terça-feira, 4 de agosto de 2009

Segundo tempo no Senado, é só o começo

Postado por Cristiana Lôbo em 03 de agosto de Blog da Cristian Lôbo, G1.
A sessão do Senado nesta segunda-feira foi uma demonstração do que pode ser o segundo semestre na Casa: discursos inflamados, troca de acusações e constrangimentos. Se José Sarney venceu o primeiro teste, quando não foi importunado enquanto presidia a sessão, no segundo momento ele não passaria.

O discurso do senador Pedro Simon que, tinha o objetivo, como disse, de pedir a paz na Casa com o afastamento de Sarney da presidência, foi o combustível para uma sessão tumultuada. Fernando Collor de Mello chegou ao Plenário ofegante depois de uma corrida de seu gabinete até a sessão para defender o colega Renan Calheiros e, ao mesmo tempo, negar que tenha decidido lançar-se à presidência da República em reunião com amigos na China, entre os quais, Renan Calheiros.
- Engula, digira ou faça o que quiser - disse Collor, que proibiu Simon de pronunciar seu nome em discurso.

Renan Calheiros acusou Simon de falar uma coisa em particular e outra em público “como ele imagina que quer a opinião pública”, Welllington Salgado também defendeu Sarney.

Apoiaram Simon os senadores Jarbas Vasconcelos, Renato Casagrande, Cristóvam Buarque, Eduardo Suplicy, Álvaro Dias e Arthur Virgílio. Depois, recebeu o abraço, sem discurso, de Tião Viana e Flávio Arns.

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