Oscar Arias diz que falta de diálogo pode causar uma guerra civil.
Acertos entre delegações sobre o acordo fracassaram.
Do G1, com agências*
O presidente da Costa Rica Oscar Arias, à esquerda, acompanha representantes das delegações que divergem sobre os planos de paz para Honduras.
Do G1, com agências*
O presidente da Costa Rica Oscar Arias, à esquerda, acompanha representantes das delegações que divergem sobre os planos de paz para Honduras.
O mediador da crise em Honduras, o presidente costarriquenho, Oscar Arias, pediu neste domingo (19) mais 72 horas aos protagonistas da crise política para reconduzir a negociação, após a negativa da delegação do governo de fato de Roberto Micheletti em aceitar sua proposta para o país. "Quero receber 72 horas para continuar trabalhando, desta vez, de maneira mais árdua para ver se podemos realmente chegar a um acordo entre as partes em conflito", disse Arias, para quem a alternativa ao diálogo pode ser uma "guerra civil e um derramamento de sangue". Arias disse que a delegação do presidente deposto Manuel Zelaya "aceitou a proposta na íntegra, o que não foi o caso da de Roberto Micheletti".
O "mapa do caminho" de Arias previa a restituição de Zelaya no poder, a criação de um governo de conciliação nacional composto por todas as forças políticas e que o presidente deposto desistisse de realizar uma consulta para convocar uma Assembleia Constituinte, entre outros pontos.
O diálogo entre as delegações reunidas na Costa Rica fracassou em encontrar uma solução para a crise política em Honduras, depois que o grupo do novo líder do país, Roberto Micheletti, rejeitou a proposta apresentada no sábado pelo mediador e presidente costarriquenho, Oscar Arias. O ponto que provocou a suspensão das conversas foi exatamente o eixo do plano formulado por Arias, que pedia o retorno do deposto Manuel Zelaya ao poder e a formação de um Governo de coalizão e união nacional. O atual chanceler de Honduras, Carlos López, declarou à imprensa após o fim da reunião na casa de Arias que se desculpava com o mediador, mas que sua proposta era "inaceitável, especialmente em seu ponto principal". "Sinto muito, mas as propostas em que o senhor insistiu são inaceitáveis para o Governo constitucional de Honduras que eu represento", disse perante a imprensa. López reiterou que o novo Governo hondurenho de Roberto Micheletti "representa a vontade geral, toda a institucionalidade jurídica e exerce o controle pacífico em todo o território". Já Arias lamentou que na discussão não se tenha chegado a um bom termo hoje e lembrou que a delegação que representa Zelaya "aceitou integralmente" sua proposta, o que não ocorreu com a de Micheletti. O mediador afirmou que nos próximos três dias, ainda na Costa Rica, tentará convencer Micheletti a aceitar sua proposta de sete pontos e que seja alcançada uma solução pacífica para o conflito, iniciado em 28 de junho passado. Arias manifestou seu temor de que, caso não se chegue a uma saída para a crise na mesa do diálogo, seja gerada uma guerra civil e "um derramamento de sangue" em Honduras. A ex-ministra de Energia e líder da delegação de Zelaya em San José, Rixi Moncada, lamentou a "intransigência do Governo de fato". Moncada ressaltou que sua delegação aceitou "de boa fé" o processo de diálogo e que apesar da recusa da comitiva de Micheletti, mantém sua disponibilidade diante das ações do mediador.
Com France Presse e Efe
O "mapa do caminho" de Arias previa a restituição de Zelaya no poder, a criação de um governo de conciliação nacional composto por todas as forças políticas e que o presidente deposto desistisse de realizar uma consulta para convocar uma Assembleia Constituinte, entre outros pontos.
O diálogo entre as delegações reunidas na Costa Rica fracassou em encontrar uma solução para a crise política em Honduras, depois que o grupo do novo líder do país, Roberto Micheletti, rejeitou a proposta apresentada no sábado pelo mediador e presidente costarriquenho, Oscar Arias. O ponto que provocou a suspensão das conversas foi exatamente o eixo do plano formulado por Arias, que pedia o retorno do deposto Manuel Zelaya ao poder e a formação de um Governo de coalizão e união nacional. O atual chanceler de Honduras, Carlos López, declarou à imprensa após o fim da reunião na casa de Arias que se desculpava com o mediador, mas que sua proposta era "inaceitável, especialmente em seu ponto principal". "Sinto muito, mas as propostas em que o senhor insistiu são inaceitáveis para o Governo constitucional de Honduras que eu represento", disse perante a imprensa. López reiterou que o novo Governo hondurenho de Roberto Micheletti "representa a vontade geral, toda a institucionalidade jurídica e exerce o controle pacífico em todo o território". Já Arias lamentou que na discussão não se tenha chegado a um bom termo hoje e lembrou que a delegação que representa Zelaya "aceitou integralmente" sua proposta, o que não ocorreu com a de Micheletti. O mediador afirmou que nos próximos três dias, ainda na Costa Rica, tentará convencer Micheletti a aceitar sua proposta de sete pontos e que seja alcançada uma solução pacífica para o conflito, iniciado em 28 de junho passado. Arias manifestou seu temor de que, caso não se chegue a uma saída para a crise na mesa do diálogo, seja gerada uma guerra civil e "um derramamento de sangue" em Honduras. A ex-ministra de Energia e líder da delegação de Zelaya em San José, Rixi Moncada, lamentou a "intransigência do Governo de fato". Moncada ressaltou que sua delegação aceitou "de boa fé" o processo de diálogo e que apesar da recusa da comitiva de Micheletti, mantém sua disponibilidade diante das ações do mediador.
Com France Presse e Efe
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