O presidente deposto hondurenho Manuel Zelaya voltou nesta sexta-feira à Nicarágua após permanecer duas horas em território hondurenho, no ponto fronteiriço de Las Manos, informou a agência EFE.Zelaya chegou ao posto de Las Manos, no lado nicaraguense da fronteira, depois de passar por Manágua e pela cidade de Estelí às 13h10 (16h10 de Brasília), com o objetivo de reingressar em seu país de origem.
Antes de ultrapassar a fronteira, o presidente conversou por celular com diversas personalidades internacionais e meios de comunicação. Nessa zona do território nicaraguense fronteiriço com Honduras estavam dezenas de seguidores de Zelaya, que chegaram de ônibus procedentes do país para se encontrar com o líder deposto e acompanhá-lo em seu retorno.
"Não tenho medo quando trabalho por uma causa justa e nobre", Zelaya disse a alguém por telefone celular momentos depois de atravessar a fronteira cercado por muitos seguidores.
O lado hondurenho da fronteira comum está sendo vigiado por soldados do Exército e da polícia. A chegada de Zelaya à fronteira com Honduras aconteceu pouco depois que o governo interino estabeleceu um novo toque de recolher especial, que começou a vigorar ao meio-dia (15h de Brasília), para as fronteiras com Nicarágua e El Salvador.
Antes de chegar à fronteira, ele disse na localidade nicaraguense de Yalagüina que tem meios aéreos e terrestres para entrar "imediatamente" no país "com bandeiras brancas da paz".
Clima tenso em HondurasDuas pessoas foram baleadas na localidade hondurenha de El Paraíso, onde o Exército tentava impedir que seguidores de Manuel Zelaya alcançassem a fronteira com a Nicarágua para receber o líder, segundo informou a agência estatal de informação da Venezuela.
A Agencia Bolivariana de Noticias (ABN) informou que Manuel Arquímides Rodríguez foi ferido em um dos ombros e Moisés Rivas em uma orelha, ambos por supostos disparos de membros do Exército de Honduras. Uma correspondente da ABN na região também afirmou que os militares lançaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de chumbo, informou a agência em seu site.
Zelaya teria escolhido retornar ao seu país nesta sexta-feira em homenagem à data de nascimento de Simon Bolívar, que nasceu no dia 24 de julho de 1783 em Caracas, na Venezuela. Bolívar foi responsável direto pela libertação de cinco países sul-americanos do domínio espanhol: Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru e Equador.Com agências internacionais
Redação Terra
Nenhum comentário:
Postar um comentário