Postado por Cristiana Lôbo em 23 de junho de 2009 G1.
No Senado, a conversa sobre eventual substituição de José Sarney na presidência do Senado já é feita às claras. Tanto que surgiu um movimento em contrário, em defesa dele. Começa pelo “quem vai suceder?”
O governo, o PT e o PMDB não aceitariam a presença do PSDB no comando do Senado, nem interinamente. É que se Sarney deixar a presidência, assumiria o primeiro-vice, o senador goiano Marcone Perillo. Primeiro, porque é da oposição. Mas, principalmente, porque o presidente Lula não gostaria de ver Perillo na presidência do Senado - Lula tem dito que não confia no senador Marcone Perillo desde que com ele negociou a aprovação da CPMF, no fim de 2007, e Perillo pontificou na tribuna contra o chamado imposto do cheque, que acabou derrotado.
A partir daí, já há quem fale no afastamento dos dois - de Sarney e de Perillo - como chegou a falar o senador Pedro Simon. O que já seria muito difícil de acontecer. Mas quem o PMDB indicaria para o lugar. Na primeira vez, recentemente, que houve vacância, com o afastamento de Jader Barbalho, foi escolhido Ramez Tebet; no afastamento de Renan, Garibaldi Alves. E agora? Não há um nome. A bancada do PMDB é repleta de suplentes que não teriam condições de assumir o comando da Casa.
Com este cenário, alguns que estavam defendendo o afastamento de Sarney da presidência do Senado, já recuam. Acham que o melhor seria ele comandar as reformas radicais no Senado e permanecer no cargo.
Mas se há uma coisa que não existe é Sarney comandando qualquer reforma radical. Ele faz parte do atual funcionamento do Senado e nem compreende a necessidade de mudanças tão firmes.
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