José Sarney pode ter encontrado a fórmula para levar o PT a recuar no discurso e não mais pedir o seu afastamento temporário da presidência do Senado. Ao dizer com todas as letras que não pretende se licenciar do cargo, mas poderia renunciar ao cargo, o que abriria a necessidade de nova eleição para a presidência do Senado, Sarney amedrontou o PT que, imediatamente, deu um passo atrás. O partido que no meio da tarde defendeu o afastamento de Sarney da presidência do Senado por 30 dias, já não acha isso tão fundamental assim. Mas só dará a palavra final depois de encontro com o presidente Lula, nesta quinta-feira. O PT continua cobrando o compromisso de mudanças na Casa. A renúncia de Sarney obrigaria a uma nova eleição para a presidência do Senado em 45 dias, em ambiente de grande confusão para o governo.
Aloízio Mercadante, acompanhado de grande parte da bancada de senadores petistas, foi ao encontro de Sarney no fim desta tarde para dizer que o partido considera importante a criação de uma comissão para discutir e propor mudanças no Senado. Essa comissão seria composta de senadores e especialistas da sociedade civil e teria a tarefa de propor uma ampla reforma no Senado. Além disso, o Senado deveria aprovar uma Lei de Responsabilidade Administrativa e Fiscal e ser criado o Colégio de Líderes como uma nova instância para decisões da Casa, tal como ocorre na Câmara.
- Se nós fazemos leis para todo mundo, por que não podemos fazer para nós mesmos? Para reformar o Senado, de modo a enxugar gastos, estabelecer metas e dar transparência a nossos atos? - questionou Mercadante, reunido em seu gabinete com vários senadores do PT.
Os que ali estavam - Paulo Paim, Serys Shelesarenko, Fátima Cleide e Ideli Salvatti - apoiavam o recuo no discurso petista de não mais exigir a saída de Sarney. A renúncia, lembraram, implicaria a chegada do tucano Marconi Perillo à presidência do Senado e isso poderia gerar problemas para o governo.
Ao mesmo tempo, os petistas avaliaram que esta pode ser uma oportunidade para reaglutinação da base governista, que se dividiu na eleição de Sarney. O PMDB ficou com Sarney e o PT lançou Tião Viana.
- O PMDB é fundamental para o governo; e Sarney é uma figura central do PMDB - disse um dos senadores, demonstrando que a mudança de opinião do partido tem a ver com a estratégia política do governo Lula e também da candidatura de Dilma Roussef à presidência no ano que vem.
Na reunião da tarde da bancada do PT esteve presente o presidente do partido, Ricardo Berzoini. Cristiana Lôbo (01/07/2009), às 20h13, G1
Aloízio Mercadante, acompanhado de grande parte da bancada de senadores petistas, foi ao encontro de Sarney no fim desta tarde para dizer que o partido considera importante a criação de uma comissão para discutir e propor mudanças no Senado. Essa comissão seria composta de senadores e especialistas da sociedade civil e teria a tarefa de propor uma ampla reforma no Senado. Além disso, o Senado deveria aprovar uma Lei de Responsabilidade Administrativa e Fiscal e ser criado o Colégio de Líderes como uma nova instância para decisões da Casa, tal como ocorre na Câmara.
- Se nós fazemos leis para todo mundo, por que não podemos fazer para nós mesmos? Para reformar o Senado, de modo a enxugar gastos, estabelecer metas e dar transparência a nossos atos? - questionou Mercadante, reunido em seu gabinete com vários senadores do PT.
Os que ali estavam - Paulo Paim, Serys Shelesarenko, Fátima Cleide e Ideli Salvatti - apoiavam o recuo no discurso petista de não mais exigir a saída de Sarney. A renúncia, lembraram, implicaria a chegada do tucano Marconi Perillo à presidência do Senado e isso poderia gerar problemas para o governo.
Ao mesmo tempo, os petistas avaliaram que esta pode ser uma oportunidade para reaglutinação da base governista, que se dividiu na eleição de Sarney. O PMDB ficou com Sarney e o PT lançou Tião Viana.
- O PMDB é fundamental para o governo; e Sarney é uma figura central do PMDB - disse um dos senadores, demonstrando que a mudança de opinião do partido tem a ver com a estratégia política do governo Lula e também da candidatura de Dilma Roussef à presidência no ano que vem.
Na reunião da tarde da bancada do PT esteve presente o presidente do partido, Ricardo Berzoini. Cristiana Lôbo (01/07/2009), às 20h13, G1
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