O vaivém de José Sarney levou o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) a inaugurar uma nova articulação no Senado.
Pioneiro na defesa do licenciamento de Sarney, tese que se disseminou, Cristovam acha que os senadores devem “dar um passo adiante”.
“Não há possibilidade de votar mais nada sob a presidência do Sarney. Ou ele se licencia ou, a meu ver, não se deveria votar nada...”
“...Defendo que o Senado fique em compasso de espera até o Sarney sair. Não temos como votar nada antes de resolver esse contencioso”.
Ecoando uma declaração que fizera na véspera o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), Cristovam disse ao blog: “O Sarney não preside mais o Senado”.
De resto, Cristovam considera “desrespeitosa” a movimentação de Lula para segurar Sarney na cadeira.
“O presidente da República esqueceu o princípio da independência dos Poderes. O Lula está tratando o Congresso como se fosse um ministério dele”.
Em viagem à Líbia, encerrada nesta terça (1), Lula como que administrou a crise do Senado pelo telefone.
Na segunda (30), ordenara a Dilma Rousseff que refreasse o ímpeto de renúncia de Sarney. Pediu ao morubixaba do PMDB que não decidesse nada antes de sua volta.
Nesta terça, agiu para conter o movimento anti-Sarney que se havia inaugurado no seio da bancada de senadores do PT.
Egresso do PT, Cristovam foi, sob Lula, o primeiro titular do ministério da Educação. Foi demitido pelo telefone, durante uma viagem internacional.
Agora, ele traça uma analogia entre o passado e o presente:
“Do mesmo jeito que o Lula demitiu um ministro pelo telefone, agora pede a um presidente do Congresso que fique...”
“...O ministro ele tinha o direito de demitir por telefone. Mas o presidente do Congresso foi eleito pelos senadores...”
“...O Lula tem que deixar que os senadores resolvam os seus problemas. Ele está ajudando a desmoralizar mais o Senado, que já está no fundo do poço”.
Desencantado, Cristovam acrescenta: “A democracia exige um mínimo de estética. Estão matando a beleza da política...”
“...Infelizmente, não há feiúra maior na democracia brasileira do que o Senado atual”.
Resta agora saber quantos colegas de Cristovam se animarão a segui-lo na tese da interrupção das votações enquanto Sarney for o presidente.
Escrito por Josias de Souza às 02h09, Folha Online, UOL.
Pioneiro na defesa do licenciamento de Sarney, tese que se disseminou, Cristovam acha que os senadores devem “dar um passo adiante”.
“Não há possibilidade de votar mais nada sob a presidência do Sarney. Ou ele se licencia ou, a meu ver, não se deveria votar nada...”
“...Defendo que o Senado fique em compasso de espera até o Sarney sair. Não temos como votar nada antes de resolver esse contencioso”.
Ecoando uma declaração que fizera na véspera o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), Cristovam disse ao blog: “O Sarney não preside mais o Senado”.
De resto, Cristovam considera “desrespeitosa” a movimentação de Lula para segurar Sarney na cadeira.
“O presidente da República esqueceu o princípio da independência dos Poderes. O Lula está tratando o Congresso como se fosse um ministério dele”.
Em viagem à Líbia, encerrada nesta terça (1), Lula como que administrou a crise do Senado pelo telefone.
Na segunda (30), ordenara a Dilma Rousseff que refreasse o ímpeto de renúncia de Sarney. Pediu ao morubixaba do PMDB que não decidesse nada antes de sua volta.
Nesta terça, agiu para conter o movimento anti-Sarney que se havia inaugurado no seio da bancada de senadores do PT.
Egresso do PT, Cristovam foi, sob Lula, o primeiro titular do ministério da Educação. Foi demitido pelo telefone, durante uma viagem internacional.
Agora, ele traça uma analogia entre o passado e o presente:
“Do mesmo jeito que o Lula demitiu um ministro pelo telefone, agora pede a um presidente do Congresso que fique...”
“...O ministro ele tinha o direito de demitir por telefone. Mas o presidente do Congresso foi eleito pelos senadores...”
“...O Lula tem que deixar que os senadores resolvam os seus problemas. Ele está ajudando a desmoralizar mais o Senado, que já está no fundo do poço”.
Desencantado, Cristovam acrescenta: “A democracia exige um mínimo de estética. Estão matando a beleza da política...”
“...Infelizmente, não há feiúra maior na democracia brasileira do que o Senado atual”.
Resta agora saber quantos colegas de Cristovam se animarão a segui-lo na tese da interrupção das votações enquanto Sarney for o presidente.
Escrito por Josias de Souza às 02h09, Folha Online, UOL.
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