da Folha Online
O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira mais 18 casos de gripe suína -como é chamada a gripe A (H1N1)- no Brasil, elevando para 114 o número de pessoas infectadas no país.
Os novos casos confirmados são de São Paulo (7), Minas Gerais (5), Espírito Santo (2), Santa Catarina (2) e Rio de Janeiro (2). De acordo com o governo, todos os pacientes passam bem, mas o Ministério não informou detalhes sobre os casos.
Apesar de o número de casos confirmados chegar a 114, o último boletim enviado hoje pelo Ministério da Saúde à OMS (Organização Mundial de Saúde) informava que havia 109 casos confirmados. Isso porque, a divulgação para o órgão é feita até as 12h, e cinco novos casos foram confirmados apenas após esse horário. Nesta sexta-feira (19), estes cinco casos serão informados à OMS.
Ao todo, o número de casos registrados por Estados são: São Paulo (41), Santa Catarina (26), Minas Gerais (19), Rio de Janeiro (15), Tocantins (4), Distrito Federal (3), Espírito Santo (2), Mato Grosso (2), Bahia (1) e Rio Grande do Sul (1).
Outros 117 casos considerados suspeitos estão sendo analisados no país, sendo que 522 foram descartados.
Segundo a pasta, dois casos confirmados são de transmissão autóctone, ou seja, ocorreram dentro do território nacional. Nestes casos, os pacientes tiveram contato com pessoas procedentes do exterior e diagnosticadas com a doença. Os outros 16 casos são de pessoas que estiveram fora do país.
Pandemia
Na semana passada, a OMS anunciou que a gripe suína atingiu o nível de pandemia (epidemia generalizada). O termo tem relação apenas com a ampla distribuição geográfica do vírus, e não com a sua periculosidade.
Sintomas
A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.
Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório. Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).
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