Delegada trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).
José Guilherme Villela foi encontrado morto com a esposa e a empregada.
Diego Abreu Do G1, em Brasília
Diego Abreu Do G1, em Brasília
A delegada titular da 1ª DP, Martha Vargas, disse ao G1 nesta terça-feira (1º) que a principal hipótese da morte do ministro aposentado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, além da mulher dele, a também advogada Maria Villela, e da empregada do casal, é a de latrocínio – roubo seguido de morte. Segundo a delegada responsável pelo caso, “a principal linha de investigação” da Polícia Civil do Distrito Federal é “a possibilidade de latrocínio”. Martha Vargas, no entanto, não descarta outras hipóteses, apesar de considerar que a intenção dos suspeitos foi a de roubas jóias da família.
“Trabalhamos com essa linha, porque [os suspeitos] levaram jóias da família. Tanto a família quanto a perícia encontraram várias caixas vazias, onde deveriam estar as jóias”, disse a delegada. Nesta manhã, a responsável pela investigação já havia confirmado que o ex-ministro, a esposa e a secretária da família, identificada como Francisca, foram vítimas de facadas.
“Trabalhamos com essa linha, porque [os suspeitos] levaram jóias da família. Tanto a família quanto a perícia encontraram várias caixas vazias, onde deveriam estar as jóias”, disse a delegada. Nesta manhã, a responsável pela investigação já havia confirmado que o ex-ministro, a esposa e a secretária da família, identificada como Francisca, foram vítimas de facadas.
Segundo a delegada, a polícia já tem pistas dos suspeitos, que permanecem foragidos. Os três corpos foram encontrados na noite de segunda-feira (31), na quadra residencial 113 Sul, em Brasília. No apartamento, que fica no sexto andar, não havia sinais de arrombamento. Foi uma neta do casal que avisou a polícia. Desde sexta-feira (28), José Guilherme Villela e a esposa não eram vistos no escritório da família. Como a neta não conseguiu falar com os avós por telefone, levou um chaveiro para abrir a porta do apartamento. A polícia foi acionada e chegou ao local na noite de segunda-feira.
Carreira
Mineiro da cidade de Manhuaçu, Villela tinha 73 anos. Foi para Brasília nos anos 60. Foi procurador do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TC-DF), e, já na década de 80, ministro do TSE. Como advogado, atuou no caso Collor em 1992, e, recentemente, no processo do mensalão.
Amigo de Villela, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, que já exerceu as funções de presidente do Supremo e também do TSE, lamentou a morte do advogado e cobrou que seja feita uma investigação detalhada para se apurar as circunstâncias do crime. “Tivemos um choque com essa morte trágica. Sou amigo dele e o admirava muito pela qualidade profissional. Ele era um advogado exemplar, que defendia importantes causas nos tribunais superiores. Temos que apurar esse crime. É uma situação muito nebulosa”, disse Marco Aurélio.
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