da Agência Brasil
da Folha Online
O ministro da Previdência Social, José Pimentel, disse hoje (18) que a greve dos servidores do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) rompe um acordo feito no ano passado sobre o reajuste salarial da categoria.
"Este acordo foi incluído na Medida Provisória 441/08, que foi aprovada por unanimidade no Congresso Nacional, que é a Lei 11.907/09. Nós fizemos um reajuste para os servidores que envolve R$ 5 bilhões", disse o ministro logo depois de sair de reunião no STF (Supremo Tribunal Federal) para tratar da greve da categoria.
Pimentel disse ainda que salários de servidores foram reajustados de 2006 para cá, assim como a remuneração dos aposentados.
A greve dos servidores do INSS teve início no último dia 16. Os servidores reivindicam a redução da carga horária de 40 para 30 horas semanais, sem redução dos salários. Além disso, querem que o governo incorpore a gratificação de função aos seus vencimentos.
Segundo o ministério, das 280 agências do Estado de São Paulo, apenas uma amanheceu fechada nesta quinta-feira, a de Vila Prudente, na zona leste da capital, que reabriu parcialmente, as portas no final da manhã (para perícias agendadas). Outros 25 postos de atendimento funcionam de forma parcial, sendo 14 na capital. Das 132 agências do interior, apenas 12 não têm atendimento pleno.
A Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social), por sua vez, diz que os números divulgados pelo ministérios são "mentirosos".
Segundo a Fenasps, 16 Estados mais Distrito Federal aderiram à greve, com os seguintes percentuais de paralisação: Santa Catarina (65%), São Paulo (60%), Paraná (60%), Rio Grande do Sul (65%), Rio Grande do Norte (60% na capital), Piauí (65%), Minas Gerais (70%), Espírito Santo (55%), Rio de Janeiro (70%), Ceará (sem percentual), Pará (70%), Bahia (70%), Mato Grosso do Sul (80%), Paraíba (60%), Maranhão (só na agência Imperatriz), Amazonas (70%) e o Distrito Federal (65%).
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