Documento entregue por Cristovam Buarque é assinado por 20 senadores.
Além de mudanças no Senado, também pedem a saída do diretor-geral.
Robson Bonin Do G1, em Brasília.
Robson Bonin Do G1, em Brasília.
Um dia após reivindicar no plenário do Senado a demissão do diretor-geral, Alexandre Gazzineo, e a adoção de uma reforma administrativa na Casa, o grupo suprapartidário formado por integrantes do PSDB, PT, PMDB, PSB e PDT, protocolou nesta quinta-feira (18) o conjunto de medidas no gabinete do presidente da Mesa Diretora, José Sarney (PMDB-AP).
Representando os parlamentares, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi o responsável pela entrega do documento. Ele tinha a intenção de apresentar pessoalmente o texto, assinado por 20 senadores, a Sarney. Como o presidente ainda não havia chegado na Casa, o pedetista preferiu apenas protocolar o documento. "Deixei combinado que conversaria mais tarde com o presidente", disse Buarque.
Parlamentares de todos os partidos da casa assinaram a lista de reivindicações. Buarque disse que os senadores aguardam uma resposta de Sarney já na próxima semana.
Para o pedetista, se Sarney não acatar as sugestões, a crise só tende a piorar. "O Senado está dividido entre os que acham que está tudo bem e os que acham que alguma coisa tem de ser feita. Se o presidente não acolher as propostas, essa divisão vai se agravar", disse Buarque.
Representando os parlamentares, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) foi o responsável pela entrega do documento. Ele tinha a intenção de apresentar pessoalmente o texto, assinado por 20 senadores, a Sarney. Como o presidente ainda não havia chegado na Casa, o pedetista preferiu apenas protocolar o documento. "Deixei combinado que conversaria mais tarde com o presidente", disse Buarque.
Parlamentares de todos os partidos da casa assinaram a lista de reivindicações. Buarque disse que os senadores aguardam uma resposta de Sarney já na próxima semana.
Para o pedetista, se Sarney não acatar as sugestões, a crise só tende a piorar. "O Senado está dividido entre os que acham que está tudo bem e os que acham que alguma coisa tem de ser feita. Se o presidente não acolher as propostas, essa divisão vai se agravar", disse Buarque.
Ao pedir a saída de Gazzineo - substituto de Agaciel Maia, que deixou a função após ser acusado de omitir uma mansão de R$ 5 milhões da sua declaração de renda -, o grupo de parlamentares pede que seja realizada eleição entre os senadores para a escolha do novo diretor-geral.
O candidato escolhido teria de passar por uma sabatina feita pelos senadores e ainda apresentar uma proposta de reforma administrativa, prevendo o enxugamento da estrutura do Senado e a substituição de outros diretores.
Pela sugestão dos senadores, o novo diretor vai ter metas administrativas para cumprir e não vai poder ser reconduzido mais de uma vez à função. O mandato será de dois anos renováveis por outros dois.
Nesta quarta, ao ouvir a apresentação das propostas em plenário, Sarney deu sinais favoráveis à eleição para diretor-geral, mas não falou sobre Gazzineo. Ele convocou uma reunião da Mesa Diretora para discutir as medidas administrativas propostas na próxima terça-feira (23).
As sugestões apresentadas pelo grupo incluem ainda o pedido de uma investigação externa sobre atos secretos, por auditoria ou pela Polícia Federal, e a revisão dos benefícios dos parlamentares para o exercício do mandato, desde carro oficial a verba de gabinete.
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