Metalúrgicos do ABC e São José dos Campos querem reajuste salarial.
Funcionários da Volkswagen seguem em greve no Paraná.
Da Reuters, G1
Da Reuters, G1
Metalúrgicos da General Motors em São Paulo decidiram nesta sexta-feira (18) parar por tempo indeterminado, em protesto por reajuste salarial entre 10% e 14,65%, informaram sindicatos. Pela manhã, trabalhadores dos primeiros turnos da montadora em São José dos Campos e em São Caetano do Sul decidiram pela paralisação e a tendência é que os demais turnos das fábricas sigam a decisão. A GM em São Caetano do Sul emprega cerca de 10.500 funcionários e em São José dos Campos, outros 8.500 trabalhadores. Em São Caetano, a GM produz os modelos Astra, Vectra, Classic e família Corsa, a uma média de 852 veículos diários, segundo o sindicato de metalúrgicos, filiado à Força Sindical. Os trabalhadores da região pedem 10% de reajuste e R$ 2 mil de abono.
Em reunião na véspera com sindicatos de São Caetano e São José dos Campos, a empresa manteve oferta de 6,53% de reajuste, mas elevou a proposta de abono de R$ 1.500 para R$ 1.750. Os trabalhadores de São José dos Campos pedem 14,65% de reajuste. A montadora produz na região modelos Corsa, picapes S10 e Montana e veículos desmontados para exportação (CKDs). Segundo o sindicato de São José dos Campos, filiado à Conlutas, a GM decidiu recorrer à Justiça após não chegar a acordo com os trabalhadores. Uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho foi marcada para as 14h desta sexta-feira (18).
Em reunião na véspera com sindicatos de São Caetano e São José dos Campos, a empresa manteve oferta de 6,53% de reajuste, mas elevou a proposta de abono de R$ 1.500 para R$ 1.750. Os trabalhadores de São José dos Campos pedem 14,65% de reajuste. A montadora produz na região modelos Corsa, picapes S10 e Montana e veículos desmontados para exportação (CKDs). Segundo o sindicato de São José dos Campos, filiado à Conlutas, a GM decidiu recorrer à Justiça após não chegar a acordo com os trabalhadores. Uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho foi marcada para as 14h desta sexta-feira (18).
ABC cruza os braços
Na região do ABC paulista, cerca de 60 mil metalúrgicos dos setores de autopeças, máquinas e equipamentos e componentes ferroviários iniciaram greve por tempo indeterminado nesta sexta-feira (18), após assembléia geral na noite de quinta-feira (17). Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, filiado à CUT, os 60 mil trabalhadores reivindicam o mesmo acordo aprovado no sábado passado pelos trabalhadores de montadoras da região, de reajuste de 6,53%, mais abono correspondente a um terço do salário médio do grupo. O presidente do sindicato do ABC, Sérgio Nobre, afirmou em comunicado que a categoria "chegou ao limite da paciência e que não é mais possível aceitar as desculpas dos empresários para não conceder aumento real, como a crise financeira internacional. A crise acabou. Demos todo tempo do mundo a eles".
Volkswagen segue parada no Paraná
No Paraná, 3,5 mil metalúrgicos da Volkswagen-Audi entraram nesta sexta-feira (18) no 13o dia de greve após rejeitarem nova proposta da montadora na véspera. A empresa ofereceu em audiência no Tribunal Regional do Trabalho 7,57% de reajuste, abono de R$ 2 mil a ser pago na próxima segunda-feira (21)e aumento no adicional noturno para 25% a partir de agosto de 2010, informou o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, filiado à Força. Os trabalhadores, no entanto, exigem que o adicional noturno seja aplicado imediatamente. Desde o início da greve até quinta-feira (17), segundo o sindicato, a montadora alemã já deixou de fabricar 9.800 automóveis. A média de produção é de 840 veículos por dia, dos modelos Fox, Crossfox e Golf. Na quarta-feira (16), metalúrgicos da Renault-Nissan, localizada também no Paraná, aceitaram reajuste de 8,65 por cento, encerrando uma greve de oito dias que fez a empresa deixar de produzir cerca de 6.240 veículos, segundo o sindicato de Curitiba.
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