segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Delegado: morte de menina em micro-ondas pode ser fatalidade

Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis
O delegado Rodolfo Serafim Cabral, da Polícia Civil de Santa Catarina, disse que a morte de uma menina de sete anos encontrada dentro de um micro-ondas neste final de semana pode ter sido uma "fatalidade". O delegado, contudo, não descartou a hipótese de negligência dos pais.

Terezinha Aparecida Santos foi encontrada por uma irmã de 10 anos, já sem vida, num aparelho antigo usado como brinquedo na casa de bonecas da família. O corpo foi localizado após uma procura de quatro horas na tarde deste domingo em São José, município da região metropolitana de Florianópolis.

De acordo com o delegado Rodolfo Serafim Cabral, responsável pelo caso, os primeiros indícios mostram que a morte da menina seria uma "tragédia" e que não se trataria de um homicídio. "Os primeiros levantamentos nos levam à hipótese de um acidente, uma grande tragédia", disse. "Não existem indícios de violência, mas ainda estamos aguardando um laudo pericial para coordenarmos as investigações."

Familiares de Terezinha serão ouvidos nos próximos dias. A principal dúvida é a de como a garota teria conseguido entrar e se trancar sozinha no aparelho. O delegado não descarta a negligência dos pais da garota. "Apesar de toda a dor de perder uma filha de forma tão trágica, no final desta questão nos deparamos com a negligência", afirmou. "Vamos ouvir as pessoas e ver como era o relacionamento dos pais com a menina. Mas de qualquer forma, manter um micro-ondas como brinquedo para crianças, um aparelho que tem travas externas, é algo muito perigoso."

O delegado Rodolfo ainda aguarda o resultado de um laudo cadavérico realizado pelo Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina para dar prosseguimento às investigações. O corpo de Terezinha deve ser liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) ainda nesta segunda-feira.
Especial para Terra

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