quinta-feira, 11 de junho de 2009

Água quente

Postado por Cristiana Lôbo em 10 de junho de 2009, G1
É crescente a pressão para tornar nulos os atos tomados pela Mesa do Senado e que tiveram carater secreto ao longo dos últimos anos - são mais de 300, segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. Entre os atos que não foram divulgados está a demissão de João Fernando Sarney, neto do senador José Sarney, que foi obrigado a se afastar do Senado quando o Supremo Tribunal Federal adotou a súmula do nepotismo, a que proibe a contratação de parentes no serviço público sem concurso. João Fernando tem 22 anos e ganhava no Senado até outubro do ano passado salário de R$ 7,6 mil.
Para alguns senadores, estes atos secretos do Senado são a mais grave denúncia surgida até agora sobre a administração da Casa nos últimos anos. Por falta de divulgação, eles devem ser anulados por não curmprirem o preceito da transparência.
Perguntado se seria o caso de anular os atos ou apenas divulgá-los, Sarney disse que pretende adotar a transparência e divulgar cada ato, como já está fazendo a primeira-secretaria do Senado. O primeiro-secretário, Heráclito Fortes, disse que não poderia anular os atos sem antes divulgá-los. Só depois, segundo ele, seria analisada a necessidade de cada um deles para depois a decisão ser tomada.
A possibilidade de que decisões da Mesa não chegassem ao conhecimento do público mostra o poder dos dirigentes do Senado e, particularmente, dos administradores da Casa. O senador José Sarney disse que espera do trabalho da Fundação Getúlio Vargas uma renovação das normas para dar mais transparência Pas decisões da Mesa.
Sarney não quis falar claramente se tinha conhecimento ou não da nomeação de seu neto João Fernando para o gabinete do senador Epitácio Cafeteira, (PMDB-MA), seu aliado político. disse que não pediu nada e quem fez a nomeação foi o senador.
Também foi nomeada a mulher do deputado Eliseu Padilha - e o ato também ficou na gaveta.

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