terça-feira, 30 de junho de 2009

Governistas ignoram acordo e CPI não será instalada



Para forçar investigação, oposição promete ‘obstrução’
Na pauta, 2 MPs: Minha Casa, Minha Vida e enchentes

No último dia 17, uma quarta-feira, reuniram-se no Senado quatro líderes:

José Agripino Maia (DEM), Arthur Virgílio (PSDB), Renan Calheiros (PMDB) e Romero Jucá (Governo).

Discutiram a encrenca que retarda, há mais de 40 dias, a instalação da CPI da Petrobras.

Romero Jucá, líder de Lula no Senado, sugeriu uma data: 30 de junho. Era lorota.

Membro mais velho da CPI, caberia a Paulo Duque (PMDB-RJ) convocar a reunião da CPI.

Soldado de Renan, Duque não moveu uma palha. Nenhum dos 11 integrantes da comissão foi convocado.

Abespinhado, o líder ‘demo’ Agripino Maia reafimou na noite passada: “Vamos obstruir as votações no plenário”.

Afora o esforço de mobilização, os governistas ensaiam um discurso para constranger os líderes rivais.

Há na pauta de votações desta terça (30) duas medidas provisórias que têm forte apelo popular.

A primeira fixa as regras do Minha Casa, Minha Vida –o programa que embute o sonho da construção de 1 milhão de moradias.

A outra libera R$ 300 milhões para socorrer Estados infelicitados por enchentes ou por estiagens.

Confirmando-se a tática da obstrução, os líderes governistas dirão que a oposição prejudica o país, não a gestão Lula.

Na prática, as providências previstas nas medidas provisórias já estão sendo implementadas.

Uma MP passa a vigorar assim que é publicada no Diário Oficial. Mas o Congresso precisa ratificar o texto.

Há, de resto, um outro tema incômodo na pauta de votações do Senado: a aprovação dos nomes de 23 novos integrantes do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

O mandato dos antigos integrantes do CNJ expirou em 12 de junho. O órgão programara uma reunião com os novos conselheiros para o dia 15.

Mercê da demora do Senado, o encontro foi adiado para o final de junho. O mês termina nesta terça (30). E nada.

Para este caso, Agripino Maia aventa a hipótese de abrir uma exceção. É o único ponto que admite votar, contudo.

Resta saber se a oposição terá como levar a ferro e fogo o bloqueio à construção de casas e ao socorro a flagelados. Pode custar caro.
Da Folha Online, Portal UOL.

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