quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Juíza mantém prisão do médico Roger Abdelmassih

Acusado de estuprar pacientes está preso desde 17 de agosto.
Defesa alegou que ele perdeu o registro, mas não convenceu.
Do G1, em São Paulo
A juíza Kenarik Felippe, da 16ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda, negou nesta quarta-feira (16) o pedido de reconsideração da prisão preventiva do médico Roger Abdelmassih e decidiu dar prosseguimento ao processo contra ele.

"Indefiro o pedido de relaxamento da prisão preventiva. De fato, o documento juntado pela Defesa indica que o acusado sofreu interdição cautelar do exercício profissional, entretanto esta sanção é de caráter administrativo e as demais razões apontadas pela decisão, que se encontra em fase recursal, não foram alteradas, razão pela qual fica mantida", disse a juíza em seu despacho.
Abdelmassih está preso há 30 dias, acusado de estuprar pacientes de sua clínica de reprodução assistida localizada em um bairro nobre de São Paulo.

O advogado de Abdelmassih, Márcio Thomaz Bastos, disse ao SPTV que considera a prisão de seu cliente injusta. Nesta quinta-feira (17), o Tribunal de Justiça de São Paulo deverá julgar o mérito do pedido de habeas corpus do médico, que já teve quatro pedidos de liberdade rejeitados pela Justiça.

O médico foi suspenso da Rede Latinoamericana de Reprodução Assistida, uma instituição científica e educacional que reúne 90% das clínicas e centros de reprodução assistida do continente.

Abdelmassih está preso desde o dia 17 de agosto, acusado de abusar sexualmente de 56 mulheres, a maioria pacientes de sua clínica na capital paulista.

Um relatório do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) indica que procedimentos feitos na clínica de Abdelmassih ferem a ética médica. Entre os procedimentos, estariam o uso de exames genéticos para escolha do sexo do bebê e o aborto seletivo como maneira de reduzir o número de embriões em gestação.

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