O conceito de cumprimento de prazos é realmente elástico dentro do Congresso. A Câmara dos Deputados acaba de prorrogar o prazo para concluir a investigação sobre o crime cometido dentro da Casa com créditos de passagens aéreas.
O episódio estourou em abril. Até agora, nada. É a velha estratégia de tentar esfriar o assunto ao máximo para evitar punição.
As desculpas para o atraso foram dadas em nota oficial da Câmara (íntegra no final deste post). A mais fascinante é que “as companhias aéreas ainda não encaminharam documentos, solicitados em abril”. Incrível. O Congresso não consegue fazer com que as empresas aéreas apresentem documentos que foram usados para emitir passagens para... o próprio Congresso. O Poder Legislativo, como se diz, é rrealmente um retrato do Brasil.
Outra desculpa: “É necessário realizar mais diligências, analisar documentos já coletados e colher novos depoimentos”. A Câmara tem perto de 15 mil funcionários. Se houvesse desejo real de apurar os fatos, em uma semana tudo estaria pronto.
Mas a Câmara está se concedendo mais 30 dias para apurar o que aconteceu. O ato da prorrogação será publicado amanhã. Ou seja, a nova data limite cai no dia 23 de julho –bem no meio do recesso dos deputados. É ou não é para abafar o assunto?
A seguir, a íntegra da nota da Câmara atrasando a investigação sobre a venda irregular de passagens aéreas:
Câmara estende prazo de sindicância sobre passagens aéreas
Comissão que apura uso indevido de créditos ainda não recebeu documentação de companhias aéreas
A Diretoria-Geral da Câmara dos Deputados publicará nesta terça-feira (23) portaria em que prorroga por mais 30 dias o prazo para comissão de sindicância administrativa apurar fatos relativos a possível uso indevido de créditos de passagens aéreas. A comissão pediu a extensão do prazo porque:
- as companhias aéreas ainda não encaminharam documentos, solicitados em abril, relativos à emissão e utilização das passagens; esses papéis são imprescindíveis para a conclusão das investigações;
- durante a sindicância, mais 14 parlamentares solicitaram a apuração de gastos de suas cotas aéreas;
- é necessário realizar mais diligências, analisar documentos já coletados e colher novos depoimentos.
O episódio estourou em abril. Até agora, nada. É a velha estratégia de tentar esfriar o assunto ao máximo para evitar punição.
As desculpas para o atraso foram dadas em nota oficial da Câmara (íntegra no final deste post). A mais fascinante é que “as companhias aéreas ainda não encaminharam documentos, solicitados em abril”. Incrível. O Congresso não consegue fazer com que as empresas aéreas apresentem documentos que foram usados para emitir passagens para... o próprio Congresso. O Poder Legislativo, como se diz, é rrealmente um retrato do Brasil.
Outra desculpa: “É necessário realizar mais diligências, analisar documentos já coletados e colher novos depoimentos”. A Câmara tem perto de 15 mil funcionários. Se houvesse desejo real de apurar os fatos, em uma semana tudo estaria pronto.
Mas a Câmara está se concedendo mais 30 dias para apurar o que aconteceu. O ato da prorrogação será publicado amanhã. Ou seja, a nova data limite cai no dia 23 de julho –bem no meio do recesso dos deputados. É ou não é para abafar o assunto?
A seguir, a íntegra da nota da Câmara atrasando a investigação sobre a venda irregular de passagens aéreas:
Câmara estende prazo de sindicância sobre passagens aéreas
Comissão que apura uso indevido de créditos ainda não recebeu documentação de companhias aéreas
A Diretoria-Geral da Câmara dos Deputados publicará nesta terça-feira (23) portaria em que prorroga por mais 30 dias o prazo para comissão de sindicância administrativa apurar fatos relativos a possível uso indevido de créditos de passagens aéreas. A comissão pediu a extensão do prazo porque:
- as companhias aéreas ainda não encaminharam documentos, solicitados em abril, relativos à emissão e utilização das passagens; esses papéis são imprescindíveis para a conclusão das investigações;
- durante a sindicância, mais 14 parlamentares solicitaram a apuração de gastos de suas cotas aéreas;
- é necessário realizar mais diligências, analisar documentos já coletados e colher novos depoimentos.
Por Fernando Rodrigues, Portal UOL
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