Postado por Cristiana Lôbo em 09 de junho de 2009, G1
Agora, Renan Calheiros encontrou um discurso para sua estratégia de não indicar o relator da CPI da Petrobras: enquanto a oposição não deixar o mesmo cargo na CPI das ONGs, nada feito.
Renan vem adiando sucessivamente esta indicação há duas semanas - sem apresentar justificativa qualquer. Passados 15 dias, com seus liderados já impacientes, Renan recebeu uma mãozinha do colega Romero Jucá. Jucá, como líder do governo, questionou a Mesa do Senado sobre a distribuição de cargos na CPI das ONGs, mas a resposta foi a de que tal decisão deve ser tomada pela presidência da CPI, ou seja, pelo senador Heráclito Fortes.
Como Heráclito não recuou, os governistas decidiram não cumprir o acordo da semana passada pelo qual eles dariam quorum para instalar a CPI da Petrobras.
Mas, agora, tudo volta à estaca zero. A oposição não recua na CPI das ONGs e os governistas não avançam para instalar a CPI da Petrobras. Isso, aliás, para o gosto do Palácio do Planalto que não quer saber de CPI investigando a maior empresa brasileira.
O episódio deixa mais uma marca no Senado: agora, acordo não vale. Afinal, os governistas se comprometeram com a oposição a dar quorum para instalação da COU da Petrobras, e agora recuam.
Perdão, leitores. O assunto é chato. Mas tem sido revelador de como funcionam as coisas no Senado. Sem compromisso com a palavra e num vai-e-vem de acordos que surpreendem a cada momento.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
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