RIO DE JANEIRO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quarta-feira o bate-boca entre os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) ocorrido esta semana. Sem citar diretamente os nomes dos parlamentares, Lula classificou a discussão como "abaixo da média".
"Vamos ver os debates que estão acontecendo no nosso querido Senado. Uma instituição tão importante para a democracia deste país e recentemente o nível do debate está abaixo da média de compreensão da nossa sociedade", disse Lula durante cerimônia de 150 da Igreja Presbiteriana do Brasil.
"Vamos ver os debates que estão acontecendo no nosso querido Senado. Uma instituição tão importante para a democracia deste país e recentemente o nível do debate está abaixo da média de compreensão da nossa sociedade", disse Lula durante cerimônia de 150 da Igreja Presbiteriana do Brasil.
O presidente também recomendou que os senadores fiquem mais atentos ao que dizem, uma vez que a transmissão pela TV é imediata. Sem mencionar que discursos deste tipo não deveriam ser televisionados, disse ainda que as TVs não têm contribuído para a formação do jovem brasileiro.
Lula participa das comemorações do sesquicentenário da Igreja Presbiteriana do Brasil "São todas pessoas formadas, acima de 35 anos, e são pessoas que, em vez de prestarem atenção no que a TV está transmitindo, poderiam agir de forma mais civilizada. As pessoas se agridem de tal modo que mesmo aquele cidadão que gosta de política fica sem compreender o que está acontecendo", acrescentou.
A troca de ofensas entre Renan e Tasso ocorreu no plenário do Senado, fruto da crise que atinge instituição e seu presidente, José Sarney (PMDB-AP).
Renan, aliado de Sarney, chamou Tasso de "coronel" enquanto Tasso revidou classificando o colega de "cangaceiro de terceira categoria". Renan também teria dito um palavrão, fora do microfone, dirigido a Tasso, tucano cujo partido é o mais forte opositor a Sarney e que vem cobrando sua saída do cargo.
De seu lado, Lula vem apoiando a permanência no cargo de Sarney, seu aliado.
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