Um tribunal na Coreia do Norte condenou duas jornalistas americanas a 12 anos de trabalhos forçados, de acordo com a mídia local. Euna Lee e Laura Ling foram consideradas culpadas de "atos hostis" e ingresso ilegal no país comunista.Lee e Ling foram presas em março, depois de supostamente entrar na Coreia do Norte cruzando a fronteira chinesa.As autoridades americanas disseram que estão "profundamente preocupadas" com a sentença e pediram a libertação das duas mulheres por razões humanitárias.O julgamento foi realizado em um momento de crescente tensão por causa do programa nuclear da Coreia do Norte."O julgamento confirmou o crime grave que elas (as repórteres) cometeram contra a nação coreana e a entrada ilegal no país (...) elas foram condenadas, cada uma, a 12 anos de recuperação através do trabalho", disse a agência de notícias estatal KCNA.A agência não deu mais detalhes.Não foi permitido que observadores estrangeiros estivessem presentes na audiência judicial em Pyongyang.Com o veredicto, as jornalistas podem passar anos em um dos campos de prisioneiros norte-coreanos, onde as condições de vida seriam extremamente duras, disse o correspondente da BBC na capital sul-coreana, Seul, Chris Hogg.'Trunfos' O Departamento de Estado americano disse, em nota: "Nós estamos profundamente preocupados com a notícia da condenação de duas jornalistas que são cidadãs americanas pelas autoridades norte-coreanas, e nós estamos engajados através de todos os canais possíveis em assegurar a libertação delas."Euna Lee e Laura Ling foram presas por guardas norte-coreanos no dia 17 de março enquanto faziam uma reportagem na fronteira entre a China e a Coreia do Norte sobre refugiados para um o Current TV, um canal de TV de internet sediado na Califórnia.Algumas fontes sugerem que as mulheres foram detidas em solo chinês, mas a mídia estatal norte-coreana disse que elas tinham entrado ilegalmente na Coreia do Norte.Há temores de que as jornalistas americanas serão usadas agora como "trunfos" pelo líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, em seus esforços para conseguir concessões de Washington, disse Hogg.As famílias de Lee e Ling apelaram por clemência e pediram a Pyongyang e Washington para não associar o caso ao atual impasse diplomático entre os dois países.
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