Vinícius Segalla
do Agora
A Volkswagen prepara um PDV (Programa de Demissão Voluntária) para ser lançado ainda neste ano. O alvo é o setor administrativo da companhia no país, que fica ao lado da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Trabalham na área cerca de 3.700 funcionários. Desses, por volta de 500 são executivos em cargos de confiança, que não poderiam aderir ao programa. O restante, a princípio, poderia aderir, mas os critérios e os detalhes do PDV ainda estão sendo construídos. A empresa vem mantendo conversas com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para definir os termos e nega que a crise econômica internacional seja o motivo da criação do programa.
De acordo com a companhia, a Volks faz PDVs esporádicos até para atender a uma demanda de alguns funcionários. O último programa da montadora aconteceu em janeiro deste ano, quando a meta era desligar 350 trabalhadores nas unidades de São Bernardo e Taubaté. Na época, a empresa ofereceu 2,2 salários para quem aceitou deixar o emprego. O número de demissões voluntárias atingido não foi divulgado.
Linha de produçãoJá na linha de produção da fábrica de São Bernardo, as conversas passam longe de demissões. No fim do mês passado, a montadora contratou 195 funcionários temporários para a unidade de São Bernardo e 50 para a de Taubaté (130 km de SP). Mais cinco vagas no ABC estão para ser preenchidas, com o processo seletivo em andamento.
Além disso, há 650 trabalhadores com contrato temporário vencendo no final do ano. A Volks não garante que vá contratar todos, mas é essa a expectativa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Os números de produção e vendas da montadora dão a entender que a necessidade de mão de obra pode aumentar. No primeiro semestre, a Volks registrou um aumento de 12,6% nas vendas de automóveis e comerciais leves. O resultado é fruto direto da redução que o governo federal aplicou no IPI (Imposto sobre produtos Industrializados) em dezembro do ano passado, que barateou os veículos e deu impulso às vendas.
Não foi só a Volks quem se beneficiou da isenção tributária. O mês de junho foi o melhor da história automotiva no Brasil, com 300 mil unidades comercializadas.
Na GM, para atender ao crescente volume de pedidos, a montadora negocia com os trabalhadores turnos e horas extras aos sábados.
Na Fiat, 742 funcionários foram contratados em abril na cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Por fim, na Ford, as vendas do Fiesta hatch cresceram nada menos que 57,3% em relação ao mês anterior. A julgar pelos números do mercado, mais empregos vão surgir na indústria automobilística.
A Volkswagen prepara um PDV (Programa de Demissão Voluntária) para ser lançado ainda neste ano. O alvo é o setor administrativo da companhia no país, que fica ao lado da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Trabalham na área cerca de 3.700 funcionários. Desses, por volta de 500 são executivos em cargos de confiança, que não poderiam aderir ao programa. O restante, a princípio, poderia aderir, mas os critérios e os detalhes do PDV ainda estão sendo construídos. A empresa vem mantendo conversas com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC para definir os termos e nega que a crise econômica internacional seja o motivo da criação do programa.
De acordo com a companhia, a Volks faz PDVs esporádicos até para atender a uma demanda de alguns funcionários. O último programa da montadora aconteceu em janeiro deste ano, quando a meta era desligar 350 trabalhadores nas unidades de São Bernardo e Taubaté. Na época, a empresa ofereceu 2,2 salários para quem aceitou deixar o emprego. O número de demissões voluntárias atingido não foi divulgado.
Linha de produçãoJá na linha de produção da fábrica de São Bernardo, as conversas passam longe de demissões. No fim do mês passado, a montadora contratou 195 funcionários temporários para a unidade de São Bernardo e 50 para a de Taubaté (130 km de SP). Mais cinco vagas no ABC estão para ser preenchidas, com o processo seletivo em andamento.
Além disso, há 650 trabalhadores com contrato temporário vencendo no final do ano. A Volks não garante que vá contratar todos, mas é essa a expectativa do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Os números de produção e vendas da montadora dão a entender que a necessidade de mão de obra pode aumentar. No primeiro semestre, a Volks registrou um aumento de 12,6% nas vendas de automóveis e comerciais leves. O resultado é fruto direto da redução que o governo federal aplicou no IPI (Imposto sobre produtos Industrializados) em dezembro do ano passado, que barateou os veículos e deu impulso às vendas.
Não foi só a Volks quem se beneficiou da isenção tributária. O mês de junho foi o melhor da história automotiva no Brasil, com 300 mil unidades comercializadas.
Na GM, para atender ao crescente volume de pedidos, a montadora negocia com os trabalhadores turnos e horas extras aos sábados.
Na Fiat, 742 funcionários foram contratados em abril na cidade de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG). Por fim, na Ford, as vendas do Fiesta hatch cresceram nada menos que 57,3% em relação ao mês anterior. A julgar pelos números do mercado, mais empregos vão surgir na indústria automobilística.
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