terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sarney passa no primeiro teste

Postado por Cristiana Lôbo em 03 de agosto de 2009 Blog da Cristiana Lôbo, G1
O senador José Sarney presidiu a sessão do Senado por mais de uma hora e meia nesta segunda-feira e não ouviu nenhum discurso constrangedor ou pedido para que se afastasse da presidência da Casa. Para a sessão de reabertura dos trabalhos do Senado, o PMDB mobilizou uma tropa de senadores fiéis para ficar de prontidão para responder a discursos prometidos pelos senadores Pedro Simon (PMDB-RS) e Arthur Virgílio(PSDB-AM). Ao deixar o Plenário, perguntado se ouvira pedidos da família para renunciar à presidência do Senado, Sarney, que há dias evitava a imprensa, disse: “Isso não existe”.

Ao chegar para a sessão de reabertura dos trabalhos, Sarney recebeu a companhia do senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) que depois de fazer um discurso sobre a homilia do Papa Bento XVI, subiu até a Mesa e sentou-se ao lado do presidente. Alguns senadores se revezaram na tribuna, mas nenhum quis abordar a crise do Senado. Simon e Arthur Virgílio estavam em Plenário, assim como o líder do PMDB, Renan Calheiros, e vários senadores aliados.

Depois que Sarney deixou o Plenário, Renan seguiu atrás e reafirmou que o PMDB deve entrar com representação contra o senador Arthur Virgílio - em resposta à representação do PSDB contra José Sarney. Porém, mais uma vez, disse que não há data marcada. “Será no curso da semana”.

Os aliados de Sarney avaliam que o presidente do Senado desmontou duas teorias: a de que ele seria hostilizado por senadores que defendem sua renúncias - afinal, muitos estavam em plenário e nenhum deixou a sessão por conta de sua presença -, e não lhe teria faltado condições políticas para presidir a sessão.

Sarney classificou de “muito bom” o retorno ao trabalho e, quando perguntado se estava confiante, disse: “nunca deixei de estar confiante”.

A estratégia de resistir em Brasília, presidindo as sessões do Senado foi definida em reunião de Sarney com o líder do PMDB, Renan Calheiros e o líder do PTB, Gim Argello. Eles avaliaram que, se Sarney decidisse viajar em seguida à reabertura dos trabalhos iria passar a idéia de enfraquecimento. Sarney ficará em Brasília até quarta-feira e depois de viajar para São Paulo, a fim de acompanhar a recuperação de sua mulher, Marly Sarney, que foi submetida a cirurgia em São Paulo.

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