segunda-feira, 15 de junho de 2009

Oposição cede nas ONGs para ter a CPI da Petrobras

Dono da presidência da CPI das ONGs, o DEM prepara uma meia-volta na manobra que acomodou o líder tucano Arthur Virgílio (AM) na relatoria da comissão.

Em privado, o líder ‘demo’ José Agripino Maia (RN) antecipou o movimento a interlocutores com os quais conversou no final de semana.

O consórcio governista condiciona o início da CPI da Petrobras à devolução da relatoria das ONGs ao senador Ignácio Arruda (PCdoB-CE).

Para Agripino, a oposição precisa retirar o pretexto do caminho. Do contrário, arrisca-se a fazer o jogo do governo, empurrando a investigação petroleira as calendas.

Agripino discutirá o assunto com sua bancada, nesta terça (16). O tema constará também da pauta de uma reunião da bancada do PSDB.

Antes de devolver ao governo a cadeira de relator da CPI das ONGs, Arthur Virgílio vai, por assim dizer, capitalizar o gesto.

Pretende realçar ao longo da semana o “plano de trabalho” que apresentou na semana passada.

Um plano que sugere a ressurreição de linhas de investigação que o governista Ignácio Arruda mandara à gaveta.

Eliminado o pretexto das ONGs, a bola da CPI da Petrobras volta aos pés da bancada governista. Uma bola quadrada.

Remanescem as divergências entre os líderes do PT, Aloizio Mercadante, e do PMDB, Renan Calheiros.

Puseram-se de acordo quanto ao controle dos dois postos de comando da CPI da Petrobras. A presidência vai para o PT. A relatoria, para o PMDB.

Não conseguem se entender, porém, quanto aos nomes. Mercadante acha que o relator deveria ser Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula.

Renan ainda simula resistência. Lula prometera intervir. Não moveu, porém, uma palha.
Escrito por Josias de Souza, Folha Online.

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