Base governista não compareceu à reunião desta terça-feira.
Oposição anunciou obstrução total às votações no Senado.
Robson Bonin Do G1, em Brasília
Robson Bonin Do G1, em Brasília
Depois de participar da instalação da CPI da Petrobras nesta terça-feira (14), a base governista no Senado acabou esvaziando a sessão que deveria eleger o presidente e o vice-presidente da nova composição do Conselho de Ética da Casa.
O conselho não foi instalado por falta de quórum.
O grupo deveria começar a analisar três representações por quebra de decoro contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e uma contra o líder do PMDB, Renan Calheiros. As denúncias foram apresentadas pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) e pela bancada do PSOL no Congresso. Apenas senadores de oposição e parlamentares que integram o grupo favorável à saída de Sarney do comando da Casa apareceram para instalar a comissão na tarde desta terça-feira (14).
A ausência dos governistas aliados a Sarney revoltou os senadores do DEM e PSDB que anunciaram obstrução total às votações da Casa. Com isso a análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), marcada para ocorrer ainda nesta terça, deve ser inviabilizada.
Segundo Aloizio Mercadante, líder do PT no Senado, a base aliada não compareceu à instalação do Conselho por que a oposição quer impedir a votação da LDO. Até senadores da própria base, como Cristovam Buarque (PDT-DF) condenaram a manobra argumentando que a falta de quorum teria sido articulada por Sarney. "Não há ética na Casa enquanto o Sarney estiver na presidência. Ele manipula os senadores. Eles fazem o que o Sarney manda", criticou Cristovam.
A ausência dos governistas aliados a Sarney revoltou os senadores do DEM e PSDB que anunciaram obstrução total às votações da Casa. Com isso a análise da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), marcada para ocorrer ainda nesta terça, deve ser inviabilizada.
Segundo Aloizio Mercadante, líder do PT no Senado, a base aliada não compareceu à instalação do Conselho por que a oposição quer impedir a votação da LDO. Até senadores da própria base, como Cristovam Buarque (PDT-DF) condenaram a manobra argumentando que a falta de quorum teria sido articulada por Sarney. "Não há ética na Casa enquanto o Sarney estiver na presidência. Ele manipula os senadores. Eles fazem o que o Sarney manda", criticou Cristovam.
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