segunda-feira, 22 de junho de 2009

PM deixa a USP e trabalhadores prometem suspender piquetes temporariamente

da Folha Online
A PM (Polícia Militar) deixou o campus Butantã (zona oeste de São Paulo) da USP na manhã desta segunda-feira. Com isso, s grevistas da universidade prometem suspender temporariamente os piquetes, ao menos durante as negociações.
A assessoria de imprensa da USP confirmou a saída, sem, porém, precisar o horário. Os funcionários cruzaram os braços desde o dia 5 de maio.
O diretor de base do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) Magno de Carvalho afirmou que os piquetes não estão descartados e podem voltar a ser feitos a partir de amanhã. Tudo irá depender, segundo ele, do resultado das negociações que ocorrem nesta segunda-feira.
No início das manifestações que culminaram com a greve, houve bloqueios aos prédios da universidade. A PM ocupava a USP desde o início do mês de junho após um pedido da reitora Suely Vilela de modo a fazer o acompanhamento da Justiça para que o mandado de reintegração de posse fosse cumprido.
Devido a presença da PM no campus, professores e estudantes decidiram aderir à greve a partir do dia 5 de junho. Um confronto entre os PMs e integrantes da universidade deixou dez feridos no dia 9 deste mês.
Negociações e reivindicações
Carvalho, diretor do Sintusp, informou que as negociações serão retomadas a partir das 14h desta segunda.
Mais cedo, por volta da 12h, ocorre uma concentração em frente ao prédio da reitoria. Um ato está previsto para ter início às 15h envolvendo representantes das três universidades públicas paulistas.
Os grevistas da USP querem a saída da reitora da universidade, Suely Vilela; reajuste salarial de 16%, mais R$ 200 fixos (o Cruesp oferece 6,05% de aumento); a readmissão do funcionário Claudionor Brandão e o fim de processos administrativos contra alunos e funcionários; e o fim da Universidade Virtual do Estado de SP (Cruesp diz que cursos a distância democratizam o ensino).
Segundo os funcionários, o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) propôs a retomada das negociações a partir de hoje. O Fórum das Seis --que representa funcionários, professores e estudantes das três universidades paulistas--, no entanto, quer a saída da PM do campus para negociar, e a Reitoria sinalizou que pode retirar os policiais, caso os grevistas se comprometam a não fazer novos piquetes.

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