da Folha Online
O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, disse nesta segunda-feira que é impossível evitar um confronto em Honduras enquanto o governo interino, que classificou de ditadura, permanecer no poder. A declaração de Insulza vem apenas horas depois de Zelaya convocar uma insurreição popular no país diante do fracasso da segunda rodada de diálogo mediado pelo presidente costarriquenho, Oscar Árias.
"É quase impossível evitar [o confronto] ou pedir calma quando a ditadura pretende ficar no poder", disse Insulza nesta segunda-feira, em declarações à rádio Cooperativa do Chile.
O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, disse nesta segunda-feira que é impossível evitar um confronto em Honduras enquanto o governo interino, que classificou de ditadura, permanecer no poder. A declaração de Insulza vem apenas horas depois de Zelaya convocar uma insurreição popular no país diante do fracasso da segunda rodada de diálogo mediado pelo presidente costarriquenho, Oscar Árias.
"É quase impossível evitar [o confronto] ou pedir calma quando a ditadura pretende ficar no poder", disse Insulza nesta segunda-feira, em declarações à rádio Cooperativa do Chile.
O tom do discurso de Insulza não é novo. O próprio Arias já havia alertado neste domingo, ao final do diálogo, que se as duas partes não retomassem a negociação, poderia haver um banho de sangue no país.
Presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, convoca insurreição no país
Ele pediu 72 horas de prazo, um pedido que Insulza apoiou, mas que suas mais recentes declarações parecem contradizer.
"O presidente Arias deu um tempo de espera de 72 horas para que as posições mudem, ou seja, sobretudo para que o governo de facto flexibilize sua posição. E a verdade é que esse é o principal problema", destacou Insulza.
"No geral, o espírito é evitar a violência e o confronto entre os hondurenhos. Não acho que o caminho do confronto seja bom, mas acho que não vamos evitá-lo se não houver, da parte do governo interino alguma, flexibilidade", acrescentou.
"Não há nada no mundo que a apoie [a "ditadura"], então é uma loucura isto, mas uma loucura que pode custar muito caro aos hondurenhos", continuou Insulza.
O ex-ministro chileno afirmou ainda que não está otimista com o novo prazo de diálogo. "Vamos esperar até quarta-feira, mas isto não significa que vai haver muito diálogo, simplesmente vamos saber se as coisas progrediram ou não", completou.
Presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, convoca insurreição no país
Ele pediu 72 horas de prazo, um pedido que Insulza apoiou, mas que suas mais recentes declarações parecem contradizer.
"O presidente Arias deu um tempo de espera de 72 horas para que as posições mudem, ou seja, sobretudo para que o governo de facto flexibilize sua posição. E a verdade é que esse é o principal problema", destacou Insulza.
"No geral, o espírito é evitar a violência e o confronto entre os hondurenhos. Não acho que o caminho do confronto seja bom, mas acho que não vamos evitá-lo se não houver, da parte do governo interino alguma, flexibilidade", acrescentou.
"Não há nada no mundo que a apoie [a "ditadura"], então é uma loucura isto, mas uma loucura que pode custar muito caro aos hondurenhos", continuou Insulza.
O ex-ministro chileno afirmou ainda que não está otimista com o novo prazo de diálogo. "Vamos esperar até quarta-feira, mas isto não significa que vai haver muito diálogo, simplesmente vamos saber se as coisas progrediram ou não", completou.
Insurreição
Em entrevista coletiva concedida na Embaixada de Honduras em Manágua, na qual esteve acompanhado de seus delegados no diálogo na Costa Rica, Zelaya anunciou a organização de uma "frente interna" no país para "derrubar os golpistas".
Ele afirmou que o artigo 3 da Constituição hondurenha estabelece o direito à insurreição. "Vou estar em Honduras e vou seguir fazendo tudo o que tiver que fazer (...) até que este grupo usurpador do poder tenha que se submeter às ordens que deu a comunidade internacional que é vinculativo a Honduras", enfatizou.
Zelaya deu como esgotado o diálogo por causa do que considerou a soberba e desrespeito da delegação do presidente interino, Roberto Micheletti.
O presidente deposto revelou que, a partir de hoje à noite, começará a preparar sua volta a Honduras "com todos os mecanismos que disponibilizam as leis e o povo hondurenho", e que espera que nesta ação seja acompanhada pela imprensa internacional.
Diálogo
Os esforços por um diálogo entre as duas partes começaram no último dia 9 de julho. Após dois dias de conversas, Arias conseguiu apenas uma promessa de que as negociações seriam retomadas. Micheletti e Zelaya, que foram pessoalmente até San José, nem ao menos se reuniram na mesma sala.
Neste sábado, Arias retomou o diálogo com delegações representando os presidente deposto e interino. Arias apresentou uma proposta de sete pontos, que incluía a restituição de Zelaya, um governo de união e a antecipação do pleito.
Zelaya aceitou o pacote e prometeu ainda que adiaria sua volta ao país até esta sexta-feira (24). Os representantes de Micheletti pediram mais tempo e reiteraram que a volta de Zelaya à Presidência não era negociável.
Neste domingo, ambas as delegações retomaram os esforços de mediação da crise. Os impasses, contudo, continuaram os mesmos e o diálogo acabou em fracasso.
Histórico
Esta é a pior crise política na América Central desde o fim da Guerra Fria, e representa um desafio em meio aos esforços do governo de Barack Obama para melhorar as relações de Washington com a América Latina.
Zelaya foi deposto depois de contrariar a elite e o Congresso de Honduras com suas tentativas de ampliar o limite de mandatos presidenciais. A comunidade internacional em geral se mobilizou por sua volta ao poder, o que inclui o governo Obama e a Assembleia Geral da ONU.
Mas o presidente interino se recusa a ceder o poder, conforme havia sugerido Arias em dois dias de negociações durante o fim de semana.
A OEA (Organização dos Estados Americanos) atribuiu toda a culpa pelo impasse a Micheletti. 'Lamentamos profundamente essa atitude da delegação do governo de fato no sentido de rejeitar a proposta', disse o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza. 'Não a compreendemos.'
A exemplo de Arias, Insulza citou a ameaça de violência em Honduras caso Micheletti não reconsidere sua decisão e afirmou que o órgão vai aumentar a pressão sobre os interinos.
Já os EUA pareceram adotar uma atitude mais cautelosa. 'As pessoas que têm negociado têm o poder de (alcançar) uma resolução, mas afinal isso tem de ser uma solução de Honduras para Honduras', disse o porta-voz do Departamento de Estado Rob McInturff.
Os EUA, que são o principal parceiro comercial de Honduras, cortaram, a ajuda militar ao governo interino e ameaçaram suspender também a ajuda econômica.
Com agências internacionais
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