terça-feira, 9 de junho de 2009

O que a derrota pode nos ensinar?

Escrevi esse artigo ainda no domingo, 7 de junho, algumas horas após o time do XV de Novembro de Piracicaba perder o jogo contra o Osasco e a chance do tão sonhado acesso. Embora eu more na cidade há apenas dois anos, torci muito e fiquei bastante chateado com mais essa decepção. Porém, passados os primeiros momentos de tristeza passei a buscar pontos em comum da vida esportiva, em particular das campanhas do XV, com a vida corporativa e com o sucesso que as pessoas fazem em suas carreiras profissionais. Quais são os grandes pontos positivos do XV ? Sem dúvida, o passado glorioso e a força de uma torcida apaixonada. Mas só isso ganha jogo? Claro que não. E esse é um grande ponto em comum. O passado não é garantia alguma de sucesso profissional. É bem normal ver pessoas que têm um grande desempenho ficarem deitadas em berço esplêndido e não perceberem que a performance já não é mais a mesma de outros tempos. Muitas vezes as pessoas não percebem, ou não querem perceber, que é preciso se atualizar, voltar a estudar, não ter vergonha de assumir que a fila anda e que é necessário se mexer para não ser passado para trás. O XV teve essa atitude? E você? E o que dizer da torcida? É lindo ouvir aqueles cânticos de apoio, mas definitivamente isso não ganha campeonato. Essa lógica também vale para a vida corporativa. Ninguém vai fazer sucesso e ter uma carreira sólida só por conta das pessoas que torcem por nós. Não adianta nada ter a família e os amigos torcendo. O que conta mesmo é a competência. Competência? Sim, competência é o essencial na vida profissional. O XV teve competência durante todo campeonato? Não, né? Foi totalmente aos trancos e barrancos. E na vida corporativa também não dá para conquistar o acesso sem competência. E a competência é feita todos os dias, por meio de esforço, de seriedade, de bom senso, de liderança, de proatividade, de treinamento, de autocrítica, de foco, de atualização. Faltou falar sobre mais alguma coisa? A torcida do XV poderia dizer que sim. Que faltou falar da sorte, coisa que o time parece não ter, pois cansou de colocar bolas na trave e de tomar gols nos minutos finais dos seus jogos. Minha resposta é bem simples. Sorte não existe. Sorte nada mais é do que a soma da competência com a oportunidade. Só tem sorte quem é competente para aproveitar as oportunidades que a vida oferece. O XV vai ficar mais um ano na terceira divisão e não há nada que você possa fazer. E quanto a sua carreira profissional? Vai descer? Vai ficar parada onde está? Ou vai conseguir o tão sonhado acesso? Isso, sim, só depende de você. A única coisa boa de mais essa derrota do XV e que pode servir como exemplo para nossa vida profissional é que não podemos desistir jamais. Ao levar um tombo, temos que levantar e recomeçar. Ano que vem tem mais. Ê, vamos subir, Quinze; vamos subir, Quinze; vamos subir Quinzeeeee! SIDNEI TIBÉRIO é formado em comunicação, atua como consultor e professor na área de gestão de pessoas e coordenador do curso de recursos humanos da Fatep (Faculdade Superior de Tecnologia de Piracicaba) Jornal de Piracicaba.

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