Do UOL Esporte
Em São Paulo
A FIA ofereceu imunidade ao diretor de engenharia da Renault, Pat Symonds, para que ele revele detalhes do que aconteceu no GP de Cingapura do ano passado, quando Nelsinho Piquet bateu intencionalmente para ajudar Fernando Alonso. O brasileiro afirmou que a ordem foi dada por ele em uma reunião antes da corrida.
A FIA ofereceu imunidade ao diretor de engenharia da Renault, Pat Symonds, para que ele revele detalhes do que aconteceu no GP de Cingapura do ano passado, quando Nelsinho Piquet bateu intencionalmente para ajudar Fernando Alonso. O brasileiro afirmou que a ordem foi dada por ele em uma reunião antes da corrida.
Nelsinho disse que Symonds lhe mostrou o ponto exato onde deveria bater. Já o diretor alega que a ideia partiu do próprio piloto. Porém, ao ser interrogado no GP da Bélgica pelos investigadores da FIA, o engenheiro se esquivou de todas as perguntas que poderiam ser mais esclarecedoras e disse não lembrar do que disse para Piquet naquele dia.
Por outro lado, Symonds admitiu que houve um encontro com Nelsinho antes da corrida, mas tudo o que ele diz lembrar é que a proposta de bater de propósito para ajudar Alonso partiu do próprio piloto. Para que ele revele mais detalhes, a FIA ofereceu uma delação premiada, que o livraria de punições após a audiência do Conselho Mundial que vai julgar o caso.
De acordo com o interrogatório feito por investigadores contratados pela FIA, Symonds foi questionado se sabia que Nelsinho iria bater. O engenheiro disse que não queria responder a essa pergunta, e ainda admitiu que sabia das consequências que a sua omissão poderia lhe causar durante a audiência.
"Não tenho intenção de mentir, mas reservei minha posição um pouco", disse o engenheiro de 56 anos no depoimento. A própria Renault já deixou claro que só vai se manifestar na audiência da FIA, que inicialmente está marcada para a próxima segunda-feira.
"Não tenho intenção de mentir, mas reservei minha posição um pouco", disse o engenheiro de 56 anos no depoimento. A própria Renault já deixou claro que só vai se manifestar na audiência da FIA, que inicialmente está marcada para a próxima segunda-feira.
Caso Symonds aceite a imunidade, apenas o chefe da Renault, Flavio Briatore, iria para a audiência correndo risco de ser punido. O autor da denúncia de que a corrida teria sido armada foi o próprio Nelsinho, e o piloto já está com a imunidade concedida pela FIA por ter prestado as informações.
Briatore xinga Nelsinho em gravação
Nesta terça-feira, o jornal britânico The Times divulgou trechos dasconversas de rádio da equipe Renault durante o acidente de Nelsinho. Logo após a batida, o piloto pede desculpas por "escapar" na curva. Symonds pergunta se ele está bem, e Piquet responde que bateu com a cabeça, mas nada aconteceu.
Já Flavio Briatore começa a xingar o brasileiro, dizendo que o acidente foi uma "desgraça". O chefe da Renault chega a dizer que Nelsinho "não é um piloto". Só depois ele pergunta se Piquet está bem. Ainda de acordo com a gravação, Symonds comunicou no começo da prova uma mudança de estratégia para Alonso, antecipando a sua parada nos boxes. Os engenheiros questionaram, mas o diretor tranquilizou os colegas. Symonds teria dito: "Vai dar tudo certo".
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