Manifestantes dormiram no gabinete do senador na quarta-feira (9).
'Se descansaram, foi no chão e está tudo bem', diz senador sobre o caso.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) terá de explicar à Corregedoria do Senado os motivos que o levaram a ceder as chaves do gabinete a um grupo de manifestantes favoráveis ao ex-ativista italiano Cesare Battisti. A decisão de enviar o caso ao corregedor Romeu Tuma (PTB-SP) foi anunciada nesta quinta-feira (17) pela Mesa Diretora. O grupo passou a madrugada de quarta-feira (9) na sala do petista e o caso acabou motivando a abertura de ocorrência na Polícia da Casa. Suplicy diz que foi ele mesmo quem cedeu a chave do gabinete aos manifestantes. Ele afirma ter deixado a chave com uma pessoa de sua confiança e que era apenas para os manifestantes usarem o banheiro.
Suplicy nega que o local tenha servido de “acampamento”, mas diz que assume a responsabilidade pelo ato. “Não tem sofá no gabinete. Se descansaram, foi no chão e está tudo bem. Não houve qualquer problema. Eu assumo toda a responsabilidade”, disse o petista ao G1. O primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), questionou a atitude do petista. “Não é um fato grave, mas abre um precedente perigoso. Imagine se todo mundo começar a trazer 10, 15 ou até 50 pessoas para passarem a noite no Senado?”. Fortes também criticou o colega por ter permitido o uso do gabinete como “banheiro público”. O relatório da Polícia, ao qual o G1 teve acesso, classifica a ação como um “acampamento”. “Alguns manifestantes a favor de Cesare Battisti, que se encontravam acampados em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) se deslocaram para acampar no Senado Federal, mais precisamente no interior do gabinete do senador Eduardo Suplicy”, diz trecho. Os manifestantes vieram do Ceará para acompanhar o julgamento de Battisti no STF e pretendiam ficar acampados na Praça dos Três Poderes. Segundo a Polícia do Senado, no entanto, os manifestantes foram conduzidos para o gabinete de Suplicy, que tem um acesso externo pelo estacionamento da Casa. Na hora que a Polícia do Senado chegou ao local, os senadores José Nery (PSOL-PA) e João Pedro (PT-AM) argumentaram em defesa dos manifestantes. De acordo com o relatório da polícia, os senadores abriram o gabinete para que os manifestantes pudessem pernoitar no local.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília
O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) terá de explicar à Corregedoria do Senado os motivos que o levaram a ceder as chaves do gabinete a um grupo de manifestantes favoráveis ao ex-ativista italiano Cesare Battisti. A decisão de enviar o caso ao corregedor Romeu Tuma (PTB-SP) foi anunciada nesta quinta-feira (17) pela Mesa Diretora. O grupo passou a madrugada de quarta-feira (9) na sala do petista e o caso acabou motivando a abertura de ocorrência na Polícia da Casa. Suplicy diz que foi ele mesmo quem cedeu a chave do gabinete aos manifestantes. Ele afirma ter deixado a chave com uma pessoa de sua confiança e que era apenas para os manifestantes usarem o banheiro.
Suplicy nega que o local tenha servido de “acampamento”, mas diz que assume a responsabilidade pelo ato. “Não tem sofá no gabinete. Se descansaram, foi no chão e está tudo bem. Não houve qualquer problema. Eu assumo toda a responsabilidade”, disse o petista ao G1. O primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), questionou a atitude do petista. “Não é um fato grave, mas abre um precedente perigoso. Imagine se todo mundo começar a trazer 10, 15 ou até 50 pessoas para passarem a noite no Senado?”. Fortes também criticou o colega por ter permitido o uso do gabinete como “banheiro público”. O relatório da Polícia, ao qual o G1 teve acesso, classifica a ação como um “acampamento”. “Alguns manifestantes a favor de Cesare Battisti, que se encontravam acampados em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) se deslocaram para acampar no Senado Federal, mais precisamente no interior do gabinete do senador Eduardo Suplicy”, diz trecho. Os manifestantes vieram do Ceará para acompanhar o julgamento de Battisti no STF e pretendiam ficar acampados na Praça dos Três Poderes. Segundo a Polícia do Senado, no entanto, os manifestantes foram conduzidos para o gabinete de Suplicy, que tem um acesso externo pelo estacionamento da Casa. Na hora que a Polícia do Senado chegou ao local, os senadores José Nery (PSOL-PA) e João Pedro (PT-AM) argumentaram em defesa dos manifestantes. De acordo com o relatório da polícia, os senadores abriram o gabinete para que os manifestantes pudessem pernoitar no local.
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