segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Jobim diz que preferência da Embraer por suecos não terá peso na escolha de caças

CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O ministro Nelson Jobim (Defesa) disse nesta segunda-feira que não vai levar em conta a opinião da Embraer no processo de escolha para a compra de novos caças para a Aeronáutica.

O vice-presidente executivo para o mercado de defesa da empresa, Orlando José Ferreira Neto, declarou ao jornal "Valor Econômico" que a proposta da sueca Saab é a melhor do ponto de vista de transferência de tecnologia.

Ele informou que a Embraer avaliou as propostas feitas até agora, a pedido da própria Aeronáutica.

"Não cabe a Embraer ter opinião a respeito desse assunto. Quem cabe é o governo brasileiro, e a Embraer não é parte do governo brasileiro", afirmou Jobim, depois de participar da abertura de conferência internacional sobre energia nuclear (Inac), no Rio.

Jobim reafirmou que a queda dos caças franceses Rafale, na semana passada, não terá influência na decisão do governo brasileiro. Segundo ele, a informação inicial é que teria ocorrido erro humano. Ele, no entanto, não esclareceu se a fabricante francesa Dassault enviou informações sobre o acidente.

Ponte aérea
O ministro salientou que não há condições de se adotar uma nova rota ligando São Paulo e Rio, entre os aeroportos Campo de Marte e Jacarepaguá. Segundo Jobim, os dois aeródromos não têm características para abrigar voos comerciais.

"O Campo de Marte vai ser um dos pontos da passagem do trem de alta velocidade. Então, terá que mudar a natureza do Campo de Marte. Jacarepaguá tem inviabilidades de expansão. É uma destinação claramente de heliponto. Assim também como o futuro de Marte será heliponto", observou.

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