terça-feira, 16 de junho de 2009

Instituto Adolfo Lutz detecta mutação no vírus da gripe suína em SP


CLAYTON FREITAS
da Folha Online
O Instituto Adolfo Lutz, ligado ao governo do Estado de São Paulo, conseguiu isolar o vírus da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1)-- e detectou uma nova "estirpe" da doença no Brasil. Os técnicos brasileiros perceberam um padrão diferente para o vírus daquele que foi registrado pelo CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos) com base em amostras retiradas de pacientes da Califórnia.
Segundo pesquisadores do instituto, foi detectado, por intermédio de sequenciamento genético, que houve mutação na proteína Hemaglutinina, responsável pela capacidade de infecção do vírus. A variação revelada passa a ser chamada de A/São Paulo/H1N1.
De acordo com a Secretaria do Estado da Saúde, o vírus da gripe suína foi fotografado pelo setor de setor de microscopia eletrônica do instituto --a imagem do vírus foi ampliada em 200 mil vezes, por meio de um equipamento que possui a capacidade de aumentar esse tipo de imagem em até 1 milhão de vezes.
Os técnicos do Adolfo Lutz afirmam que o isolamento do vírus da gripe suína irá contribuir para a produção da vacina e detectar a resposta aos medicamentos antivirais.

Pandemia
O Ministério da Saúde confirmou nesta segunda-feira (16) mais cinco casos de gripe suína no Brasil, elevando para 74 o número de casos confirmados. De acordo com a pasta, quatro casos foram confirmados em São Paulo, Estado com o maior número de contaminações confirmadas, e um no Distrito Federal.
Segundo o governo, todos os pacientes estão em tratamento e passam bem. Não foram informados detalhes sobre os casos.
Os Estados que possuem casos confirmados de contaminação pela gripe suína são: São Paulo (27), Santa Catarina (17), Rio de Janeiro (10), Minas Gerais (9), Tocantins (4), Distrito Federal (3), Mato Grosso (2), Bahia (1) e Rio Grande do Sul (1).

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