quarta-feira, 24 de junho de 2009

A difícil situação de Sarney

Postado por Cristiana Lôbo em 23 de junho de 2009
José Sarney disse na tarde desta segunda-feira no Senado que não foi eleito para limpar as lixeiras da Casa e sim para ser o presidente do Senado e cuidar da política. Mas, eleito, ele terá sim de cuidar da faxina. E a resposta está sendo aguardada para esta terça-feira. A Mesa Diretora do Senado vai se reunir às 17 horas e daí devem (espera-se, ao menos) sair medidas concretas para que o Senado possa superar a crise que se arrasta há mais de quatro meses.
Aliado de Sarney, Renan Calheiros começou a ouvir senadores sobre as medidas a serem adotadas pela Mesa. Já estava certo que o diretor-geral Alexandre Gazineu será afastado. Mas há também sugestão para que sejam substituídos todos os diretores da área administrativa, inclusive o de Recursos Humanos, de onde saem funcionários a confirmar a informação de que os atos eram secretos a pedido de Agaciel Maia, Gazineu e de José Carlos Zogbi - a trinca que ficou conhecida na gestão da Casa.
Renan esta fazendo essas conversas em favor de Sarney que, segundo amigos, está deprimido - e já teria perdido seis quilos - por conta dos aborrecimentos com a crise. Ao mesmo tempo, foi descoberto mais um funcionário do Senado que presta serviços a Sarney no Maranhã: Raimundo Nonato Quintiliano, funcionário da presidência do Senado que está à disposição da Fundação de José Sarney, em São Luiz do Maranhão.
A cada dia, pinga uma denúncia nova contra Sarney ou seus familiares. Isso está incomodando senadores que gostariam de ver o Senado virar a página da crise. Mas isso não está sendo possível. Até porque Sarney não é dado a medidas drásticas, como o momento exige.
*** Há um arquivo no Senado enumerando os 663 atos da Mesa que ficaram secretos e, agora, estão sendo publicados em boletins suplementares. Neste trabalho, constatou-se que alguns atos foram publicados em boletins internos. Apenas um, até agora, não havia sido publicado em local algum: é o que concede direito vitalício a tratamento de saúde a três altos funcionários do Senado: Agaciel Maia, então diretor-geral; Raimundo Carredo, ex-secretário-geral da Mesa, hoje ministro do TCU (a indicação fora feita pelo PMDB de Renan Calheiros) e Cláudia Lyra, atual secretária-geral da Mesa. O benefício fora concedido em reunião da Mesa presidida por Antonio Carlos Magalhães e recebeu a assinatura dos demais integrantes, como Eduardo Suplicy. Mas nunca foi publicado. G1

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