PDT e PSB pedindo a Sarney que se afaste temporariamente do cargo. A idéia do senador Cristovam Buarque, encarregado de redigir a nota, é recolher assinaturas dos senadores individualmente - o que servirá de uma prévia de um eventual placar caso o processo contra Sarney chegue ao Plenário. Senadores dissidentes do PMDB como Jarbas Vasconcelos e Pedro Simon devem subscrever a nota, mas os petistas, embora defendam a licença temporária de Sarney estão instruídos a não assiná-la.
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