terça-feira, 4 de agosto de 2009

Manifestantes pedem saída de Sarney e são expulsos do Senado

Laryssa Borges
Direto de Brasília
Manifestantes com uma faixa de "Fora Sarney" foram expulsos a força do Senado nesta terça-feira, após realizarem protesto silencioso nas galerias do Plenário da Casa. Alguns manifestantes disseram ter sido agredidos pela Polícia Legislativa do Congresso, o que não foi negado nem confirmado pela entidade.

O chefe da Polícia do Senado, Pedro Araújo Carvalho, informou que as pessoas que fizeram o protesto passarão por exame de corpo de delito, assim como os policiais envolvidos no episódio, para detectar eventuais violências físicas.

O grupo de manifestantes, formado por cerca de 25 pessoas ligadas aos sindicatos dos Metalúrgicos de São José dos Campos e de Alimentos de Goiânia, ao movimento Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), além de ex-funcionários da Embraer, utilizaram máscaras cirúrgicas com escrituras pedindo a saída do presidente do Senado.

Uma faixa de plástico com a frase "Fora Sarney" foi apreendida e parte dela, rasgada. O senador Adelmir Santana (DEM-DF), que presidia a sessão, pediu que os policiais acabassem com os protestos. O regimento interno da Casa impede qualquer tipo de manifestação em Plenário, seja a favor, seja contra os parlamentares. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), chegou a solicitar que não houvesse violência por parte dos policiais.

"Houve agressão física, estávamos em silêncio. O presidente Sarney é corrupto, tem que ser derrubado, e ainda agride quem se manifesta. Fomos recebidos desse jeito por um Senado corrupto", afirmou o diretor nacional da Conlutas, Atenágoras Lopes. "As pessoas não podem continuar vendo isso (denúncias de corrupção). Há um monte de corrupção nesse Senado", completou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Vivaldo Araújo.

Para o chefe da Polícia do Senado, caso fique provado que alguém mentiu ao dizer que foi agredido, a legislação prevê penas como a prestação de serviços comunitários e o pagamento de cestas básicas. "Não sei o que aconteceu. Dizer que foi agredido ou não vamos saber após abrir uma ocorrência. Eles vão contar os fatos que estão alegando e, se for o caso, podem ser levados para o IML (Instituto de Medicina Legal). Por mais que falem que isso (manifesto) é pacífico, não é permitido apreço ou desapreço. Não é nem permitido falar que o senador é bonito", esclareceu o policial.

"O que não pode é a pessoa pensar que (o Senado) é praça pública", concluiu o chefe da polícia, que admitiu que, desde que começou a crise que assola o Senado, os policiais têm recebido ordens de atuar com "mais atenção".
Redação Terra

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