sexta-feira, 26 de junho de 2009

PF investiga ‘negócios’ do neto de Sarney no Senado



A Polícia Federal decidiu esquandrinhar a atuação da empresa Sarcris na intermediação de empréstimos a servidores do Senado.

A empresa tem como sócio José Adriano Cordeiro Sarney, 29 anos, neto do senador José Sarney e filho do deputado Zequinha Sarney.

Os repórteres Leandro Colon e Rodrigo Rangel informam que, em princípio, a ação da Sarcris será investigada num inquérito aberto em 13 de maio, para perscrutar a ação de outras firmas - entre elas a Contact.

Trata-se daquela empresa que tem no rol de sócios uma ex-babá octogenária, “laranja” do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi.

A Contact também faturou milhões intermediando o acesso de casas bancárias ao milionário universo dos empréstimos consignados do Senado.

A PF não exclui, porém, a hipótese de abrir um inquérito específico para o caso da empresa do neto de Sarney.

Por ora, tenta-se verificar se há algum tipo de ligação entre a empresa do neto do presidente do Senado e as firmas da ex-baba do antigo diretor.

De resto, deseja-se apurar se José Adriano Sarney se valeu do nome e do prestígio do avô para cavar o acesso de bancos à folha do Senado.

A empresa do neto começou a operar em 2007. Desde então, recebeu delegação de seis instituições financeiras para agenciar empréstimos no Senado.

Dessa meia dúzia de contratos, quatro continuam em vigor. O filão dos empréstimos a servidores é gordo: R$ 144 milhões por ano na Casa.

O neto do senador-presidente diz que o faturamento de sua empresa é de “menos de R$ 5 milhões” por ano. Um portento. Escrito por Josias de Souza, Portal UOL.

Nenhum comentário: