terça-feira, 30 de junho de 2009

Estado é cúmplice no crime que matou Sophie

Estado é cúmplice no crime que matou Sophie
26-06-2009
Não para na tortura aplicada pela tia o crime contra a menina Sophie Zanger, de quatro anos, que morreu de traumatismo craniano no hospital de Saracuruna, na Baixada Fluminense. Criminoso é também o estado, que lhe negou socorro por quase 24 horas.
Desacordada, cabeça rachada, punhos quebrados e corpo coberto por cicatrizes, a criança foi transportada – sabe-se lá como - por cerca de 200 quilômetros até que fosse encontrado um hospital público no qual houvesse um neurocirurgião.
Da Unidade de Pronto Atendimento, onde o primeiro médico que a atendeu percebeu a gravidade e a encaminhou para um hospital, até o Saracuruna, no qual foi finalmente socorrida, Sophie peregrinou por três hospitais: Rocha Faria, Getúlio Vargas e Pedro II. Todos da rede estadual de saúde.
Morta a menina há quase uma semana e denunciada a tortura promovida pela tia, Geovana dos Santos, 42 anos, o caso caminha para o enterro comum às desgraças da banda desabonada da sociedade. A polícia vai empacotar o inquérito, enviá-lo à Justiça e, daqui a alguns meses, teremos mais um bandido pobre no xadrez.
A ninguém ocorreu que, se é tarefa da polícia proteger a população, por que não apurar com o governador ou o secretário de Saúde a quem, afinal, fica entregue a saúde do carioca, quando os hospitais públicos não estão habilitados a socorrê-lo. Ou será que o crime é dos médicos que continuam longe dos plantões para os quais são pagos? Blog Xico Vargas, Portal do Uol.

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