Com a compra da rede Ponto Frio anunciada nesta segunda-feira, o Grupo Pão de Açúcar intensifica o objetivo de se tornar forte no setor não-alimentício, colocado em pauta há cinco anos na empresa, segundo o presidente do conselho de administração, Abilio Diniz. A rede, que já possuía presença pouco expressiva no mercado de eletrodomésticos e eletrônicos, passa a concorrer com mais fôlego contra gigantes como Wal-Mart e Casas Bahia.
Segundo Fernando Campello, gerente de contas da Hera Investment, a aquisição marca a entrada do Pão de Açúcar em um mercado com menor margem de lucro do que o principal negócio da companhia atualmente.
"O Ponto Frio é forte na linha branca e com eletroeletrônicos. É um mercado que tem margens menores e competição acirrada, enquanto o Pão de Açúcar tem a liderança no seu setor. Faz sentido porque diversifica a operação. Pega a expertise de outra empresa para ampliar a sua", afirmou Campello.
Com a bandeira Extra Eletro, o Pão de Açúcar já operava no setor de eletrônicos, mas sem muita expressão. Para o especialista em fusões e aquisições Marco Aurélio Militelli, a manutenção das marcas não deve criar conflito.
"Uma rede especializada em eletroeletrônicos vem em consoante ao movimento do Pão de Açúcar que começou alguns anos atrás. O público atendido não é exatamente igual. Não vejo colisão, mas pode ser que criem diferenciação de marcas posteriormente", disse.
No comércio eletrônico também não deve haver sobreposição. Segundo Troiano, o risco de perder clientes com o fim de alguma das marcas é muito grande. "Matar uma marca pode abrir o flanco para Casas Bahia e Wal-Mart crescerem. Vejo que é uma forma de aumentar alternativas de compra. Quando o cliente tem mais alternativas, é mais provável que ele faça a compra dentro grupo", apontou.
Demonstração de força Com a transação, o Grupo Pão de Açúcar retoma a liderança do varejo perdida para o Carrefour no início de 2008 e deixa grupo e marca mais fortes, de acordo com analistas.
A incorporação da loja de eletroeletrônicos colocará o faturamento do grupo em cerca de R$ 26 bilhões, quase dobrando o número de lojas em 18 Estados do País - as bandeiras de supermercados Pão de Açúcar, Extra, CompreBem, Sendas e Assai tinham 600 estabelecimentos em março e se juntam a 455 pontos de venda do Ponto Frio, somando 1055. "As marcas corporativas são mais poderosas quanto maior é o número de negócios que ela pode abrigar, como no caso da GE (General Electric) que fabrica desde secadores a turbinas de aviões e aparelhos de raio-x. Além disso, quem paga mais de R$ 800 milhões (na aquisição do Ponto Frio) é porque tem onde tirar dinheiro. Reflete poder, respeitabilidade e solidez", explicou Jaime Troiano, diretor da Troiano Consultoria de Marca.
Investidores Embora a aquisição deixe claro a busca da liderança e a diversificação das operações pelo Pão de Açúcar, a compra do Ponto Frio pode afetar negativamente a conta do grupo. No primeiro trimestre deste ano, a rede varejista de eletrônicos registrou prejuízo de R$ 30 milhões e vinha tentando se reestruturar, com corte de gastos administrativos, redução no quadro de pessoal e fechamento de lojas consideradas não rentáveis.
Para Campello, a aposta do Pão de Açúcar é na capacidade de seu presidente, Claudio Galeazzi, de tornar a rede lucrativa. "É o grande talento dele, mas prejudica a própria contabilidade do Pão de Açúcar, que sobrevive mais às oscilações de mercado, mas não fica mais rentável", explicou. "A compra reitera que a ação do grupo é defensiva e corta o potencial de crescimento no médio prazo", completou.
Segundo Fernando Campello, gerente de contas da Hera Investment, a aquisição marca a entrada do Pão de Açúcar em um mercado com menor margem de lucro do que o principal negócio da companhia atualmente.
"O Ponto Frio é forte na linha branca e com eletroeletrônicos. É um mercado que tem margens menores e competição acirrada, enquanto o Pão de Açúcar tem a liderança no seu setor. Faz sentido porque diversifica a operação. Pega a expertise de outra empresa para ampliar a sua", afirmou Campello.
Com a bandeira Extra Eletro, o Pão de Açúcar já operava no setor de eletrônicos, mas sem muita expressão. Para o especialista em fusões e aquisições Marco Aurélio Militelli, a manutenção das marcas não deve criar conflito.
"Uma rede especializada em eletroeletrônicos vem em consoante ao movimento do Pão de Açúcar que começou alguns anos atrás. O público atendido não é exatamente igual. Não vejo colisão, mas pode ser que criem diferenciação de marcas posteriormente", disse.
No comércio eletrônico também não deve haver sobreposição. Segundo Troiano, o risco de perder clientes com o fim de alguma das marcas é muito grande. "Matar uma marca pode abrir o flanco para Casas Bahia e Wal-Mart crescerem. Vejo que é uma forma de aumentar alternativas de compra. Quando o cliente tem mais alternativas, é mais provável que ele faça a compra dentro grupo", apontou.
Demonstração de força Com a transação, o Grupo Pão de Açúcar retoma a liderança do varejo perdida para o Carrefour no início de 2008 e deixa grupo e marca mais fortes, de acordo com analistas.
A incorporação da loja de eletroeletrônicos colocará o faturamento do grupo em cerca de R$ 26 bilhões, quase dobrando o número de lojas em 18 Estados do País - as bandeiras de supermercados Pão de Açúcar, Extra, CompreBem, Sendas e Assai tinham 600 estabelecimentos em março e se juntam a 455 pontos de venda do Ponto Frio, somando 1055. "As marcas corporativas são mais poderosas quanto maior é o número de negócios que ela pode abrigar, como no caso da GE (General Electric) que fabrica desde secadores a turbinas de aviões e aparelhos de raio-x. Além disso, quem paga mais de R$ 800 milhões (na aquisição do Ponto Frio) é porque tem onde tirar dinheiro. Reflete poder, respeitabilidade e solidez", explicou Jaime Troiano, diretor da Troiano Consultoria de Marca.
Investidores Embora a aquisição deixe claro a busca da liderança e a diversificação das operações pelo Pão de Açúcar, a compra do Ponto Frio pode afetar negativamente a conta do grupo. No primeiro trimestre deste ano, a rede varejista de eletrônicos registrou prejuízo de R$ 30 milhões e vinha tentando se reestruturar, com corte de gastos administrativos, redução no quadro de pessoal e fechamento de lojas consideradas não rentáveis.
Para Campello, a aposta do Pão de Açúcar é na capacidade de seu presidente, Claudio Galeazzi, de tornar a rede lucrativa. "É o grande talento dele, mas prejudica a própria contabilidade do Pão de Açúcar, que sobrevive mais às oscilações de mercado, mas não fica mais rentável", explicou. "A compra reitera que a ação do grupo é defensiva e corta o potencial de crescimento no médio prazo", completou.
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