O deputado Antonio Palocci (PT-SP) se livrou de mais um processo que tramitava no Supremo Tribunal Federal contra ele. Neste, ele era acusado formação de quadrilha, peculato e falsificação de documento público. Coisa do tempo em que foi prefeito de Ribeirão Preto. Em menos de um mes, Palocci se livrou de dois processos do STF.
Mas, não, ainda do mais importante: aquele no qual é acusado de abuso de poder ao ser apontado como responsável por pedir a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos.
E mais: ainda que se livre do processo no STF, o que estava previsto para este mes, mas foi novamente adiado, Palocci não está livre da marca que ele deixou. Uma espécie de nódoa, que ainda não arrefeceu.
Tanto que o PT cogitava lançar sua candidatura ao governo de São Paulo, caso ele se livrasse deste processo relativo ao caseiro Francenildo, e arquivou a idéia. Pesquisa feita por encomenda do partido mostra claramente que a marca ainda é muito forte. E muito negativa.
Por isso, Palocci resolveu dar um tempo. Vai recomeçar sua trajetória. Pretende trabalhar na candidatura de Dilma Roussef. Poderá, até, repetir o papel de coordenador da campanha e da transição. Se ela vencer, ele ocupará um cargo no governo.
E só voltará às urnas mais tarde. Quando a marca Francenildo já tiver apagado.
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